Vitamina C Intravenosa Para Pacientes com Cancro Terminal

Estudos nos anos 70 aparentaram demonstrar um ganho em sobrevivência extraordinário em pacientes com cancro terminal com vitamina C, uma terapia simples, relativamente não tóxica.

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Notas do Dr. Michael Greger

Bem vindos à semana da vitamina C intravenosa e cancro no nutritionfacts.org! Lamento deixar-vos pendurados, mas tudo será revelado. è um tópico demasiadamente importante para não se o aprofundar de uma maneira séria, e então um único vídeo nunca poderia ser suficiente. Fiquem atentos a Suplementos de Vitamina C e Pacientes com Cancro Terminal e O Papel da Vitamina C no Tratamento de Cancro Terminal.

Irás reparar que por vezes desvio-me ligeiramente de cobrir tópicos estritamente de nutrição. (como o meu vídeo Os Medicamentos Anti-Depressivos Funcionam Realmente?). Não procuro tais tópicos mas simplesmente me deparo com eles na minha pesquisa em nutrição e não consigo evitar ser sugado por eles. Desejo muito que houvessem outros sites como este que fizessem revisões baseadas em evidências nestes tópicos importantes. Na realidade, deveriam haver uma dúzia mais apenas em nutrição!

Mais vídeos sobre sobrevivência a cancro podem ser encontrados aqui:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Intravenous Vitamin C for Terminal Cancer Patients e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

R Törrönen, M Kolehmainen, E Sarkkinen, K Poutanen, H Mykkänen, L Niskanen. Berries reduce postprandial insulin responses to wheat and rye breads in healthy women. J Nutr. 2013 Apr;143(4):430-6.

C N R Rao. Obituary. Linus Pauling (1901-1994) A colossus in chemistry and an unparalleled crusader

M L Rossman, W S Brostoff. Vitamin C for cancer. N Engl J Med. 1980 Jan 31;302(5):298-9.

E Cameron, L Pauling. Supplemental ascorbate in the supportive treatment of cancer: Prolongation of survival times in terminal human cancer. Proc Natl Acad Sci U S A. 1976 Oct;73(10):3685-9.

E Cameron, L Pauling. Supplemental ascorbate in the supportive treatment of cancer: reevaluation of prolongation of survival times in terminal human cancer. Proc Natl Acad Sci U S A. 1978 Sep;75(9):4538-42.

M K Wilson, B C Baguley, C Wall, M B Jameson, M P Findlay. Review of high-dose intravenous vitamin C as an anticancer agent. Asia Pac J Clin Oncol. 2014 Mar;10(1):22-37.

E Cameron, A Campbel, T Jack. The orthomolecular treatment of cancer. III. Reticulum cell sarcoma: double complete regression induced by high-dose ascorbic acid therapy. Chem Biol Interact. 1975 Nov;11(5):387-93.

E Cameron, L Pauling. Experimental studies designed to evaluate the management of patients with incurable cancer. Proc Natl Acad Sci U S A. 1978 Dec;75(12):6252.

A Katano, R Takenaka, K Okuma, H Yamashita, K Nakagawa. Repeated episodes of spontaneous regression/progression of cervical adenocarcinoma after adjuvant chemoradiation therapy: a case report. J Med Case Rep. 2015 May 19;9:114.

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Vitamina C Intravenosa Para Pacientes com Cancro Terminal

Em 1975, um caso notável foi relatado de um homem de 42 anos que sofria de uma forma malígna de linfoma não-Hodgkin, que havia passado por uma dramática regressão do cancro após receber dose elevadas de vitamina C intravenosa. Ele parecia curado, então eles pararam a vitamina C e o cancro apareceu novamente, então eles reiniciaram a vitamina C, aparentemente induzindo uma segunda remissão completa. Às vezes o cancro apenas regride espontaneamente — é raro, mas não sem precedente, então poder-se-ia argumentar que a primeira remissão foi espontânea, que foi apenas uma coincidência ter acontecido quando começaram a vitamina C. Mas considerando a trajetória em que o cancro se encontrava, seguida de uma rápida remissão, seguida de um relapso quando a vitamina C foi suspensa, seguida de uma segunda remissão uma vez reintroduzida sugere fortemente que a vitamina C teve algo a ver com isso. Entenda, múltiplas regressões espontâneas existem. Houve um caso recente, por exemplo, de uma mulher com cancro cervical, aparentemente curada com radiação e quimio, mas quando o cancro voltou, ela recusou tratamento subsequente, e mesmo assim os tumores desapareceram por si próprios, e depois voltaram, e depois desapareceram, e depois voltaram, e depois desapareceram, e depois voltaram, e depois desapareceram, por uma quarta remissão espontânea. E isso sem qualquer tratamento aparente. Então é possível que o caso da vitamina C seja apenas um louca coincidência casual, e a vitamina C não ajudou de forma alguma. Nunca se sabe até o pormos à prova. Então esses pesquisadores buscaram a ajuda de Linus Pauling, considerado o maior químico do século XX, que era conhecido pelo seu interesse em vitamina C. Se ele não conseguisse financiamento, ninguém conseguiria financiamento, e ele… não… conseguia… financiamento. Eles foram ao National Cancer Institute com dados promissores dos 40 primeiros pacientes de cancro tratados por eles com vitamina C e pediram que eles conduzissem um experimento randomizado e duplo-cego, o que significa pegar um grupo de pacientes incuráveis de cancro para os quais não temos mais nada a oferecer, dividi-los ao acaso em dois grupos e administrar a um grupo vitamina C e ao outro algo como solução salina, basicamente água, e ver quem sobrevive por mais tempo? Nem os pacientes nem os médicos saberiam quem recebeu o quê, para eliminar viéses e efeitos placebo. E eles voltaram ano após ano, após ano, solicitando fundos para estudarem eles mesmos já que o National Cancer Institute não queria fazê-lo. E eles foram rejeitados ano após ano, após ano. Então eles juntaram quaisquer fundos que conseguissem encontrar e fizeram o melhor com o que tinham disponível e publicaram as suas famosas descobertas em 1976. Eles não tinham um experimento controlado, mas naquele momento, haviam tratado 100 pacientes de cancro terminal com vitamina C, e então eles compararam seus progressos com os progressos de milhares de pacientes similares que não haviam recebido vitamina C. Para cada paciente tratado com vitamina C eles encontraram dez pacientes aproximadamente na mesma idade, com o mesmo tipo de cancro, que haviam sido tratados no mesmo hospital, mas sem as doses de vitamina C. Isto é o que eles encontraram. Vamos considerar cancro da mama, por exemplo. Aqui está a curva de sobrevivência para cancro da mama terminal — lembre-se que estes eram todos pacientes de cancro terminal. Como se pode ver, no grupo de controle, em 100 dias, mais de 80% das mulheres havia falecido, mas no grupo da vitamina C, metade ainda estavam vivas quase um ano depois. Eles tinham mulheres com cancro de mama terminal ainda vivas 2,270 dias depois e ainda a contar. Os grupos de controle para todos os diferentes cancros saíram-se previsivelmente mal, com a vasta maioria morta entre cem a duzentos dias depois; enquanto os pacientes tratados com vitamina C pareciam estar substancialmente melhores. Pesando tudo, o período médio de sobrevivência era quatro vezes maior para os pacientes da vitamina C mais de 200 dias comparado com apenas 50 dias no grupo de controle. Os resultados, eles concluíram, claramente indicam que esta forma simples e segura de medicação era de valor garantido no tratamento de pacientes de cancro avançado. Isso aconteceu em 1976. O que aconteceu? Críticos compreensivelmente atacaram o estudo por usar controles pós-fato. Pode-se ver como isso poderia introduzir viéses. Se você, consciente ou inconscientemente, escolher grupos de pacientes de controle que estavam mais doentes que o seu grupo de tratamento, eles morreriam antes que os seus pacientes, mas isso não teria nada a ver com o tratamento, o grupo de controle apenas teria começado pior. E realmente há evidência de que foi isso que aconteceu— um total de 20% do grupo de controle morreu apenas alguns dias após ter sido declarado terminal comparado com nenhum no grupo de tratamento, o que realmente soa estranho. Mas o estudo foi bem sucedido em finalmente convencer o National Cancer Institute a patrocinar experimentos controlados randomizados levados a cabo nada menos que pela prestigiosa Mayo clinic. O que é que descobriram? Vamos saber, em seguida. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET
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Imagens graças a Eric Malette, via Flickr.

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