Mulheres Veganas Deveriam Tomar Suplementos com DHA Durante a Gravidez?

“Recomendo que todas as mulheres grávidas e lactantes sigam as orientações de consenso para obterem 200mg de DHA pré-formado de uma fonte livre de poluentes.” – Dr Michael Greger

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Notas do Dr. Michael Greger

Não há benefícios claros e consistentes? Vejam o meu último vídeo: Mulheres Grávidas ou a Amamentar Deveriam Tomar DHA (Legendado em Português).

E quanto a ómega 3 de cadeia longa para proteger o nosso coração? Vejam:

Levantei alguma preocupação quanto a poluentes em peixe e marisco durante a gravidez numa série de vídeos:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Should Vegan Women Supplement with DHA During Pregnancy? e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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E E Birch, S E Carlson, D R Hoffman, K M Fitzgerald-Gustafson, V L Fu, J R Drover, Y S Castaneda, L Minns, D K Weaton, D Mundy, J Marunycz, D A Schade. The DIAMOND (DHA Intake And Measurement Of Neural Development) Study: a double-masked, randomized controlled clinical trial of the maturation of infant visual acuity as a function of the dietary level of docosahexaenoic acid. Am J Clin Nutr. 2010 Apr;91(4):848-59.

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As Mulheres Veganas Deveriam Tomar Suplementos de DHA Durante a Gravidez?

Uma revisão sistemática de ensaios randomizados e controlados de suplementação de DHA em mulheres grávidas e lactantes falhou em encontrar qualquer benefício claro e consistente a curto ou a longo prazo para o desenvolvimento psicomotor, mental, visual ou físico. Talvez a suplementação de DHA durante a gravidez não tenha efeito porque o corpo não é estúpido e protege o crescimento do cérebro do bebé ao retirar das reservas maternas de DHA, aumentando a síntese de DHA materna, e, preferencialmente, transportando-a para o feto. Mas e se as mães não começarem com grandes reservas maternas? Por outras palavras, talvez a DHA tenha falhado em ajudar as mulheres que já estavam a receber o suficiente, mas talvez as mulheres com níveis muito baixos de ingestão beneficiassem da suplementação de DHA. Bem, primeiro, é interessante notar que já em 1978 os pesquisadores estavam a sugerir dietas à base de plantas como a dieta de eleição no tratamento do nosso assassino número um. Mas os bebés amamentados por mães veganas têm significativamente menos DHA na corrente sanguínea, presumivelmente porque as mães tinham significativamente menos DHA no seu leite materno. A questão é se essas diferenças têm qualquer consequência? O crescimento e desenvolvimento de crianças veganas e vegetarianas são normais, desde que estejam a obter a sua B12. Não há evidência de que as funções neuronais ou intelectuais sejam prejudicadas. Na verdade, os dois estudos que temos em crianças vegetarianas mostraram que elas tinham um QI mais elevado, apesar de que possa ter sido porque os pais tendem a ser mais instruídos. Mas mesmo apesar de as crianças parecerem bem, isso não descarta a possibilidade de que possam haver algumas diferenças subtis no funcionamento visual ou neural. Seria interessante comparar a atividade dos bebés que obtém leite materno vegano versus os níveis da população em geral. Pode-se ver que os veganos tinham 14, os vegetarianos 30, omnívoros 37. Este estudo comparou desde zero a 32, 64 e 96, e 32 funcionou melhor do que zero, mas mais do que 32 não acrescentou nada. Isso poderia explicar por que a população em geral com 37 não beneficia da suplementação adicional de DHA. Mas e quanto a tão baixo quanto 14? A maioria dos estudos a esse nível baixo não mostraram nenhuma vantagem sobre zero, embora um estudo tenha encontrado um benefício de suplementar num nível tão baixo quanto 5, mas isso não nos ajuda. Agora, só porque os bebés amamentados por mães veganas têm níveis de DHA no sangue significativamente mais baixos não significa necessariamente que tenham níveis mais baixos no cérebro, que é onde faz diferença. O que precisamos é de um estudo randomizado, controlado em não-comedores de peixe sobre suplementação de DHA. Até então, vai permanecer incerto. E então, o que é que as mulheres grávidas e lactantes que evitam peixe devem fazer entretanto? Baixo consumo de DHA não equivale necessariamente a inadequação fetal de DHA, mas estes novos dados sugerem que algumas crianças podem não estar a receber o suficiente e poderiam beneficiar das suas mães tomarem suplementos. E por isso recomendo que mulheres grávidas e lactantes em dietas à base de plantas sigam as diretrizes de consenso para obterem cerca de 200 mg de DHA pré-formada a partir de uma fonte não contaminada como óleo de algas, que é provavelmente a melhor combinação para todas as mulheres dado o estado do nosso mundo, para se minimizar a exposição a poluentes tóxicos tais como dioxinas, PCBs e mercúrio. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a Bollepret.

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