Tratando a Doença de Parkinson com Dieta

As dietas baseadas em plantas em geral e certos alimentos vegetais em particular poderão ser usados para se tratar a doença de Parkinson com sucesso, em parte ao aumentar-se os níveis de L-DOPA.

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Notas do Dr. Michael Greger

E quanto à prevenção da doença em primeiro lugar? Vejam o vídeo anterior Prevenindo a Doença de Parkinson com Dieta.

A história da serotonina que mencionei explicando a acumulação exterior de aminoácidos percursores na barreira sangue-cérebro está descrita na minha série de três partes:

Mais sobre os riscos e benefícios do café e da cafeína em:

E mais sobre o que a fibra pode fazer por nós em vídeos como:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários no link original e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Tratando a Doença de Parkinson com Dieta

O consumo de cafeína, tanto em populações asiáticas e ocidentais, parece proteger contra o desenvolvimento de doença de Parkinson, mas e quando já se a tem? Um novo estudo descobriu que dar às pessoas um valor de cafeína equivalente a cerca de 2 chávenas de café por dia melhora significativamente os sintomas da doença. Claro, apenas se pode cobrar um tanto por café, e então as empresas farmacêuticas pegaram na cafeína e acrescentaram-lhe um grupo lateral para que pudessem patenteá-lo em novos medicamentos, que parecem não funcionar melhor do que cafeína simples, que é dramaticamente mais barata e provavelmente mais segura. De forma similar, outros alimentos vegetais como as bagas, podem ser protetores, e as dietas à base de plantas em geral podem ajudar a prevenir a doença de Parkinson. A gordura animal e os laticínios podem aumentar o risco enquanto que um padrão de dieta baseada em vegetais pode proteger contra a doença de Parkinson. Não sabemos se é da gordura animal per se, contudo; poderia ser a proteína animal o que está a aumentar o risco, talvez sejam os derivados de leite, mercúrio em peixes, o ferro heme com base no sangue, ou menos antioxidantes protetores de alimentos vegetais e dietas baseadas em plantas. Nós não sabíamos, até recentemente. Tem havido relatos de casos de sucesso. Como este, em que uma nutricionista foi atingida com Parkinson e foi capaz de eliminar a maioria dos seus sintomas com uma dieta baseada em plantas rica em morangos, trigo integral e arroz integral, fontes ricas nestes dois fitonutrientes. [N-Hexacosanol e Fisetin] Mas não tinha havido um ensaio formal de intervenção publicado, até agora. Na sua raiz, a doença de Parkinson é uma doença de deficiência de dopamina, devido a uma mortalidade de células geradoras de dopamina no cérebro. Estas células produzem dopamina a partir de L-dopa derivado de certos aminoácidos na nossa dieta. Mas, tal como vimos com a história da serotonina, o consumo de proteína animal pode bloquear o transporte de L-dopa para dentro do cérebro, acumuando-o lá fora. Assim, primeiro os pesquisadores tentaram o que é chamado de uma dieta de redistribuição de proteínas. Basicamente só permitem que as pessoas comam carne na ceia, para que os pacientes estejam a dormir, na altura em que os efeitos negativos se fazem sentir. Mas os pesquisadores não consideraram cortar os produtos de origem animal por completo, até que se descobriu que o consumo de fibra aumenta naturalmente os níveis de L-dopa. Então, hey, “uma dieta baseada em plantas, particularmente na sua variante vegan, é esperada que aumente a biodisponibilidade de levodopa e traga algumas vantagens no tratamento da doença de Parkinson através de dois mecanismos: a ingestão reduzida de proteína e um aumento da ingestão de fibra”. É por isso que a proteína vegetal funciona melhor, porque é onde as fibras se encontram. E então, eles colocaram pessoas numa dieta vegana estrita, mantendo o feijão mais para o final do dia e, de facto, encontraram uma melhoria significativa nos sintomas. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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