Tomar o Pulso à Longevidade

Para a máxima longevidade, a frequência cardíaca em repouso alvo é provavelmente de um batimento por segundo ou menos.

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Notas do Dr. Michael Greger

Lamento deixar-vos pendurados, mas queria mesmo fazer um bom trabalho ao dar o quadro de fundo desta história tão importante. Abranda o Teu Batimento Cardíaco: Feijão vs. Exercício é a seguir!

Outras estratégias de extensão do tempo de vida estão detalhadas em:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Finger on the Pulse of Longevity e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Dedo no Pulso da Longevidade

Immanuel Kant, o filósofo do século 18, descreveu a química dos seus dias como uma ciência, mas não era realmente ciência, porque não foi fundamentada em matemática – pelo menos não até um século mais tarde. O mesmo pode ser dito para a biologia, o estudo de vida. Em matemática, física, física quântica, etc., existem constantes: quantidades físicas que se pensa serem ambas universais e imutáveis. A biologia, porém, foi considerada demasiado complexa, muito confusa para ser governada por leis simples e naturais, mas em 1999, um físico teórico de elevada energia de Los Alamos juntou-se com dois biólogos para descrever leis de escala universal que parecem aplicar-se a todo o quadro. Existem algumas implicações clínicas desses tipos de teorias? Bem, uma observação fascinante foi publicada. O número de batimentos cardíacos por tempo de vida é notavelmente semelhante, quer sejas um hamster passando por todos até à baleia. Então, mesmo sendo que os ratos apenas vivem menos de dois anos, a sua frequência cardíaca é tipo 500 a 600 batimentos por minuto até dez batidas por segundo, ao passo que o coração de uma tartaruga das galápagos bate 100 vezes mais lento, mas vivem cerca de 100 vezes mais tempo. Há uma tal consistência no número de batimentos cardíacos que os animais têm nas suas vidas, que uma pergunta provocativa foi colocada, “Poderá a vida humana ser prolongada pela desaceleração cardíaca?” Por outras palavras, se os seres humanos estão predeterminados a terem cerca de três bilhões de batimentos cardíacos, ponto, numa vida, então, poderia uma redução na frequência cardíaca média prolongar a vida? Isto não é apenas uma questão académica. Se foi assim que funcionou, então pode-se estimar que uma redução na frequência cardíaca de uma média de mais de 70 batimentos por minuto para o que muitos atletas têm, 60 batimentos por minuto, poderia, teoricamente, aumentar a expectativa de vida em mais de uma década. Parece um pouco louco, mas é assim que o método científico funciona: começa-se com uma observação, como esses dados marcantes de batimentos cardíacos, e então faz-se um palpite fundamentado, ou hipótese, a qual pode-se então colocar à prova. Como se poderia demonstrar um efeito de prolongamento da vida pela desaceleração cardíaca em seres humanos? Bem, talvez uma primeira tentativa nesse sentido seria ver se as pessoas com corações mais lentos vivem vidas mais longas, lamentando o facto de que não havia nenhuma droga que simplesmente baixasse o ritmo cardíaco que pudessem dar às pessoas, uma vez que as drogas como beta bloqueadores diminuem o ritmo cardíaco, mas também diminuem a pressão arterial, logo não seria ideal para testar a questão em causa, mas pelo menos podemos fazer essa primeira parte, sobre se as pessoas com corações mais lentos vivem vidas mais longas. E de facto, pela evidência acumulada até agora, sabemos que uma frequência cardíaca elevada em repouso, que significa o quão rápido o nosso coração bate quando estamos apenas sentados em repouso, está associado a um aumento da mortalidade na população em geral, bem como naqueles em doença. Uma taxa cardíaca mais rápida pode levar a uma taxa de mortalidade mais rápida. Frequências cardíacas em repouso mais rápidas, (FCrepouso) estão associadas com menores expectativas de vida, considerado um forte fator de risco independente para a doença cardíaca e insuficiência cardíaca. Pode-se ver como aqueles com as taxas cardíacas mais elevadas eram duas vezes mais propensos ao longo dos 15 anos seguintes a experimentarem insuficiência cardíaca. Em pessoas de meia-idade e idosos, em homens, e mulheres. E o que é crítico é que esta ligação entre o quão rápido o nosso coração vai, e quão rápido a nossa vida se vai, é independente da actividade física. Ao início fiquei como ãh, claro que frequências cardíacas de repouso mais baixas estão associadas a um tempo de vida mais longo. Quem tem um pulso mesmo lento? Atletas. Como se pode ver, quanto mais aptos fisicamente estamos, menor é o nosso pulso em repouso. Mas não, eles descobriram que, independentemente do nível de aptidão física. As pessoas com frequências cardíacas elevadas em repouso saíam-se bem pior do que as pessoas com frequências cardíacas mais baixas, por isso parece que não é apenas um marcador de risco, mas um fator de risco genuíno, independente do quão em boa forma estamos ou do quanto nos exercitamos. Porquê? Bem, se o nosso ritmo cardíaco funciona 24 horas por dia, mesmo quando estamos a dormir, todo esse stress pulsátil pode quebrar algumas das fibras elásticas dentro da parede arterial, fazendo com que as nossas artérias se tornem rijas. Não permite tempo suficiente para as nossas artérias relaxarem entre batidas, e por isso quanto mais rápido o nosso coração, mais duras as nossas artérias, mas há todo o tipo de teorias de como um aumento da frequência cardíaca em repouso pode diminuir o nosso tempo na Terra. Independentemente disso, essa relação está agora bem reconhecida. Não é apenas um marcador de uma patologia subjacente … Não é simplesmente um marcador de inflamação … A razão pela qual é importante distinguir um fator de risco a de um marcador de risco, é que se se controlar o fator de risco, controla-se o risco, mas se for apenas um marcador de risco, não iria importar se diminuíssemos o nosso ritmo cardíaco. Mas agora até temos evidências de ensaios com drogas — agora que existem realmente medicamentos que apenas afetam o ritmo cardíaco, que a redução da nossa frequência cardíaca diminui a nossa taxa de mortalidade. Tem sido demonstrado em, pelo menos, dezenas de ensaios até agora. Basicamente, não queremos que o nosso coração esteja a bater mais do que cerca de uma batida por segundo em repouso. Pode medir o seu pulso agora mesmo! Para o tempo de vida máximo, o alvo é tipo uma batida por segundo, para vencer o relógio. Mas não se preocupe se for muito rápido; a frequência cardíaca é um fator de risco modificável. Sim, existem drogas, mas existem também regimes de estilo de vida que podem trazer a nossa pulsação em repouso para baixo … que irei cobrir em seguida. Nutrição e Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a odolphie, Public Domain, and HerPhotographer via Flickr e MG via Wikimedia Commons.

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