Serão os OGMs Seguros? O Caso do Milho BT.

Estamos a nadar em informação sobre culturas geneticamente modificadas, mas grande parte da informação está errada – em ambos os lados do debate. O que é que a melhor evidência científica disponível tem a dizer sobre as implicações do milho BT na saúde humana?

Notas do Dr. Michael Greger

Esta é a primeira parte de 4 vídeos de ~3 a 4 minutos cada, que te porão a par da mais recente evidência científica sobre transgénicos e saúde. Depois do Milho BT vem:

Tudo oferecido por Michael Greger e os voluntários de Nutritionfacts.org

Fontes citadas

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Serão os Alimentos Geneticamente Modificados Seguros? O Caso do Milho BT

“Recentemente, a proeminente revista científica Nature, em editorial, publicou que estamos agora a nadar em informação sobre culturas geneticamente modificadas, mas que grande parte da informação está errada – em ambos os lados do debate. Mas que muitas destas informações incorretas são sofisticadas, apoiadas por pesquisa que aparenta ser legítima e que é escrita com certeza, brincando que, com os OGMs, um bom indicador de falácia de uma afirmação é a convicção com que é dita. Para muitos na comunidade científica, preocupações de organismos geneticamente modificados (OGMs) são descartadas como uma grande teoria da conspiração. De fato, um item num teste psicológico de crença em teorias da conspiração perguntou às pessoas se elas acreditavam que empresas de alimentos teriam a audácia de serem desonestos quanto a alimentos geneticamente modificados. O estudo concluiu que muitas pessoas eram cínicas e céticas em relação a truques publicitários, bem como a táticas de organizações como bancos e companhias de álcool, medicamentos e tabaco. Isso não soa a teoria da conspiração; isso soa a fazer negócio. Minorias são acusadas ​​de ideação conspiradora para com teorias malucas sobre a SIDA, mas devemos lembrar-nos que há um longo legado de má conduta científica. Adicione uma indústria de vários bilhões de dólares e pode-se imaginar o quão difícil é chegar à verdade da questão sobre os OGM. Há argumentos sociais, ambientais, económicos, de segurança alimentar, de biodiversidade, pró e contra os OGM, mas aqueles estão fora da minha área de especialização. Então vou ficar-me pela segurança alimentar, e como médico sou um veterinário bastante limitado pois apenas conheço uma espécie, os seres humanos, e assim irei ignorar os dados do animal de laboratório, que pode informar quanto a alimentar um rato de estimação, mas não necessariamente o que alimentar a uma família. Que dados humanos temos sobre a segurança dos OGM? Este estudo pretendia confirmar que o DNA de culturas geneticamente modificadas pode ser transferido para os seres humanos que as comem, mas não foi isso o que o estudo encontrou, apenas que o DNA de plantas em geral pode ser encontrado na corrente sanguínea humana, sem estipulações do dano. Este estudo, no entanto, encontrou uma proteína de culturas geneticamente modificadas em pessoas, detetado em 93% das amostras de sangue de mulheres grávidas, 80% das de sangue de cordão umbilical, e em 69% de amostras de mulheres não grávidas. A toxina de que eles estão a falar é uma proteína inseticida produzida pela bactéria BT cujo gene foi inserido no DNA do milho para criar o chamado milho BT, o qual foi incorporado em alimentos para animais. Se é principalmente na alimentação animal, como é que entrou em mulheres? Eles sugeriram que pode ser através da exposição a carne contaminada. Mas claro, porquê obter-se OGM em segunda mão quando se pode obtê-los diretamente? A próxima grande fronteira é animais de fazenda transgénicos. Um salmão geneticamente modificado foi o primeiro a disputar um lugar na mesa de Miostatina e o gene associado foram descobertos 1997 pelos genetistas McPherron e Se-Jin Lee, que também produziram uma estirpe do mutante em ratos com a carência do gene e eram em torno de duas vezes mais fortes que ratos normais. (Wikipédia) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Miostatina) jantar. E depois, em 2010, foram criadas vacas transgénicas, ovelhas, cabras e porcos, geneticamente modificados para aumento da massa muscular. Frankensalsichas, pode-se dizer, com base no chamado modelo do super-rato. Mas de volta às crianças do milho e às suas mães, quando eles dizem que é uma toxina, é uma toxina para vermes de milho, não necessariamente para as pessoas. Na verdade, eu não consegui encontrar quaisquer dados que ligam a toxina BT a dano humano, o que é uma coisa boa, uma vez que é considerado um dos poucos pesticidas considerados tão não-tóxicos que é pulverizado em frutas e vegetais orgânicos.”Recolher Transcrição

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