Os Riscos e Benefícios da Exposição Sensata ao Sol

Não temos que escolher entre o menor dos dois males: cancro da pele versus cancros internos da deficiência em vitamina D.

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Notas do Dr. Michael Greger

Isso é a essência daquilo que os últimos 15,950 estudos sobre vitamina D adicionaram ao nosso entendimento. A não ser que algo particularmente inovador surja, podem esperar a próxima atualização em 2021. Se perderam os primeiros 5 vídeos desta série, vejam:

A característica atrativa é da deposição de carotenoides na pele. Vejam os meus vídeos:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original The Risks and Benefits of Sensible Sun Exposure e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Keen SB1, Yelverton CB, Rapp SR, Feldman SR. UV light abuse as a substance-related disorder: clinical implications.

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Os Riscos e Benefícios da Exposição Sensata ao Sol

Na virada do século 20, a doença de deficiência de vitamina D, o raquitismo, subia em flecha graças à vida da cidade, com a sombra dos edifícios e a fuligem de carvão no ar. A indústria de laticínios aproveitou a oportunidade para fortificar o leite com vitamina D e assim o fez também a indústria da cerveja. “A cerveja faz-lhe bem!”, Lê-se no anúncio, mas cerveja com vitamina D do sol faz ainda melhor, logo… beba todos os dias. Agora, existem opções de fortificados mais saudáveis ​ como o sumo de laranja fortificado com vitamina D, mas para alcançar os níveis de ingestão recomendados poderia ser necessário 15 a 20 copos de leite fortificado, cerveja, e / ou sumo, todos os dias.
Então… para se obter esse tipo de doses, resume-se realmente a sol ou suplementos. A luz solar fornece 90 a 95% de vitamina D para a maioria das pessoas. A ameaça de cancro de pele é real, contudo, é principalmente a partir de exposição solar excessiva crónica e queimaduras. Há pouca evidência de que a exposição mínima e sensata à luz solar irá aumentar consideravelmente o risco de cancro de pele. Porém, porquê aceitar qualquer risco de todo quando se pode simplesmente obter a vitamina D a partir de suplementos? Mas, por uma questão de argumento, e se não houvessem suplementos disponíveis. E se você estivesse apenas a tentar equilibrar os efeitos positivos e negativos da exposição ao sol? Por um lado, temos entidades como a Academia Americana de Dermatologia que recomenda que ninguém devia ser exposto à luz solar directa sem proteção solar. Afinal, os raios UV do sol são cancerígenos comprovados, responsáveis por cerca de metade de todos os tumores malignos caucasianos, culpando a indústria de bronzeado por minimizar o risco. Mesmo aqueles que aceitam dinheiro da indústria de bronzeado para pesquisa reconhecem que a exposição excessiva ao sol pode aumentar o risco de cancro de pele, mas argumentam mais moderação, advogando “a exposição sensata ao sol” e culpam a indústria de protetor solar de sobre-inflacionar o risco; embora seja mais difícil impugnar os motivos dos dermatologistas, que estão, essencialmente, a argumentar contra o seu interesse financeiro, já que o cancro de pele é o seu pão com manteiga.
A preocupação levantada pelos defensores dos UV é que “a propaganda heliofóbica” [medo do sol] pode fazer mais mal do que bem, apontando para estudos como este: um estudo sueco descobriu que aqueles diagnosticados com cancro de pele tendiam a viver mais tempo e ter menos ataques cardíacos e fracturas da anca. A mídia, é claro, adorou isso com manchetes como: “Banhistas de Sol vivem mais tempo!” Embora apenas a exposição aos UV naturais tenha sido associada com redução da mortalidade, A exposição aos raios UV artificiais, como camas de bronzeamento, foi associada com aumento da mortalidade. Bem, então, isso provavelmente não tem nada a ver com a vitamina D. Então por que é que aqueles que correm lá fora o suficiente para terem cancro de pele vivem mais tempo? Talvez seja por estarem a correr lá fora. Mais exercício pode explicar porque vivem mais tempo. E aqui nos EUA, mais exposição a raios UV foi associado com um tempo de vida mais curto, não mais longo.
Existem estudos de modelagem que sugerem que pelo menos 50.000 mortes por cancro em americanos podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D que poderiam ser evitáveis ​ com mais exposição à luz solar que só mataria, no máximo, 12.000 americanos de cancro de pele. Portanto, no balanço, os benefícios superam os riscos, mas, outra vez, porquê aceitar qualquer risco quando se pode obter toda a vitamina D que se necessita a partir de suplementos? Na verdade, de onde é que eles tiraram essas estimativas sobre a vitamina D prevenir cancros internos? A partir de estudos de intervenção que envolvem dar às pessoas suplementos de vitamina D; não a expor as pessoas aos raios UV. Portanto, não é tanto uma controvérsia, de todo. Afinal, a questão é enquadrada na necessidade de escolher entre o menor de dois males: cancro da pele contra cancros internos de deficiência de vitamina D, mas ignora o facto de que há uma terceira via. Quando estávamos a evoluir não vivíamos tempo suficiente para nos preocuparmos com o cancro de pele, e a vitamina D não estava disponível na loja da esquina. E se apenas quiser parecer mais atraente, que tal comer mais frutas e vegetais? Quando modelos de elevado consumo de couve foram colocados contra modelos de elevada exposição UV, o brilho dourado dos fitonutrientes carotenóides venceu, e o mesmo foi encontrado em rostos asiáticos e afro-americanos. Portanto, gostaria de sugerir a secção das frutas e vegetais para se obter uma boa saúde bronzeada. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a Barni1 via Pixabay.

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