Que especiarias combatem inflamação?

Um experimento elegante é descrito no qual o sangue daqueles que comiam diferentes tipos de especiarias, tais como cravinho, gengibre, alecrim, e açafrão-da-índia é testado quanto a capacidade anti-inflamatória.

Notas do Dr. Michael Greger

Aqui estão os links para aqueles outros vídeos sumarentos com os quais dei entrada:

Vejam Antioxidants in a Pinch e How to Reach the Antioxidant RDA (Legendado em Português) para verem a extensão com que até mesmo pequenas quantidades de especiarias podem afectar a quantidade de antioxidantes ingeridos.

Outra série elegante de experimentos “ex vivo”, que exploram o poder das mudanças do estilo de vida no combate ao cancro, pode ser vista em vídeos a começar pelo Ex Vivo Cancer Proliferation Bioassay.

Cogumelos (Boosting Immunity While Reducing Inflammation), nozes (Fighting Inflammation in a Nut Shell), e tomates azuis (Anti-Inflammatory Effects of Purple Potatoes) podem igualmente reduzir a inflamação (assim como alimentos vegetais em geral, vejam Anti-Inflammatory Antioxidants e Aspirin Levels in Plant Foods). Na verdade, tão bem que as dietas baseadas em plantas podem ser usadas para tratar condições inflamatórias. Vejam por exemplo, Tratamento da Doença de Crohn pela Dieta, Diet & Rheumatoid Arthritis, e Potassium and Autoimmune Disease. Os produtos de origem animal, por outro lado, podem aumentar a inflamação através de uma variedade de mecanismos, incluindo endotoxinas (Como é que a carne Causa Inflamação? (Legendado em Português)), ácido araquidónico (Frango, ovos, e inflamação (Legendado em Português)), e Neu5Gc (The Inflammatory Meat Molecule Neu5Gc).

Se colesterol oxidado é um conceito novo para si, veja o seu papel na progressão de doença cardíaca no meu vídeo .

Vou cobrir as descobertas quanto ao ADN no meu próximo vídeo, Spicing Up DNA Protection. E se os compostos do tumérico [ ou açafrão-da-índia ] são tão anti-inflamatórios, poderão eles ser usados para tratar doenças inflamatórias com sucesso? Descubram no meu próximo vídeo Turmeric Curcumin and Rheumatoid Arthritis.

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do vídeo original e ele procurará responder-lhe!

– Dr. Michael Greger

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Fontes citadas
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Que especiarias combatem inflamação?

De vez em quando encontro um estudo tão suculento, que faço um vídeo inteiro sobre isso. É tipo como o meu vídeo “Que fruta combate melhor o cancro?” ou o de “O melhor método de cozinhar” ou aquele a comparar milhares de alimentos, bom… este é um estudo do mesmo género. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Florida, Gainesville e Penn State, prepararam uma experiência elegante. Já sabíamos que, grama por grama, as ervas e especiarias têm algumas das maiores actividades antioxidantes conhecidas, mas isso é num tubo de ensaio. Antes de podermos perguntar se uma erva ou especiaria tem benefícios para a saúde, é necessário determinar primeiro se é biodisponível. Isto nunca havia sido feito, até agora. Eles podiam ter escolhido o caminho mais fácil, e simplesmente medir os níveis de antioxidantes no fluxo de sangue de alguém antes e depois do consumo, mas o pressuposto de que a aparência de actividade antioxidante no sangue é uma indicação da sua biodisponibilidade tem uma fraqueza. Talvez seja absorvida mais do que julgamos mas não aparece nos testes de antioxidantes porque se vinculam a proteínas ou células. Portanto eles tentaram medir mudanças fisiológicas no sangue. Estavam interessados em saber se os compostos absorvidos estariam aptos a proteger células brancas de sangue de uma oxidação ou lesão inflamatória, se iria proteger as cadeias de DNA de partirem quando confrontadas com radicais livres. Ponderaram também se o consumo de ervas e especiarias pode alterar as respostas inflamatórias das células na presença de um insulto fisiologicamente relevante. O que é que tudo isto significa? O que eles fizeram foi pegar num grupo de pessoas em que cada uma delas ingeriu diferentes tipos de especiarias durante uma semana. Há tantos aspectos verdadeiramente únicos relacionados com este estudo mas, um deles foi que a quantidade que os sujeitos em estudo consumiram foi baseada em níveis usuais de consumo na alimentação comum. Por exemplo, ao grupo dos orégãos foi-lhes dado meia colher de chá por dia — os tipos de quantias práticas que as pessoas podm até consumir de vez em quando. Depois, no final da semana, tiraram sangue à cerca de uma dúzia de sujeito a quem tinham adicionado pimenta preta às suas dietas nessa semana, e compararam os efeitos no seu sangue com os efeitos no sangue da dúzia em cayenne, ou canela, ou cravinhos, ou cominhos. Havia cerca de 10 grupos diferentes de pessoas a comer cerca de 10 especiarias diferentes Depois, gotejaram o seu plasma (a fracção líquida dos seus sangues) em células brancas numa placa de petri que havia sido exposta a um insulto inflamatório. Eles queriam escolher algo realmente inflamatório portanto escolheram colesterol oxidado, que é o que fica no sangue após o consumo de algo como frango frito. Portanto eles injectaram as células brancas com colesterol oxidado e depois mediram quanto TNF eles produziram em resposta. O factor de necrose tumoral (TNF) é uma poderosa citocina inflamatória, infame para o papel que desempenha em ataques autoimunes tais como a doença inflamatória intestinal. Comparado com o sangue daqueles que não consumiram especiarias por uma semana terá o sangue daqueles que consumiram pimenta preta sido capaz de atenuar a resposta inflamatória? Não. E então alguma das outras especiarias? Cravinho, gengibre, alecrim e açafrão foram capazes de diminuir significativamente a resposta inflamatória. E lembrem-se, eles não estavam a pingar as especiarias propriamente ditas nas células brancas humanas, mas o sangue daqueles que comeram as especiarias e portanto representa o que poderia acontecer quando as células do nosso corpo são expostas aos níveis de especiarias que circulam no nosso fluxo sanguíneo após um consumo diário normal. Não doses exageradas num comprimido, apenas a quantidade que faz o molho do esparguete ter bom sabor, ou uma torta de abóbora ou molho de caril. Há medicamentos que conseguem fazer o mesmo. Factores de necrose tumoral são tamanhos mediadores de inflamação e doenças relacionadas, que existem destes medicamentos para bloquear os TNF no mercado para o tratamento de doenças inflamatórias tais como osteoartrite, doença inflamatória intestinal, psoríase, e espondilite anquilosante, que arrecadam, colectivamente, mais de 20 mil milhões de dólares por ano, porque as empresas farmacêuticas cobram às pessoas $15,000 a $20,000 dólares por ano pelo medicamento. A esse preço, os efeitos colaterais é melhor serem abraços e arco-íris, mas não, esses medicamentos trazem uma tarja preta de aviso porque podem causar problemas tais como, hmm, cancro e insuficiência cardíaca. Se ao menos houvesse uma solução mais barata e segura. Curcumina, o pigmento amarelo presente no Açafrão, uma especiaria que é um pouco mais barata e segura, mas será que funciona fora do tubo de ensaio? Há evidência de que pode ajudar em todas as doenças nas quais os bloqueadores de TNF estão actualmente a ser usados, e com os custos de cuidados de saúde e segurança a serem sérios problemas, esta especiaria dourada de açafrão pode ajudar a fornecer a solução.Recolher Transcrição

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