Quanto Cancro Causa o Corante de Caramelo da Coca-Cola e Pepsi?

Quantos casos de cancro derivados de corante de caramelo são estimados como sendo causados por Coca-Cola e Pepsi em Nova York versus Califórnia onde existe uma lei de rotulagem de cancerígenos (Prop 65)?

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Notas do Dr. Michael Greger

A Prop 65 foi duramente criticada por interesses económicos, mas como este vídeo mostra, ela leva os produtores a fazerem os seus produtos menos cancerígenos. Outros vídeos sobre a Prop 65 incluem:

Para mais sobre corante de caramelo, vejam o meu vídeo anterior O Corante de Caramelo é Cancerígeno?.

Há outros aditivos nos refrigerantes que também são tóxicos. Vejam a minha série de 3 partes sobre fosfatos:

Existem outros corantes alimentares que são menos que saudáveis: Corantes Alimentares artificiais e PHDA e Corante No. 3 para Tingir ou Morrer?.

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Which Has More Caramel Coloring Carcinogens: Coke or Pepsi? e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Quanto Cancro Causa o Corante de Caramelo da Coca Cola e Pepsi?

O corante de caramelo talvez seja o corante alimentar mais consumido no mundo. Infelizmente, o seu fabrico às vezes pode levar à formação de um cancerígeno chamado metilimidazole, o qual foi identificado como sendo um químico que causa cancro, em 2007. E assim, para efeitos da sua lei de rotulagem prop 65, a California definiu o limite diário em 29 microgramas por dia. Então, quanto cancro poderão os refrigerantes com corante de caramelo estar a causar? Não o sabíamos … até agora. Cento e dez amostras de refrigerantes foram testadas das prateleiras das lojas na Califórnia e em torno de Nova York. Nenhum dos cancerígenos foi encontrado em Sprite, por exemplo, que é o que se esperaria uma vez que não é da cor de caramelo. Entre os refrigerantes que eram, os níveis mais elevados foram encontrados no refrigerante da marca Goya, e o menor em produtos da Coca-Cola, cerca de 20 vezes menos do que nos produtos da Pepsi. Curiosamente, a Pepsi da Califórnia era significativamente menos cancerígena do que a Pepsi de Nova York, presumivelmente por causa da lei na Califórnia. Isto apoia a noção de que as leis de rotulagem, como a prop 65, podem incentivar os fabricantes a reduzirem os riscos químicos de origem alimentar. Ao invés de apenas (cantando :) “wish they could all be California”… para se proteger os consumidores de todo o resto do país, os regulamentos federais poderiam ser uma abordagem valiosa para se reduzir o risco de cancro em excesso. Mas de quanto cancro estamos a falar? Investigadores de Johns Hopkins calcularam a incidência de cancro, uma estimativa do número de casos de cancro em excesso num tempo de vida associados ao consumo das diferentes bebidas. Assim, no consumo médio de refrigerante dos EUA, com os níveis médios de cancerígenos encontrados, a Pepsi poderá estar a causar milhares de casos de cancro, especialmente os produtos Pepsi não provenientes da Califórnia, os quais parecem estar a causar 20 vezes mais cancro do que a Coca-Cola. Claro que, não há necessidade para nenhum deles ter quaisquer cancerígenos de todo. Mas não temos que esperar pela regulamentação do governo, ou pela responsabilidade social das empresas. Podemos exercer a responsabilidade PESSOAL e simplesmente parar de beber refrigerantes. Cortar com os refrigerantes pode reduzir o nosso risco de nos tornar-mos obesos e desenvolvermos diabetes, e doença hepática gordurosa, e fracturas da anca, e artrite reumatóide, e doença renal crónica, e gota também. Em crianças, o consumo diário de refrigerantes pode aumentar as chances de asma em cinco vezes, e aumentar o risco de puberdade prematura nas meninas, aumentando a probabilidade de começarem a ter os seus períodos antes dos 11 anos de idade tanto quanto 47%. Se se olhar para a parte de trás dos olhos das pessoas, pode-se medir o calibre das artérias na retina, e quanto mais estreitas são, maior é o risco de pressão arterial elevada, diabetes e doença cardíaca. Se se fizer esse tipo de medições em milhares de jovens de 12 anos de idade, e lhes perguntássemos quanto aos seus hábitos de beber refrigerante, as crianças que consomem refrigerantes diariamente tinham artérias significativamente mais estreitas. Portanto, a mensagem para os pacientes já não pode ser apenas “Coma menos, exercite mais”, importa O QUÊ nós comemos. O aconselhamento dietético específico devia ser para se reduzir significativamente o consumo de alimentos processados e açúcar adicionado e comer mais alimentos integrais. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a rusticusa via Pixabay.

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