Será o Peixe Alimento para o Cérebro em Adultos Mais Velhos?

Porque o consumo de peixe tem sido associado com comprometimento cognitivo e perda de funções executivas?

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Notas do Dr. Michael Greger

Uma dieta deficiente em fruta é o principal fator dietético de risco? Para mais, vejam Inibindo a Aglomeração de Plaquetas com Bagas

Mas e então e aqueles Esquimós saudáveis? Vejam Ómega-3 e a Fábula de Peixe dos Esquimós (Legendado em Português).

Para mais quanto à mudança nas evidências sobre peixe e doença cardíaca, vejam O Óleo de Peixe é apenas Banha da Cobra? (Legendado em Português).

O maior perigo da exposição a mercúrio poderá ser para as crianças, vejam:

Outros vídeos sobre o efeito dos contaminantes no peixe e a saúde em adultos inclui Peixe e Diabetes (Legendado em Português) e Consumo de Peixe e Suicídio (Legendado em Português).

O Mercúrio não é o único contaminante neurotóxico nos frutos do mar, porém. Vejam Dieta e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) (Legendado em Português) e ELA (Doença de Lou Gehrig): Procurando Respostas (Legendado em Português)

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Is Fish “Brain Food” for Older Adults? e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Será o Peixe Alimento para o Cérebro em Adultos Mais Velhos?

No estudo de referência Global Burden of Disease, compilaram as 20 principais causas de morte e incapacidade. O número um na lista foi a pressão arterial elevada, a segunda e terceira são fumo, e a quarta principal causa de perda de vida e saúde foi não comer fruta suficiente. A falta de exercício foi número dez, a seguir, sódio demais, depois, não comer nozes e sementes suficientes, não o suficiente em grãos integrais, não o suficiente em vegetais, e o número 18 era não obter ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa suficientes como EPA e DHA, encontrados em frutos do mar devido ao seu efeito supostamente protetor contra doenças cardíacas. Mesmo passados anos, quando isto foi publicado contudo, já andavam a questionar os benefícios destas gorduras de peixe à medida que mais e mais ensaios clínicos controlados randomizados colocaram-nos à prova e falharam, culminando na recente meta-análise que abordei anteriormente, a qual chegou para trazer descanso a esta questão. A proteção cardiovascular não é a única coisa para a qual o consumo de peixe e de óleo de peixe foi alardeado, contudo. Os ómega 3 também têm também sido apontados para o tratamento de depressão, mas tendo em conta todos os resultados negativos que acabaram NÃO PUBLICADOS, parece não haver nenhum benefício para depressão ou para prevenção de suicídio, como explorei anteriormente no meu vídeo sobre o consumo de peixe e suicídio. Mas e quanto à prevenção de declínio cognitivo ou demência? Os ensaios clínicos randomizados controlados disponíveis mostram nenhum benefício da suplementação de ómega-3 para a função cognitiva, em estudos com duração entre seis meses a 40 meses entre idosos saudáveis. Por vezes, pode até piorar as coisas. Um maior consumo atual de peixe previu um desempenho cognitivo PIOR e um maior consumo de peixe no PASSADO, na infância, previu uma velocidade de percepção e tempo de reação mais lentos. Isto pode ser devido a contaminantes neurotóxicos no peixe, como o mercúrio. Sabemos que o cérebro em desenvolvimento é particularmente sensível aos efeitos nocivos do mercúrio, mas talvez o cérebro em envelhecimento também o seja. Isso explicaria resultados como este, onde níveis mais elevados de Ómega-3 foram associados com níveis mais elevados de comprometimento cognitivo e demência. Mais EPA encontrado naqueles com comprometimento cognitivo e mais DHA naqueles com demência, presumivelmente por causa de poluentes como mercúrio e PCBs em frutos do mar, os quais têm sido relacionados com comprometimento cognitivo ou doença de Alzheimer. As mesmas funções cognitivas deficitadas em adultos, como atenção, função motora fina, memória verbal, são semelhantes àquelas reportadas anteriormente em crianças expostas no útero. E os adultos expostos ao mercúrio através do consumo de peixe não tinham apenas mudanças subtis de ondas cerebrais EEG ou algo assim, mas déficits observáveis em medidas de desempenho neurocomportamental, por exemplo pior desempenho em testes de velocidade e destreza motora fina, e de concentração. Alguns aspectos da aprendizagem verbal e memória foram também interrompidos por exposição ao mercúrio, e quanto maiores os níveis de mercúrio pior se saíram. Mas olhem, este estudo foi feito rio abaixo de uma operação de mineração de ouro, um processo que utiliza montes de mercúrio. Outros tais estudos foram feitos em pessoas que comiam peixe ao lado de fábricas de produtos químicos, ou derrames tóxicos ou que comiam carne de baleia. E quanto a uma população mais comum? Na verdade, um grupo de participantes de elite bem-educados, muito bem educados — a maioria eram executivos de empresas tipo CEOs, todos a viverem na Flórida, e ricos o suficiente para pagarem tantos frutos do mar que pelo menos 43% excederam o limite de segurança de mercúrio da EPA. E teve um efeito. O consumo excessivo de frutos do mar, que eles definiram como tipo mais de três ou quatro porções por mês de peixes como atum ou pargo, eleva os níveis de mercúrio e causa disfunção cognitiva. Não muito, apenas uma queda de 5% no desempenho cognitivo, mas um decréscimo que ninguém, muito menos uma pessoa consciente para a saúde e orientada para o sucesso, iria receber de bom grado. É importante notar a ironia da situação. O fato de que executivos de empresas que optam por consumir mais frutos do mar por razões de saúde, em vez disso sofreram uma QUEDA nas suas funções executivas como resultado. Contudo, se uma queda de 4,8% na função executiva devido à ingestão excessiva de frutos do mar ocorre em adultos saudáveis altamente funcionais com amplas reservas cognitivas, a maior preocupação é saber se elevações semelhantes no nível de mercúrio em indivíduos que já sofrem de declínio cognitivo podem resultar em declínios substancialmente maiores, particularmente quando o declínio cognitivo, a demência, e o consumo de frutos do mar estão em ascensão. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a samkerridge via Pixabay

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