Devíamos Tomar Ómega 3 EPA e DHA para o Nosso Coração?

Qual a melhor maneira de satisfazer as necessidades de ómega-3?

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Notas do Dr. Michael Greger

A excitante conclusão da minha série de vídeos sobre ómega-3, Devíamos Tomar Suplementos DHA para Estimular a Função Cerebral? vai ter que aguardar a publicação de dados de um novo ensaio mais tarde ainda este ano. Tenho acesso aos resultados mas quero poder mostrá-lo a todos a partir de uma fonte sujeita a revisão por pares.

No entanto, aqui estão os links para os meus vídeos mais recentes sobre ómega-3:

Se o não haver benefícios para o coração lhe surpreendeu, veja O Óleo de Peixe É Apenas Banha da Cobra? (Legendado em Português).

Se a ligação com diabetes lhe surpreendeu, veja:

Mais sobre PCBs em Fontes Alimentares de Poluentes Químicos de PCB e mais sobre outros poluentes em:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Should We Take EPA and DHA Omega-3 For Our Heart? e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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J Greene, S M Ashburn, L Razzouk, D A Smith. Letters re: Fish oils, coronary heart disease, and the environment, Letters, e4-5, Am J Public Health. 2013 Nov;103(11).

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Recolher Fontes

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Devíamos Tomar Ómega 3 EPA e DHA Para o Nosso Coração?

De acordo com duas das possivelmente maiores autoridades sobre nutrição, a Organização Mundial de Saúde e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, devíamos receber pelo menos meio por cento das nossas calorias dos ómega 3 essenciais de cadeia curta ALA, o que é fácil, tipo uma colher de sopa por dia de sementes de chia ou sementes de linhaça moída e você está bem. O nosso corpo pode então pegar nos AAL de cadeia curta da nossa dieta e alongá-los para formar os ómega 3 de cadeia longa, EPA e DHA. Mas a questão há muito que tem sido: os nossos corpos podem produzir o suficiente para uma saúde ótima? Bom, como se determinaria isso? Olhe o exemplo da fibra. Um corpo de literatura convincente demonstrou um aumento no risco de doença cardíaca quando as dietas eram pobres em fibra. Então, o Institute of Medicine elaborou uma recomendação para cerca de 30 gramas por dia, que foi um consumo observado como protegendo contra doença coronária e reduzindo a obstipação. Então, assim como a doença cardiovascular foi usada para ajudar a estabelecer um consumo adequado de fibra dietética, também foi usada para desenvolver uma recomendação para EPA e DHA. Então, com revisões publicadas até tão tarde quanto 2009 sugerindo que cápsulas de óleo de peixe podem ajudar nas doenças cardíacas, autoridades nutricionais recomendaram um consumo adicional de 250mg por dia de EPA e DHA pré-formados, já que, evidentemente, não estávamos a produzir o suficiente se consumir mais ajudava. Então em adição a uma ou duas gramas de ALA, 250mg de ADH e AEP pré-formados, os quais podem ser obtidos de peixes ou algas. Peixe é complicado porque, por um lado, o peixe contém os EPA e DHA pré-formados, mas por outro lado, os nossos oceanos ficaram tão poluídos que o peixe pode conter vários poluentes, incluindo dioxinas, PCBs, pesticidas como DDT, químicos retardantes de fogo e metais pesados, incluindo mercúrio, chumbo e cádmio que podem afetar negativamente a saúde humana. Este foi um comentário editorial sobre um estudo recente em mulheres que descobriu que a exposição dietética a BPCs estava associada a um aumento do risco de derrame, e um risco quase três vezes maior de derrame hemorrágico. A menos que você viva ao lado de um depósito de lixo tóxico, a principal fonte de exposição a BPCs é consumo de peixe, dos quais talvez o salmão seja o pior, apesar de que os BPCs também possam ser encontrados em menores quantidades em outras fontes de carne também. Isto pode explicar porque estudos nos E.U.A. mostraram que apenas uma porção de peixe por semana pode aumentar significativamente o risco de diabetes, enfatizando que mesmo os níveis desses poluentes que outrora eram considerados seguros podem neutralizar completamente os potenciais benefícios dos ômega 3 e outros nutrientes presentes em peixe, levando ao tipo de desequilíbrios metabólicos que comumente precedem diabetes tipo 2. Agora, você podia obter as suas 250mg diárias de óleo de algas em vez de óleo de peixe, o qual é livre de contaminantes tóxicos porque nunca entra em contato com nada dos oceanos. E então você poderia obter o melhor dos dois mundos, os nutrientes benéficos sem os contaminantes perigosos. Mas recentemente, foi demonstrado que esses ômega 3 de cadeia longa não parecem ajudar a prevenir ou tratar doença cardíaca, afinal. E já que essa foi a principal razão pela qual pensámos que as pessoas deveriam consumir aqueles 250mg extra de EPA e DHA pré-formados, porque é que ainda recomendamos seguirem essas orientações dietéticas? Porque essas recomendações não eram apenas baseadas em saúde cardíaca, mas em saúde cerebral também. Continua… Publicações em Português em NUTRICAO-EM-FATOS.ORG
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