O Leite é Bom para os Nossos Ossos?

A galactose no leite poderá explicar porque o consumo de leite está associado com um risco significativamente maior de fratura da bacia, cancro, e morte prematura.

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Notas do Dr. Michael Greger

O que é que podemos fazer pelos nossos ossos, então? Exercícios de força como saltar, levantamento de peso, e andar com um colete de pesos poderá ajudar, juntamente com suficiente ingestão de cálcio (Dietas Alcalinas, Proteína Animal e Perda de Cálcio) e vitamina D (Resolvendo o Debate da Vitamina D). Comendo feijão (Fitatos para a Prevenção da Osteoporose) e evitando aditivos fosfatados (Aditivos de Fosfato em Carne Purgada e Bebidas de Cola) poderá igualmente ajudar.

Talvez a pista da galactose possa ajudar a explicar as descobertas quanto a cancro da próstata (Cancro da Próstata e Leite Biológico versus Leite de Amêndoa (legendado em Português)) e doença de Parkinson (Prevenindo a Doença de Parkinson com Dieta).

A galactose é um açúcar do leite. Há igualmente uma preocupação quanto às proteínas do leite (vejam a minha série sobre casomorfinas) e quanto às gorduras (Os Estudos da Gorduras Saturadas: Amanteigando o Público e Gordura Trans em Carne e Laticínios) bem como as hormonas (Estrogénio em Derivados de Leite e Fertilidade Masculina, Estrogénio em Carne, Laticínios e Ovos e Porquê as Mulheres Veganas Têm 5x Menos Gémeos?).

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Fontes citadas

V Matkovic, P K Goel, N E Badenshop-Stevens, J D Landoll, B Li, J Z Ilich, M Skugor, L A Nagode, S L Mobley, E J Ha, T N Hangartner, A Clairmont. Calcium supplementation and bone mineral density in females from childhood to young adulthood: a randomized controlled trial. Am J Clin Nutr. 2005 Jan;81(1):175-88.

H A Bischoff-Ferrari, B Dawson-Hughes, J A Baron, J A Kanis, E J Orav, H B Staehelin, D P Kiel, P Burckhardt, J Henschkowski, D Spiegleman, R Li, J B Wong, D Feskanich, W C Willett. Milk intake and risk of hip fracture in men and women: a meta-analysis of prospective cohort studies.

D Feskanich, H A Bischoff-Ferrari, A L Frazier, W C Willet. Milk consumption during teenage years and risk of hip fractures in older adults. JAMA Pediatr. 2014 Jan;168(1):54-60.

D Feskanich, W C Willett. Early-Life Milk and Late-Life Fracture Reply. JAMA Pediatr. 2014;168(7):683-684.

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K Michaelsson, A Wolk, S Langenskiold, S Basu, Warensjo Lemming, H Melhus, L Byberg. Milk intake and risk of mortality and fractures in women and men: cohort studies. BMJ. 2014 Oct 28;349:g6015.

L A Batey, C K Welt, F Rohr, A Wessel, V Anastasoaie, H A Feldman, C Y Guo, E Rubio-Gozalbo, G Berry, C M Gordon. Skeletal health in adult patients with classic galactosemia. Osteoporos Int. 2013 Feb;24(2):501-9.

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Phillip A. Study: Milk may not be very good for bones or the body. The Washington Post. October 31, 2014.

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O Leite é Bom para os Nossos Ossos?

O leite é publicitado como bom para construir ossos fortes, mas uma compilação dos melhores estudos não encontrou associação entre o consumo de leite e o risco de fratura da bacia, portanto, beber leite enquanto adulto pode não ajudar os ossos. Mas e quanto à adolescência? Pesquisadores de Harvard decidiram pô-lo à prova. Estudos têm mostrado que um maior consumo de leite durante a infância e adolescência contribui para o pico de massa óssea e, por conseguinte, espera-se que ajude a evitar osteoporose e fraturas ósseas mais tarde na vida. Mas não foi isso o que eles encontraram. O consumo de leite durante a adolescência não foi associado com um menor risco de fratura da bacia, e se algo, o consumo de leite foi associado foi com um aumento do risco de fraturas em homens. Parece que o aumento extra na densidade mineral óssea corporal total que se obtém do cálcio extra é perdido em poucos anos, mesmo que se mantenha a suplementação de cálcio. Isto sugere uma explicação parcial para o enigma de longa data de que as taxas de fratura da bacia são as mais elevadas em populações com o maior consumo de leite. Talvez uma explicação de por que elas não são mais baixas, mas por que haveriam de ser mais altas? Este enigma irritou uma equipa de investigação sueca, intrigados porque os estudos, outra e outra vez, tinham mostrado uma tendência de um maior risco de fratura com uma maior ingestão de leite. Bem, existe um defeito congénito raro chamado galactosemia, onde os bebés nascem sem as enzimas necessárias para desintoxicar a galactose encontrada no leite, pelo que acabam com níveis elevados de galactose no seu sangue, o que pode causar perda óssea, mesmo enquanto crianças. Então talvez, indagaram os pesquisadores suecos, mesmo em pessoas normais que podem desintoxicar a coisa, poderá não ser bom para os ossos bebê-lo todos os dias. E a galactose não apenas fere os ossos. Isso é o que os cientistas usam para causar envelhecimento prematuro em animais de laboratório. Eles dão-lhes um pouco galactose e conseguem encurtar o seu tempo de vida, causar stress oxidativo, inflamação, degeneração cerebral, apenas com o equivalente ao valor de 1 a 2 copos de leite em galactose por dia. Nós não somos ratos, contudo, mas dada a elevada quantidade de galactose no leite, recomendações para se aumentar a ingestão de leite para prevenção de fraturas poderia ser uma contradição concebível, então eles decidiram colocá-lo à prova, olhando para a ingestão de leite e a mortalidade bem como para o risco de fratura, para testarem a sua teoria. Cem mil homens e mulheres seguidos durante 20 anos, o que é que eles encontraram? Mulheres que bebem leite tiveram taxas de morte mais altas mais doença do coração, significativamente mais cancro, por cada copo de leite. Três copos por dia foi associado com quase o dobro do risco de morte. E elas tinham significativamente mais fraturas ósseas e da anca também. Homens, num estudo separado, também tinham uma taxa mais elevada de morte com um maior consumo de leite, mas pelo menos não tinham taxas de fratura mais elevadas. Então, uma taxa maior e dependente da dose, de ambas mortalidade e fratura em mulheres e uma maior taxa de mortalidade em homens, com a ingestão de leite. Mas o contrário para outros produtos lácteos como leite azedo e iogurte, o que vai bem com a teoria da galactose, uma vez que as bactérias podem fermentar um pouco da lactose. Para provar isso, porém, precisamos de um estudo randomizado controlado para analisar o efeito do consumo de leite sobre a mortalidade e fraturas. Tal como o editorial que acompanhou o estudo apontava, é melhor descobrirmos isso quanto antes, já que o consumo de leite está a aumentar em todo o mundo. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Todas as traduções em Português publicadas no site Nutrição em Factos Para ajudar na tradução ou publicação, NF.FOCOEMPATICO.NET

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