O Gene de Alzheimer: Controlando o ApoE

A dieta pode explicar o paradoxo nigeriano, onde eles possuem uma das mais elevadas taxas do gene de susceptibilidade de Alzheimer, ApoE4, mas entre as mais baixas taxas de doença de Alzheimer.

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Notas do Dr. Michael Greger

Que alterações dietéticas? Vejam alguns dos meus vídeos mais recentes sobre prevenção da doença de Alzheimer:

Este conceito de ligar e desligar genes é o mundo excitante da epigenética. Para mais, vejam Os Genes BRCA do Cancro da Mama e Soja e Reversão do Cancro pela Dieta?.

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original The Alzheimer’s Gene: Controlling ApoE e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

B Sepehrnia, M Kamboh, L L Adams-Campbell, C H Bunker, M Nwankwo, P P Majumder, R E Ferrell. Genetic studies of human apolipoproteins. X. The effect of the apolipoprotein E polymorphism on quantitative levels of lipoproteins in Nigerian blacks. Am J Hum Genet. 1989 Oct;45(4):586-91.

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O Gene de Alzheimer: Controlando a ApoE

Nos anos 1990, um gene de grande susceptibilidade foi descoberto para a doença de Alzheimer, chamado ApoE4. Se tivermos um gene ApoE4, quer da nossa mãe ou pai, como cerca de 15% da população dos EUA tem, o nosso risco de contrair a doença de Alzheimer triplica, e se formos como aqueles 1 em 50 que têm os genes ApoE4 de ambos os progenitores podemos ter nove vezes o risco. A maior frequência de ApoE4 no mundo é na Nigéria, mas eles também têm algumas das taxas mais baixas de Alzheimer. Para se compreender esse paradoxo, tem que se compreender o papel da ApoE. O que faz o gene ApoE? O ApoE é o principal transportador de colesterol no cérebro, então a dieta deles parece ter superado os seus genes. Os seus níveis baixos de colesterol resultantes do seu baixo consumo de gordura animal, vivendo principalmente de cereais e vegetais. Uma ApoE4 elevada, mas a doença de Alzheimer é uma raridade, graças, talvez, ao seu baixo nível de colesterol que qualquer um de nós pode alcançar ao também comer saudável. Estes resultados sugerem que mudanças a longo prazo no colesterol plasmático podem conduzir a mudanças na expressão do gene da ApoE. Só porque nos saiu uma má mão de cartas genéticas não significa que não possamos rebaralhar o baralho de cartas com a dieta. Não podemos mudar a nossa composição genética, mas podemos reduzir ou prevenir níveis elevados de colesterol. Neste estudo de mil pessoas durante mais de 20 anos, a apoE4 duplicou as chances de Alzheimer, mas o colesterol elevado quase triplicou a ameaça, de modo que o risco para a doença de Alzheimer por fatores tratáveis – colesterol elevado e pressão sanguínea parece ser maior do que o do tão temido gene da susceptibilidade de Alzheimer. De facto, ao projectar a partir dos dados deles, o controle dos fatores de estilo de vida podia reduzir o risco de uma pessoa para a doença de Alzheimer, mesmo que tivessem o gene Apoe4 de cano duplo, de ambos os progenitores, de nove ou dez vezes as chances para apenas duas. As pessoas tendem a ter uma visão fatalista quanto a desenvolverem a doença de Alzheimer, tipo “se acontecer era para acontecer”, mas estudos como este minam tal visão. Apenas precisamos de enfatizar a necessidade de prevenção e tratamento da hipertensão arterial e do colesterol em primeiro lugar, para reduzirmos nossos riscos de doença cardíaca, derrames e doença de Alzheimer e, como resultado, melhorar potencialmente a quantidade e qualidade de vida. Igualmente importante, estes dados deviam ser reconfortantes para qualquer pessoa interessada em tentar reduzir o risco de doença e do futuro fardo de desenvolver-se Alzheimer. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET
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Imagens graças a PublicDomainPictures, via Pixabay.

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