Prevenindo a Perda Cerebral com Vitaminas B?

Uma semana numa dieta baseada em plantas pode baixar significativamente os níveis sanguíneos de homocisteína, uma toxina associada a declínio cognitivo e Alzheimer. Sem suplementos de vitamina B12, contudo, uma dieta baseada em plantas a longo prazo poderia fazer ainda pior.

Notas do Dr. Michael Greger

Isto é muito semelhante às descobertas do meu vídeo Vitamin B12 Necessary for Arterial Health.

Para mais detalhes sobre como assegurar uma fonte regular e fidedigna de vitamina B12:

Existem mais benefícios em reduzir a sua ingestão de methionina. Vejam Methionine Restriction as a Life Extension Strategy e Matando o Cancro de Fome com Restrição de Metionina (Legendado em Português.

Para mais sobre saúde do cérebro em geral, vejam vídeos tais como:

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Fontes citadas

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“Prevenindo a perda cerebral com vitaminas B?”

Pelos nossos 70, um em cada cinco de nós vai sofrer de disfunção cognitiva, e dentro de 5 anos metade irá evoluir para demência, numa progressão de perda cognitiva sem demência, para demência e morte. Quanto mais cedo pudermos retardar ou parar este processo, melhor. Apesar de um tratamento eficaz para a doença de Alzheimer não estar disponível, até apenas intervenções para controlar fatores de risco poderia evitar milhões de casos. Então, um imenso esforço tem sido aplicado na identificação de fatores de risco para Alzheimer e a desenvolverem-se tratamentos para reduzi-los. Em 1990, um pequeno estudo com 22 pacientes de Alzheimer relataram que eles tinham elevadas concentrações de algo chamado homocisteína no seu sangue. A história da homocisteína começa em 1969 quando um patologista de Harvard relatou dois casos de crianças, uma que remonta a 1933, cujos cérebros tinha virado papa. Ambos sofreram de mutações genéticas extremamente raras que levaram a níveis anormalmente elevados de homocisteína no seu corpo. Então, será possível, perguntou ele, que a homocisteína pudesse causar danos cerebrais mesmo em pessoas sem defeitos genéticos? Bem, aqui estamos nós agora, no século XXI, e a homocisteína é considerada um factor de risco forte e independente para o desenvolvimento de demência e doença de Alzheimer. Ter um nível no sangue acima de 14 pode quase duplicar o nosso risco. No estudo de Framingham, estimaram que tantos quantos 1 em 6 casos de Alzheimer podem ser atribuídos a esta elevada homocisteína no sangue, agora considerada como desempenhando um papel em danos cerebrais, declínio cognitivo e de memória. O nosso corpo pode desintoxicar a homocisteína, contudo, usando três vitaminas: folato, vitamina B12 e vitamina B6. Então, por que não colocá-las à prova? Independentemente de quantos estudos encontrem uma associação entre homocisteína elevada, declínio cognitivo, demência ou doença de Alzheimer, uma relação causal, uma relação de causa e efeito pode apenas ser confirmada por estudos de intervenção. Agora, inicialmente, os resultados foram decepcionantes; suplementação de vitaminas não pareceu funcionar. Mas os estudos rastreavam avaliações neuropsicológicas, que são mais subjetivas em comparação com neuroimagiologia estrutural – vendo realmente o que está a acontecer ao cérebro. E um estudo controlado duplo-cego randomizado constatou que diminuição da homocisteína através de vitaminas B pode diminuir a taxa de atrofia cerebral acelerada em pessoas com défice cognitivo leve. À medida que envelhecemos, o nosso cérebro atrofia lentamente, mas o encolhimento é muito acelerado em pacientes que sofrem de doença de Alzheimer. Como que uma taxa intermitente de encolhimento é encontrada em pessoas com défice cognitivo leve. Assim, o pensamento é, talvez se nós conseguíssemos diminuir a taxa de perda cerebral, poderíamos abrandar esta conversão para doença de Alzheimer. E então, eles tentaram dar às pessoas vitaminas B durante dois anos e descobriram que abrandou notoriamente a taxa de encolhimento do cérebro. A taxa de atrofia naqueles com altos níveis de homocisteína foi cortada para metade. Um tratamento simples e seguro que pode abrandar o ritmo acelerado de perda cerebral. Um estudo de acompanhamento foi mais longe ao demonstrar que o tratamento com vitamina B reduz tanto quanto sete vezes a atrofia cerebral nas regiões ​​especificamente vulneráveis ao processo de doença de Alzheimer. Aqui temos a quantidade de atrofia cerebral ao longo de dois anos no grupo placebo; aqui é a quantidade de perda no grupo das vitaminas B. Menos perda cerebral. Agora, o efeito benéfico de vitaminas B limitou-se a aqueles com alta homocisteína indicando uma deficiência relativa numa dessas três vitaminas. Então, não seria melhor não ficar deficiente em primeiro lugar? A maioria das pessoas obtém suficiente B12 e B6, mas a razão de essas pessoas terem ficado penduradas num nível de homocisteína de 11 é que eles provavelmente não estavam a ingerir suficiente ácido fólico, que é encontrado predominantemente em feijão e verduras. 96% dos americanos nem sequer atingem a quantidade mínima recomendada de vegetais folhosos verde escuros – o mesmo número lamentável que não come a recomendação mínima de feijão. Na verdade, se se colocar as pessoas numa dieta saudável, numa dieta à base de plantas, pode-se fazer cair os seus níveis de homocisteína 20% em apenas uma semana, desde os cerca de 11 até 9. O fato de eles terem mostrado uma redução significativa de homocisteína sem comprimidos, sem suplementos, mesmo numa semana sugere que podiam ter estado vários mecanismos em funcionamento. Eles sugerem que pode ser por causa da fibra. Cada grama de consumo de fibra por dia pode aumentar os níveis de folato no sangue em quase 2%, talvez pelo aumento da produção de vitamina no nosso cólon pelas nossas bactérias boas do intestino. Também poderia ser da diminuição da ingestão de metionina. É daí que a homocisteína vem. A homocisteína é um produto da decomposição da metionina, que vem principalmente de proteína animal. E por isso, se se der a alguém bacon e ovos ao pequeno-almoço, e depois, um bife para o jantar, pode-se obter esses picos dos níveis de homocisteína no sangue. Assim, a diminuição da ingestão de metionina numa dieta baseada em plantas poderá ser outro fator a contribuir para estes níveis de homocisteína mais baixos e seguros. A ironia, claro, é que aqueles que comem dietas à base de plantas a longo prazo, não apenas durante uma semana num spa, têm níveis de homocisteína terríveis. Comedores de carne vão até aos 11, mas os vegetarianos vão até aos 14 e os veganos a 16. Porquê? Eles estão a receber mais fibra e folato, mas não estão a receber suficiente vitamina B12. A maioria dos veganos podem ser classificados como sendo propensos a sofrer de hiper-homocisteinemia, demasiada homocisteína no sangue porque a maioria dos veganos neste estudo não tomavam suplementos de vitamina B12, nem comiam alimentos enriquecidos com vitamina B12, o que é crítico para qualquer um que coma uma dieta baseada em plantas. Mas se se pegar nos veganos e lhes derem B12, a sua homocisteína pode cair abaixo de 5. Por que não cai apenas até 11? Bem, a razão pela qual os comedores de carne ficaram pendurados nos 11 foi provavelmente por não terem suficiente folato. Mas uma vez que veganos receberam suficiente B12 eles puderam finalmente explorar plenamente os benefícios das suas dietas à base de plantas e saírem-se com os melhores níveis de todos.”Recolher Transcrição

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