Refeições Gordurosas Podem Debilitar a Função Arterial

Finalmente descobrimos porquê uma única refeição elevada em gordura pode causar angina de peito.

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Notas do Dr. Michael Greger

Este efeito poderia certamente ajudar a explicar as descobertas em Dietas Baixas em Carboidratos e Fluxo Sanguíneo Coronário. E quanto às chamadas gorduras saudáveis como o azeite virgem? Esse é o tema do meu próximo vídeo: Azeite e Função Arterial.

Para mais sobre angina, esse é o tópico com que abri a minha revisão anual de 2014: Entre a Mesa e a (In)Capacidade: Combatendo Doenças Incapacitantes com Alimentação.

Outra consequência de disfunção endotelial é a insuficiência de fluxo sanguíneo para outros orgãos. Vejam: Sobrevivência do Mais Firme: Disfunção Erétil e Morte e Morte e a Dieta Atkins: Dificuldade em Mantê-lo em Pé.

Gordura na corrente sanguínea também pode debilitar a nossa capacidade de controlo dos níveis de açúcar no sangue. Vejam:

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Fontes citadas

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Alimentos Gordurosos Podem Prejudicar a Função Arterial

O fenómeno da angina pós-prandial foi descrito há 200 anos: dor no peito que ocorre após a refeição, mesmo quando se está apenas sentado e a descansar. A questão é porquê? Podia ser intuitivamente atribuída a redistribuição do fluxo sanguíneo afastando-se do coração para o intestino durante a digestão, no entanto, tal mecanismo não pode ser demonstrado experimentalmente. Sabemos agora que o problema parece estar dentro das próprias artérias coronárias. A pista veio em 1955, quando pesquisadores descobriram que podiam induzir a angina em pessoas com doença cardíaca apenas ao dar-lhes gordura para beber. Isto é o que estava a acontecer na corrente sanguínea deles nas 6 horas após a refeição. Isto é um gráfico da chamada lactescência, que significa o quão leitoso [opaco]. O sangue deles tornou-se cada vez mais leitoso com gordura nas cinco horas seguintes. E todos os dez ataques de angina, descobriu-se terem ocorrido cerca de quatro horas e meia a cinco após a refeição gordurosa, exatamente quando a lactescência do sangue estava no seu pico ou perto. Aqui está a curva após uma refeição sem gordura. O mesmo volume e calorias, mas feito de amido, açúcar e proteína. E nenhuma dor de angina resultou em nenhum dos pacientes que testaram após a ingestão da refeição sem gordura. Como poderia apenas a presença de gordura no sangue afetar o fluxo de sangue para o coração? Para o entender, precisamos de entender o endotélio, o revestimento interno de todos os nossos vasos sanguíneos. As nossas artérias não são apenas tubos rígidos. Elas são órgãos vivos, que respiram, e dilatam ou contraem ativamente, dependendo da necessidade. Diluem ou engrossam o sangue, libertam hormonas, e é tudo controlado pela única camada interna, o endotélio, tornando-o no maior órgão endócrino do corpo, o maior órgão secretor de hormonas, pesando um total de 1,3 kg quando todo junto, com uma área de superfície combinada de 650 metros quadrados. Costumávamos pensar que o endotélio era apenas uma camada inerte revestindo a nossa árvore vascular, mas agora sabemos melhor. O endotélio está diretamente envolvido na doença vascular periférica, acidente vascular cerebral, doença cardíaca, diabetes, resistência à insulina, insuficiência renal crónica, crescimento tumoral, metástases, trombose venosa (coágulos de sangue) e doenças infecciosas virais graves. A disfunção do endotélio vascular é assim um selo de doenças humanas. Pesquisadores descobriram que as refeições baixas em gorduras tendem a melhorar a função endotelial, e refeições elevadas em gordura tendem a piorar a função endotelial. E isto é válido para gordura animal bem como para gorduras vegetais isoladas, óleo de girassol, neste caso. Mas talvez seja apenas a digestão da gordura em vez da própria gordura? O nosso corpo consegue detectar a presença de gordura no tracto digestivo, e liberta um grupo especial de hormonas e enzimas para lidarem com isso. Então, os pesquisadores tentaram alimentar as pessoas com gordura falsa. A gordura verdadeira privava o coração de sangue; a gordura falsa não. Mas talvez o nosso corpo seja inteligente o suficiente para saber a diferença? Este foi o estudo que realmente acertou em cheio. Eles tentaram infundir gordura diretamente na corrente sanguínea das pessoas de forma intravenosa, assim o cérebro não sabe se se está a comer gordura ou não. E, de facto, dentro de horas, as suas artérias tornaram-se endurecidas, diminuindo significativamente a sua capacidade de relaxar e dilatar normalmente. Esta diminuição da capacidade de vasodilatação das artérias coronárias após uma refeição gordurosa, exactamente quando se precisaria dela, poderia explicar o fenómeno da angina pós-refeição em pacientes com doença coronária. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Todas as publicações / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagem graças a The Hamster Factor.

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