Diverticulose: Quando a Nossa Doença Intestinal Mais Comum Quase Nem Existia

Mais de dois terços dos Americanos acima de 60 anos de idade têm diverticulose, mas era quase desconhecida um século atrás e permaneceu extremamente rara entre populações que comem dietas integrais baseadas em plantas.

Notas do Dr. Michael Greger

Apenas há algumas semanas eu lancei algumas publicações neste tema semelhante da saúde do intestino:

E se o seu médico lhe disser que devia comer comida saudável como nozes e pipocas por causa da sua diverticulose? Partilhe com ele o meu vídeo Diverticulosis & Nuts.

Peço desculpa pelo suspense, mas eu estou mesmo a tentar ser bonzinho e limitar a duração dos meus vídeos. Fiquei alerta para Does Fiber Really Prevent Diverticulosis?

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do vídeo original e ele procurará responder-lhe!

– Dr. Michael Greger

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Fontes citadas

Singal R, Gupta S, Airon A. Giant and multiple jejunal diverticula presenting as peritonitis a significant challenging disorder. J Med Life. 2012;5(3):308-10.

Fujii T, Nakabayashi T, Hashimoto S, Kuwano H. A Delayed Recrudescent Case of Sigmoidocutaneous Fistula due to Diverticulitis. Case Rep Gastroenterol. 2007 Oct 12;1(1):116-22.

A F Peery, R S Sandler, D J Ahnen, J A Galanko, A N Holm, A Shaukat, L A Mott, E L Barry, D A Fried, J A Baron. Constipation and a low-fiber diet are not associated with diverticulosis. Clin Gastroenterol Hepatol. 2013 Dec;11(12):1622-7. doi: 10.1016/j.cgh.2013.06.033.

D P Burkitt, J L Clements Jr, S B Eaton. Prevalence of diverticular disease, hiatus hernia, and pelvic phleboliths in black and white Americans. Lancet. 1985 Oct 19;2(8460):880-1.

D P Burkitt. Two blind spots in medical knowledge. Nurs Times. 1976 Jan 1-8;72(1):24-7

N S Painter, D P Burkitt. Diverticular disease of the colon: a deficiency disease of Western civilization. Br Med J. 1971 May 22;2(5759):450-4.

W H M Telling, O C Gruner. Acquired diverticula, diverticulitis, and peridiverticulitis of the large intestine. Brit J Surg. 4:468-530, 1917

J Chapman, M Davies, B Wolff, E Dozois, D Tessier, J Harrington, D Larson. Complicated diverticulitis: is it time to rethink the rules? Ann Surg. 2005 Oct;242(4):576-81; discussion 581-3.

N S Painter. Diverticular disease of the colon. The first of the Western diseases shown to be due to a deficiency of dietary fibre. S Afr Med J. 1982 Jun 26;61(26):1016-20.

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Diverticulose: Quando a Nossa Doença Intestinal Mais Comum Quase Nem Existia

Os divertículos são bolsas saidas do nosso intestino. Os médicos gostam de usar uma analogia ao pneu, elevadas pressões dentro das vísceras podem forçar os intestinos a fazerem balão através de pontos fracos na parede intestinal como um tubo interno que estica uma banda de pneu gasto. Isto é como eles realmente aparentam. Estas bolsas podem ficar inflamadas e infectadas, e, para levar a analogia do pneu mais além, podem rebentar, derramando matéria fecal para o abdómen ou bexiga e conduzir à morte. Os sintomas podem variar desde nenhum sintoma, a um pouco de cólicas e inchaço, a dor incapacitante que é uma emergência médica. 9 em cada 10 pessoas que morrem da doença nunca sequer souberam que a tinham. Mas a boa notícia é que pode haver uma maneira de prevenir a doença. Doença diverticular é a doença intestinal mais comum, afetando até 70% das pessoas aos 60 anos de idade. Se é assim tão comum, então, talvez seja apenas uma consequência inevitável do envelhecimento? Não. É uma nova doença. Em 1907, 25 casos foram relatados na literatura médica. Não em 25% das pessoas mas 25 casos, ponto. E são do tipo difícil de passar despercebido na autópsia. Cem anos atrás, em 1916, nem merecia menção em livros médicos e cirúrgicos. O mistério não foi resolvido até 1971. Como é que uma doença que era quase desconhecida se tornou na aflição do cólon mais comum no mundo ocidental em apenas um tempo de vida? Os cirurgiões Painter e Burkitt sugeriram que a diverticulose era uma doença de deficiência, uma doença causada por uma deficiência em fibra. No final de 1800, a moagem de rolo foi introduzida removendo ainda mais fibra do grão e começámos a encher-nos de alimentos deficientes em fibra como carne e açúcar. Algumas décadas disto e a diverticulose foi galopante. Isto é o que eles achavam que estava a acontecer. Assim como seria fácil espremer um pedaço de manteiga através de um tubo de bicicleta, é fácil mover conteúdos intestinais grandes, macios e húmidos através da víscera. Em contraste, tenta espremer um pedaço de alcatrão. Quando comemos dietas deficientes em fibra, as nossas fezes podem tornar-se pequenas e firmes, e assim os nossos intestinos têm que espremer com muita força mesmo para movê-las, e esse acumular de pressão pode forçar a saída dessas protuberâncias. E assim, uma dieta pobre em fibras pode, por vezes, levar a que o cólon literalmente se rompa si mesmo. Se esta teoria for verdadeira, então as populações que comem dietas ricas em fibra teriam taxas de diverticulose baixas. E foi isso que se encontrou. Descobriu-se que mais de 50% dos afro-americanos nos seus 50 tinham diverticulose, em comparação com menos de 1% de negros africanos, que comem dietas tradicionais à base de plantas. E por “menos de 1%” estamos a dizer zero casos numa série de 2000 autópsias, dois em cada 4000 no Uganda. Isso é como uma prevalência mil vezes inferior. E então e este estudo mais recente que concluiu que uma dieta pobre em fibras não foi associada a diverticulose? Vamos cobrir esse em seguida.”
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