Dieta e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Uma neurotoxina chamada BMAA que se concentra em frutos do mar e peixe, poderá explicar os aglomerados de casos de doença de Lou Gehrig.

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Notas do Dr. Michael Greger

A maioria dos vídeos de NutritionFacts.org veem-se bem isoladamente, mas para entender este terá que ver a prequela ELA (Doença de Lou Gehrig): Procurando Respostas (Legendado em Português).

Quanto a outras neurotoxinas encontradas na rede alimentar, veja:

Outras substâncias tóxicas também podem acumular-se a cadeia alimentar aquática, por exemplo:

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Fontes citadas

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Dieta e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Estes dados sobre concentrações da neurotoxina BMAA em animais nas águas do sul da Flórida, indicam que a situação em Guam não é única. Parece que a BMAA pode ser encontrada em concentrações elevadas em animais aquáticos em muitas áreas do mundo. Isso poderia explicar o aglomerar de ELA em torno de lagos em New Hampshire, até 25 vezes a taxa esperada de ELA em algumas famílias que comem peixe várias vezes por semana. Ou no Wisconsin, onde o factor de risco mais significativo de ELA foi o consumo no passado de peixe vindo do Lago Michigan. Ou a aglomeração na região dos lagos na Finlândia, ou talvez comedores de frutos do mar na França, ou em torno do Mar Báltico, acumulando-se particularmente em peixes, mexilhões e ostras. Quando penso em eflorescência de algas, penso na Baía de Chesapeake, perto de onde vivo, que fica sufocada graças em parte à poluição da indústria de aves. E, de facto, houve um relatório recente que liga a exposição a BMAA com ELA, em Maryland. Vítimas de ELA que vivem dentro de uma meia milha uns dos outros fizeram levantar algumas sobrancelhas no Centro de ELA de Hopkins. Todas as vítimas comiam caranguejos azuis da Baía de Chesapeake a cada semana. E então eles testaram alguns, e dois em cada três caranguejos testaram positivo para BMAA, indicando que a neurotoxina está presente na cadeia alimentar aquática da Baía de Chesapeake e que é uma potencial via de exposição humana. Para completar a história, as coisas em Guam estão… a olhar para cima. A epidemia de ELA lá poderá ter sido desencadeada pela sua aquisição de armas. Mas agora, a epidemia parece ter passado graças à quase extinção dos morcegos frutíferos devido ao excesso de caça. Mas, enquanto as taxas declinam em Guam, em todo o resto do mundo, as doenças neurodegenerativas como a ELA estão em ascensão. É plausível que os seres humanos tenham sido expostos a algum nível de BMAA ao longo da nossa história evolutiva. Mas o aumento da proliferação de algas como resultado de atividades humanas está, provavelmente, a aumentar essa exposição. Há um consenso geral de que a Proliferação de Algas Nocivas está a aumentar em todo o mundo, graças em parte à agricultura industrializada. Mais pessoas significa mais esgoto, adubo, estrume, o que pode significar mais algas, o que pode significar mais exposição a esta neurotoxina, levando a um possível aumento na incidência de doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer, Parkinson, e Esclerose Lateral Amiotrófica. A BMAA é uma forte concorrente como causa, ou pelo menos um dos principais contribuintes para a causa das formas endémica e esporádica de ELA e de doença de Alzheimer, e, possivelmente, conferindo um risco para a doença de Parkinson, também. As ramificações desta descoberta são enormes. Com evidência substancial e crescente de que a BMAA desempenha um papel no aparecimento e progressão de doenças neurodegenerativas, a pergunta mais importante é: Que modo de atividade é que a BMAA exerce? O quê? Não, não é. A questão mais importante é como é que vamos reduzir o nosso risco? Sabemos que a presença de BMAA em cadeias alimentares aquáticas poderia ser um perigo significativo para a saúde humana. Poderá até haver uma toxicidade sinérgica entre mercúrio e BMAA, tornando certos peixes ainda de maior risco. Até que se saiba mais sobre a possível ligação de BMAA com Alzheimer e ELA, poderá ser prudente limitar a exposição de BMAA na dieta humana. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagem graças a PublicDomainPictures via Pixabay.

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