Como a Curcumina do Açafrão-da-Índia Mata Células Cancerosas

A especiaria açafrão-da-índia parece ser capaz de voltar a ligar o mecanismo de auto-destruição celular em células cancerosas.

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Notas do Dr. Michael Greger

Esta é a última parte de uma série de vídeos sobre açafrão-da-índia e cancro. Se perdeu as primeiras duas, veja: De Volta às Nossas Raízes: Caril e Os Efeitos Bloqueadores de Cancerígenos da Curcumina do Açafrão-da-Índia.

Outras ervas e especiarias como o alho e amla (ou sarandi) têm efeitos selectivos similares contra células de cancro.

Falo mais sobre este conceito da “apoptose,” morte celular programada, em:

Que mais pode fazer o Açafrão-da-Índia? Aqui têm os vídeos que temos até agora (com mais a caminho!):

Fiquem atentos para mais uma série de 3 partes sobre cancro:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários no link original e ele procurará responder-lhe!

O açafrão-da-índia também é conhecido por açafrão-da-terra, cúrcuma ou tumérico.

Fontes citadas

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S.-H. Wu, L.-W. Hang, J.-S. Yang, H.-Y. Chen, H.-Y. Lin, J.-H. Chiang, C.-C. Lu, J.-L. Yang, T.-Y. Lai, Y.-C. Ko, J.-G. Chung. Curcumin induces apoptosis in human non-small cell lung cancer NCI-H460 cells through ER stress and caspase cascade- and mitochondria-dependent pathways. Anticancer Res. 2010 30(6):2125 – 2133.

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Como a Curcumina do Açafrão-da-Índia Mata Células Cancerosas

O efeito anti-cancerígeno do pigmento do açafrão da índia – curcumina estende-se bem além da sua capacidade de bloquear substâncias cancerígenas. Os efeitos anticancerígenos da curcumina resultam principalmente da multitude de maneiras pelas quais regula a morte celular programada. Estima-se que o corpo humano consista em cerca de 10 biliões de células, isso é um milhão de milhões. Quase todas estas células são renovadas no espaço de aproximadamente 100 dias. Somos tipo uma nova pessoa a cada 3 meses! Reinventamo-nos a nós próprios fisicamente. E como somos feitos de apenas de 3 coisas: ar, água e comida, – esses são os únicos inputs – somos aquilo que comemos, literalmente, fisicamente! De certo modo, o nosso corpo tem que se reconstruir a si próprio cada 3 meses com os materiais de construção que lhe entregamos através do estômago. As nossas bocas são como a estrada de acesso para o local de construção contínuo do nosso corpo. Camiões chegam 3 vezes ao dia. O que queremos que entreguem? Algum material barato que desenrascámos por aí ou algo que comprámos nos descontos e vai cair aos bocados? Ou, queremos construir as nossas fundações de forma sólida? Cada um de nós está a deambular dentro das mais fantásticas estruturas arquitecturais do Universo que conhecemos! Não vamos arruinar tais grandiosos projectos ao consumir lixo. Seja como for, apenas possuímos o património biológico com que nascemos, logo, se necessitamos de reconstruir a cada 3 meses, também precisamos de uma equipa de demolição. Se estamos a substituir 10 biliões a cada cem dias, isso significa que temos que eliminar tipo 100 mil milhões de células por dia, normalmente. Fora com o velho, venha o novo. Fazemos isso primáriamente através de um processo chamado apoptose, morte celular pré-programada, do Grego “ptosis” significando caindo, e “apo” significando para fora. Logo, são as nossas células a caírem para fora do nosso corpo. Por exemplo, todos costumávamos ter dedos das mãos e pés com membranas, literalmente. Cada um de nós, no útero até cerca dos 4 meses, e então a apoptose entrou em cena e as células nas membranas, no meio, mataram-se a si mesmas para separarem os dedos. Algumas células prolongam a estadia além do que são bem vindas, contudo, como as células cancerosas. Elas não morrem quando deviam ao, de algum modo, desligarem os seus genes suicidas. O que é que podemos fazer quanto a isso? Bem, um dos modos que o caril mata células cancerosas, é através de reprogramar o mecanismo de autodestruição nessas células. Deixem-me ir por um desses processos, só para ver a complexidade. FAS, é o nome de um dos recetores de morte celular, o qual activa o domínio de morte associado ao FAS, (FADD) juntamente com os recetores de morte celular 5 e 4. O FADD por sua vez activa a caspase-8, a qual faz o arranque do mecanismo de morte e mata a célula. Onde é que entra o pó de caril nisto tudo? Nas células cancerosas, a curcumina, aquele pigmento do açafrão-da-índia que torna amarelo o pó do caril, regula positivamente e activa os recetores de morte celular. tal como foi demonstrado em células cancerosas de rins humanos assim como em cancro de pele, do nariz e da garganta. Pode igualmente activar o mecanismo de morte directamente, como foi demonstrado em cancro do pulmão e do cólon. As caspases são chamadas de enzimas carrascas, que quando activadas, destroem a célula cancerosa desde o seu interior ao cortarem proteínas a torto e a direito tipo numa morte por mil cortes. E esse é apenas um dos caminhos possíveis. Aqui estão todas as outras formas como a curcumina pode afectar a apoptose. Aqui estão todos os diferentes tipos de células cancerosas que a curcumina pode matar, mas tende a deixar as células normais em paz por razões que não estão completamente compreendidas. Acima de tudo, este estudo mostrou que a curcumina pode matar uma variedade ampla de tipos de células tumorais através de mecanismos diversos. E é por a curcumina poder afectar numerosos mecanismos de morte celular ao mesmo tempo, é possível que as células cancerosas possam não desenvolver facilmente resistência à morte celular induzida por curcumina, tal como o fazem com a maioria da quimioterapia. Além disso, a sua habilidade em matar células tumorais e não as normais faz da curcumina uma candidata atractiva… …para o jantar? Não se pode fazer dinheiro com uma especiaria que se compra em qualquer lado. Uma candidata atractiva para o desenvolvimento de medicação. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET
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Imagens graças a Lucidialohman e meggineastmanvia Flickr e Susan Arnold via Wikimedia Commons. Animação original graças a Amélie Bernier-Jean, M.D., e seu marido Shane Barrett.

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