Atacando com a Raíz: Curcumina da Cúrcuma e Colite Ulcerosa

Um ensaio duplo cego, controlado com placebo encontrou um efeito dramático pelo pigmento anti-inflamatório curcumina contra doença inflamatória do intestino.

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Notas do Dr. Michael Greger

A Cúrcuma é um dos tópicos da moda mais populares, e pode-se encontrar uma lista dos vídeos mais populares sobre cúrcuma aqui. Estes incluem:

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Fontes citadas
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Atacando com a Raiz: Curcumina da Cúrcuma e Colite Ulcerosa

Apesar das evidências que remontam desde há 40 anos de que a curcumina, a componente da especiaria cúrcuma, possuía actividade anti-inflamatória significativa, não foi até 2005 que foi testado pela primeira vez em doença inflamatória do intestino. Porque demorou tanto tempo? Bem, quem é que vai financiar um estudo assim? A Big caril? Mas a falta de apoio das empresas não impede médicos individuais de o experimentarem, que é o que estes médicos de Nova Yorque fizeram. Decidiram pedir aos próximos cinco pacientes que caminharam pela porta dentro com colite ulcerosa para começarem a tomar suplementos de curcumina. A colite ulcerosa é uma doença debilitant crónica, reincidente-remitente — o que significa que vem e vai — inflamatória do intestino que aflige milhões. Tal como acontece com a maioria das doenças, temos um monte de drogas para tratar as pessoas, mas às vezes elas podem acrescentar complicações à doença, mais comummente náuseas, vómitos, dores de cabeça, erupções cutâneas, febre, e inflamação do fígado, pâncreas e rins, bem como, potencialmente, acabando com o nosso sistema imunitário, e infertilidade. E a maioria dos pacientes com colite ulcerosa precisam de estar em medicação todos os dias para o resto das suas vidas, logo, precisamos realmente de algo seguro para manter a doença sob controle. Então, como é que se saíram no extrato da especiaria? No geral, todos os cinco sujeitos melhoraram até ao fim do estudo, e quatro dos cinco foram capazes de diminuir ou eliminar os seus medicamentos. Tinham fezes mais formadas, movimentos intestinais menos frequentes, e menos dor abdominal e cólicas. Um até relatou diminuição de dor muscular que normalmente sentia após a sua rotina de exercícios. Mas isto foi o que se chama um ensaio aberto, o que significa que os pacientes sabiam que estavam a tomar alguma coisa de modo que alguma da melhora pode ter sido apenas do efeito placebo. Em 2013, outro pequeno estudo aberto piloto encontrou resultados encorajadores numa população pediátrica, mas o que era necessário era um ensaio em escala maior, duplo-cego, controlado por placebo e… aqui vamos nós! Pegaram num grupo de pessoas com colite ulcerosa quiescente e deram-lhes ou curcumina de cúrcuma juntamente com os seus medicamentos anti-inflamatórios típicos, ou um placebo e os seus medicamentos. No grupo placebo, 8 recaíram, de 39, o que significa que a sua doença intensificou-se de novo. No grupo curcumina? Apenas 2, de 43, um número significativamente menor. E em recaída ou não, clinicamente, o grupo placebo piorou e o grupo curcumina ficou melhor. E por via endoscópica, visualizando objetivamente o interior dos seus cólons, a mesma coisa: uma tendência para pior ou melhor. Uma taxa de recaída de 5% no grupo curcumina, 20% de taxa de recaída no grupo com apenas cuidados convencionais. Foi uma diferença tão dramática que os pesquisadores se perguntaram se era apenas algum tipo de acaso. Apesar de os pacientes terem sido randomizados para cada grupo, talvez por alguma coincidência fortuita o grupo curcumina simplesmente acabou por ficar muito mais saudável, e assim talvez fosse alguma ocorrência anormal em vez da curcumina a ser responsável pelos resultados. Então, o que eles fizeram foi estender o estudo por mais seis meses, mas colocar todos em placebo. Ou seja, pararam a curcumina para ver se começavam também a ter recaídas, e foi exatamente isso o que aconteceu. De repente, ficaram tão mal quanto o grupo da pílula de açúcar. Conclusão: A curcumina parece ser uma medicação promissora e segura — sem efeitos secundários reportados de todo — para manter a remissão em pacientes com colite ulcerosa quiescente. Então, “Caril para a cura?” perguntou um editorial que acompanha o jornal da Fundação Americana da Doença de Crohn e Colite. Pode a curcumina ser adicionada à nossa lista de opções com respeito à manutenção da remissão na colite ulcerosa? O que é notável, como já referi, é o facto de que não só os autores demonstraram uma diminuição estatisticamente significativa na recaída em seis meses, mas uma melhoria estatisticamente significativa também no índice endoscópico. Igualmente revelador é o facto de que após a retirada da curcumina a taxa de recaída rapidamente se equiparou à dos pacientes tratados inicialmente com placebo, o que implica que a curcumina estava, de facto, a exercer algum efeito biológico importante. Foi a mesma coisa que uma revisão Cochrane concluiu em 2013: poderá ser uma terapia adjuvante segura e eficaz. As revisões Cochrane pegam em todos os melhores estudos que reunem critérios rigorosos de qualidade e compilam toda a melhor ciência — Normalmente um empreendimento gigantesco, mas não neste caso, já que existe apenas aquele (1) bom estudo. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a Jonathan Cohen / Flickr

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