Como Não Morrer: O Papel da Dieta na Prevenção, no Travar e Reverter das Nossas 15 Principais Causas de Morte

Nesta compilação do melhor das suas 4 últimas apresentações ao vivo de revisão anual, o Dr. Greger explica o que podemos fazer quanto à primeira causa de morte e incapacidade: a nossa dieta.

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Notas do Dr. Michael Greger

Gostava de agradecer ao Dr. John McDougall e à sua equipa por terem filmado isto e permitirem que o partilhemos com o mundo.

Para verem as minhas últimas 4 apresentações anuais na sua totalidade:

  • Arrancando as Principais Causas de Morte pela Raiz (Legendado em Português)
  • Mais que Uma Maçã por Dia
  • Da Mesa para a (In)Capacidade
  • Alimentação como Medicina (Legendado em Português)

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    Fontes citadas
    Desenrole a Transcrição aqui

    Como Não Morrer: O Papel da Dieta na Prevenção, no Travar e Reverter das Nossas 15 Principais Causas de Morte

    [JM] OK, bem vindos de volta. Temos aquilo que considero a equipa McDougall, que é um grupo de associados, na verdade amigos que tenho há 20, 30 anos. E nosso próximo apresentador é um daqueles homens que trabalhou connosco, trabalhou conjuntamente com as coisas que fizemos, com o apoio uns dos outros, tinha multidões semelhantes.
    E uma coisa muito distinta no nosso próximo apresentador é a sua capacidade de comunicar. E eu compreendo — fiquei apenas chocado que ele tenha dado mais de mil palestras, e às vezes deu quatro palestras num dia — incrível, que pessoa dedicada. E assim, também, finalmente, lançou o seu primeiro livro. O seu “Como Não Morrer” — que Título — e colocou-o na lista Best Selling do New York Times nas últimas sete semanas. [Grande aplauso] E então, por causa da nossa amizade de longa data e do meu grande respeito por ele, ele tem sido um palestrante em pelo menos uma apresentação por ano para quem sabe quão de trás já vem, e sei que vocês vão apreciar o Dr. Michael Greger.
    “Como Não Morrer: O Papel da Dieta na Prevenção, no Travar, e na Reversão dos nossos 15 Principais Assassinos ” Tirei tantas grandes ideias do Dr. John McDougall que é apenas justo que ele fique com a minha barba. [MG] Permitam-me começar com uma nota pessoal. Este é um retrato de mim, mesmo por volta do tempo em que minha avó foi diagnosticada com doença cardíaca em fase terminal e enviada para casa para morrer. Ela já tinha tido tantas operações de bypass — basicamente ficou sem canalização a certo ponto — confinada a uma cadeira de rodas, uma dor forte no peito. Nada mais que pudessem fazer. A sua vida estava a acabar aos 65 anos. Mas então ela ouviu falar deste indivíduo, Nathan Pritikin, um dos nossos pioneiros de medicina do estilo de vida. E o que aconteceu depois é narrado na biografia de Pritikin. A minha avó era uma das pessoas às “portas da morte”. Frances Greger chegou em uma das primeiras sessões de Pritikin numa cadeira de rodas. “A Senhora Greger tinha doença cardíaca, angina, claudicação; a sua condição era tão má que não conseguia mais andar sem grande dor no peito e pernas. Em três semanas, porém, não apenas estava fora da sua cadeira de rodas como andava 3 quilómetros por dia.” [Aplauso] Esta é a minha avó no casamento do seu neto 15 anos depois de lhe ter sido dada a sua sentença de morte médica, e graças a uma dieta saudável, ela foi capaz de viver mais 31 anos nesta Terra, até aos 96, para desfrutar dos seus seis netos, incluindo eu. Foi por isso que entrei em medicina. Quando o Dr. Ornish publicou o seu ensaio Coração e Estilo de Vida mais tarde, provando com angiografia quantitativa que a doença coronariana podia ser revertida — artérias abriram-se sem drogas, sem cirurgia, apenas uma dieta à base de plantas e outras mudanças de estilo de vida saudáveis, eu achava que ia ser a virada do jogo. Quero dizer, a minha família tinha o visto com os próprios olhos, mas aqui estava em preto e branco, em algumas das mais prestigiadas revistas médicas do planeta, mas… nada aconteceu, deixando-me a perguntar se efetivamente a cura para o nosso assassino número 1 poder-se-ia perder pela toca do coelho abaixo e ficar ignorada, que mais havia lá na literatura médica que poderia ajudar meus pacientes? Fiz disso a minha missão de vida, descobri-lo.
    Para aqueles de vocês não familiarizados com o meu trabalho, todos os anos leio todos os artigos de todas as revistas científicas de nutrição em Inglês do mundo, para que pessoas ocupadas como vocês… não tenham que fazê-lo. E então compilo todas as descobertas mais interessantes, mais inovadoras, e mais práticas, em novos vídeos e artigos que carrego todos os dias para o meu site sem fins lucrativos, NutritionFacts.org. Tudo o que está no site é gratuito. Não há anúncios, nem patrocínios corporativos. [Aplausos] É estritamente não comercial, não vendendo nada. Apenas o coloco online como um serviço público, como um trabalho de amor. Novos vídeos e artigos todos os dias sobre o mais recente em nutrição baseada em evidências. Que conceito! De onde é que Pritikin obteve a sua evidência? Bem, uma rede de hospitais missionários montada ao longo da África subsariana descobriu aquilo que pode ser o mais importante avanço na área da saúde, de acordo com uma das mais famosas figuras médicas do século 20, o Dr. Denis Burkitt. O facto de que muitas das nossas doenças ocidentais maiores e mais comuns eram universalmente raras, como a doença cardíaca. “Na população Africana do Uganda, a doença cardíaca coronária é quase inexistente.” Esperem um segundo. A nossa causa de morte número 1 quase inexistente? O que é que eles andavam a comer? Eles comiam montes de vegetais ricos em amido, grãos ricos em amido, e verdes, e a sua proteína era quase exclusivamente de fontes vegetais, e tinham os níveis de colesterol para o provar. Na verdade, muito semelhante ao que se vê aqui em baixo no canto naqueles que comem dietas modernas à base de plantas. Eu disse, espera aí. Talvez os africanos estivessem a morrer cedo de alguma outra doença, e nunca viveram tempo suficiente para ficarem com doença cardíaca. Não. Aqui estão as taxas de ataque cardíaco por idades no Uganda versus St. Louis. De 632 autópsias no Uganda, apenas um infarto do miocárdio. De 632 autópsias correspondentes em idade e sexo no Missouri, 136 infartos do miocárdio: mais de 100 vezes a taxa do nosso assassino # 1. Ficaram tão surpreendidos que voltaram, fizeram mais 800 autópsias no Uganda, e ainda assim apenas aquele pequeno infarto curado, o que significa que nem havia sido a causa da morte, de entre 1.427 pacientes — menos de 1 em mil — enquanto que aqui a doença cardíaca é uma epidemia. Isto é uma lista de doenças geralmente encontradas aqui e em locais que comem e vivem como nos EUA, mas que eram raras ou mesmo inexistentes em populações que centravam as suas dietas em torno de alimentos vegetais integrais. Estas estão entre as nossas doenças mais comuns, como a obesidade, por exemplo, ou hérnia de hiato: um dos problemas de estômago mais comuns. Varizes e hemorróidas, dois dos problemas venosos mais comuns, cancro colorretal, uma das principais causas de morte relacionadas ao cancro, diverticulite, a doença número 1 do intestino, apendicite, a causa # 1 de cirurgia abdominal de emergência, doença da vesícula biliar, a causa # 1 de cirurgia abdominal de não-emergência, bem como doença isquémica do coração, a nossa causa mais comum de morte aqui, mas uma raridade entre as populações à base de plantas. E assim, isto sugere que a doença cardíaca pode ser uma escolha, como as cáries. Se olharmos para os dentes de pessoas que viveram mais de 10.000 anos antes da invenção da escova de dentes, praticamente nenhumas cavidades. Não escovaram nem um dia das suas vidas, sem usarem fio dental, contudo, sem cavidades. Porquê? Porque as barras de chocolate ainda não tinham sido inventadas. Então, porque é que as pessoas continuam a ter cáries quando sabemos que são evitáveis através de dieta? Fácil. Provavelmente porque, vocês sabem, o prazer da sobremesa basicamente supera o custo e o desconforto da cadeira do dentista para muitas pessoas. Olhem, e está tudo bem. Desde que as pessoas entendam as consequências das suas ações, como médico que mais posso fazer? Se acha que os benefícios superam os riscos para você e a sua família, então continue. Certamente aprecio a indulgência ocasional. Tenho um bom plano dentário. [risos] Mas e se em vez da placa nos nossos dentes, estamos a falar da placa que se acumula dentro das nossas artérias? Tudo bem, esta é outra doença que pode ser prevenida alterando a nossa dieta. Agora quais são as consequências para você e para a sua família? Agora já não estamos apenas a falar de raspar o tártaro. Agora estamos a falar de vida e morte. A razão mais provável pela qual a maioria dos nossos entes queridos vão morrer é a doença cardíaca. Então, estar num evento McDougall é o melhor presente de Dia dos Namorados de sempre. Ainda cabe a cada um de nós fazermos as nossas próprias decisões sobre o que comer e como viver, mas devemos fazer essas escolhas conscientemente, educando-nos sobre as consequências previsíveis das nossas ações. Doença arterial coronária, aterosclerose, endurecimento das artérias, começa na infância. Aos 10 anos, as artérias de quase todas as crianças que crescem na dieta americana padrão já têm estrias de gordura, o primeiro estágio da doença. E então essas placas começam-se a formar nos nossos 20s, nos nossos 30s, e então podem começar a matar-nos. Nos nossos corações, chama-se ataque cardíaco; nos nossos cérebros, a mesma doença chama-se acidente vascular cerebral. Se há alguém aqui na sala hoje mais velho que 10 anos de idade, então a questão não é se deve ou não comer saudável para prevenir a doença cardíaca; É se quer reverter a doença cardíaca que já tem. Isso é mesmo possível? Quando os investigadores pegaram em pessoas com doença cardíaca, e colocaram-nas no tipo de dieta seguido por populações que não tiveram doença cardíaca, a sua esperança era retardar a doença, talvez até mesmo pará-la, mas em vez disso algo milagroso aconteceu. A doença começou a inverter, a ficar melhor. Assim que os pacientes pararam de comer uma dieta que entope as artérias, as artérias começaram a abrir-se. Os seus corpos foram capazes de começar a dissolver alguma daquela placa, sem drogas, sem cirurgia. Mesmo em alguns casos de doença cardíaca grave em três vasos, as artérias a abrirem, sugerindo que os seus corpos queriam ser saudáveis todo aquele tempo, mas simplesmente nunca lhe deram a oportunidade. Esta melhoria no fluxo sanguíneo no lado esquerdo em cima que vocês vêem aqui, isto é após apenas três semanas a comer saudável. Deixem-me partilhar com vocês o que tem sido chamado de o segredo mais bem guardado na medicina. O segredo mais bem guardado na medicina é que, às vezes, dadas as condições adequadas, o nosso corpo pode curar-se a si mesmo. Se você bater mesmo com força com o seu canela numa mesa de café, pode ficar todo vermelho, quente, inchado, inflamado, certo? Mas… irá curar naturalmente se simplesmente o deixar e deixar a magia do seu corpo tomar o seu lugar. Mas e se continuasse a bater com o seu canela no mesmo lugar todos os dias, na verdade, três vezes ao dia: pequeno-almoço, almoço e jantar? Nunca iria curar. Você iria ao seu médico e diria: “Oh, a minha canela dói tanto.” Eles seriam tipo, “Não há problema,” sacavam o seu bloco e escreviam-lhe uma prescrição de analgésicos. Você ainda está a bater com a sua canela três vezes ao dia, “Oh, ainda está muito mal, mas sinto-me muito melhor com esses comprimidos para a dor. Oh sim.” Graças a Deus pela medicina moderna. É como tomar nitroglicerina para dar cabo da dor no peito: um alívio tremendo, mas não está realmente a tratar a causa subjacente da doença. O nosso corpo quer voltar à saúde, se o deixarmos. Mas se continuarmos a feri-lo três vezes por dia, poderá nunca curar. É como fumar. Uma das coisas mais incríveis que aprendi em toda a minha formação médica foi que em 15 anos de parar de fumar, o risco de cancro de pulmão aproxima-se daquele de um não-fumador por toda a vida. Não é incrível? Os seus pulmões podem limpar todo aquele alcatrão, e, eventualmente, é quase como se nunca tivesse começado a fumar de todo. E todas as manhãs da nossa vida de fumador, aquele processo de cura iniciava-se até que zás, o nosso primeiro cigarro do dia, magoando outra vez os nossos pulmões com cada bafo, tal como podemos magoar as nossas artérias com cada dentada, quando tudo o que tinhamos que fazer, a solução milagrosa é apenas pararmos, sairmos do caminho, e deixarmos os processos naturais de cura dos nossos corpos trazerem-nos de volta para a saúde. Sim, com certeza, você pode escolher a moderação, e… bater-se com um martelo menor, [risos] mas… porquê bater-se de todo? Sabemos disto há décadas. American Heart Journal, 1977: casos como o Sr. F.W. aqui. Uma angina tão grave, nem conseguia chegar à caixa de correio, depois começou a comer saudável, e alguns meses mais tarde: escala montanhas, nenhuma dor. Agora, existem algumas novas drogas modernas anti-angina no mercado agora, custam milhares de dólares por ano, mas… na dose mais elevada, conseguem prolongar com sucesso a duração do exercício tanto quanto… 33 segundos e meio, senhoras e senhores. Não me parece que aqueles que escolhem a via das drogas irão escalar montanhas tão cedo. Vejam, as dietas à base de plantas não são apenas mais seguras e mais baratas, mas podem também funcionar melhor A doença cardíaca é o nosso assassino número 1. O assassino número 2 é o cancro. Que acontece se se colocar o cancro numa dieta à base de plantas? O Dr. Dean Ornish e seus colegas descobriram que a progressão do cancro da próstata podia ser revertida com uma dieta à base de plantas e outros comportamentos de vida saudáveis, e não admira. Se se pingar o sangue daqueles que comem a dieta americana padrão em células cancerosas a crescerem numa placa de Petri, o crescimento do cancro é cortado em cerca de 9%. Mas coloquem as pessoas numa dieta à base de plantas por um ano, contudo, e o seu sangue pode fazer isto. O sangue que circula nos corpos daqueles que comem dietas à base de plantas tem cerca de 8 vezes o poder de travar o crescimento de células cancerosas. Agora, isto foi para cancro da próstata, o principal cancro assassino específico para os homens. Nas mulheres, é o cancro da mama. Eles quiseram repetir este estudo com mulheres e células de cancro da mama ao invés. Mas olhem, eles não queriam esperar um ano inteiro para obter os resultados. Então disseram, bem, vamos ver o que uma dieta à base de plantas pode fazer em apenas duas semanas, contra três tipos de células de cancro da mama humano. Aqui está o antes: o crescimento de células de cancro com toda a força a 100%. Aqui está apenas duas semanas após uma alimentação saudável. Aqui está tipo uma imagem de antes: isto é uma fotografia tirada com um microscópio. O que fizeram foi puseram uma camada confluente, como um tapete de células de cancro de mama humano, e em seguida gotejaram o sangue de mulheres que comiam a dieta americana padrão nessas células, e como podem ver, como que rompe o cancro, neste tipo continentes de cancro aqui. Então, mesmo as mulheres que comem dietas de baixa qualidade não estão totalmente indefesas. Mas então eles pegam nessas mesmas mulheres, e colocam-nas numa dieta à base de plantas duas semanas mais tarde, de modo que agem como os seus próprios controlos. As mesmas mulheres, duas semanas mais tarde após uma dieta à base de plantas. Eles colocaram outra camada de cancro da mama, e a seguir pingaram o sangue das mesmas mulheres duas semanas depois, e o seu sangue pode fazer isto. Sobraram apenas algumas células cancerosas individuais, com os seus corpos limpos. Antes e depois, apenas duas semanas a comer saudável. O seu sangue tornou-se tão mais hostil ao cancro. Retardar o crescimento das células cancerosas é bom; ver-se livre delas é ainda melhor. A isso chama-se apoptose, morte celular programada. Os seus corpos foram de alguma forma capazes de tipo reprogramar as células cancerosas, forçando-as a uma aposentadoria precoce. Isto é o que é chamado Método TUNEL de imagem, medindo a fragmentação do ADN ou morte celular. Então, células cancerosas a morrerem aparecem como pequenas manchas brancas. Como podem ver naquele cantinho ali, há uma célula cancerosa a morrer. Novamente, isso é depois de se pingar nelas o sangue de mulheres que comem a dieta americana padrão. Então pega-se nessas mesmas mulheres, duas semanas depois de comerem de forma mais saudável, goteja-se o seu sangue novamente sobre o cancro e vê-se… isto. É como se fosse uma pessoa completamente diferente por dentro. O mesmo sangue agora a percorrer os corpos destas mulheres ganhou o poder de abrandar significativamente e parar o crescimento do cancro da mama, em apenas duas semanas de comerem uma dieta à base de plantas. Que tipo de sangue queremos no nosso corpo? Que tipo de sistema imunológico? Queremos sangue que apenas tipo rebola quando novas células cancerosas aparecem, ou queremos sangue a circular para cada canto e recanto do nosso corpo com o poder de o abrandar e travar? Agora, este reforço dramático das defesas contra o cancro foi após 14 dias de uma dieta à base de plantas e exercício. Eles puseram essas mulheres a caminharem 30 a 60 minutos por dia. E então vais: esperem um segundo. Se você fazer duas coisas, quero dizer, como vai saber que papel desempenhou a dieta? Assim, os pesquisadores decidiram colocá-lo à prova. Portanto, isto está a medir o desaparecimento de células cancerosas. Isto é o que vimos antes, o efeito do sangue colhido daqueles que comeram uma dieta à base de plantas, neste caso numa média de 14 anos juntamente com exercício leve, tipo apenas caminhar todos os dias. Dieta à base de plantas e caminhadas, este é o tipo de limpeza de células cancerosas que se obtém. Compare isso com o poder do seu comedor de carne sedentário médio em travar o cancro — vê-se um pequeno hambúrguer ali; Não sei se conseguem vê-lo — que é basicamente inexistente. Agora, mas este grupo intermédio é interessante. Em vez de 14 anos numa dieta à base de plantas, 14 anos numa dieta padrão americana, mas… 14 anos de exercício diário extenuante, de uma hora, como calisténicos. Eles queriam saber se se te exercitares tempo suficiente, se exercitares duro o suficiente, consegues rivalizar alguns destes herbívoros ambulantes aqui? E a resposta é: o exercício ajudou, sem dúvida, mas literalmente 5.000 horas no ginásio não se compararam a uma dieta à base de plantas. A mesma coisa que vimos antes, mesmo se você for uma batata de sofá a comer batatas fritas, não está totalmente indefeso. Consegue matar algumas células cancerosas. Se exercitar umas 5.000 horas, consegue bater células cancerosas à esquerda e à direita. Mas nada parece chutar mais o traseiro de um cancro do que uma dieta à base de plantas. Pensamos que seja por causa das proteínas animais — carne, clara de ovo, e proteínas de produtos lácteos — a aumentarem o nível de IGF-1 nos nossos organismos; factor de crescimento semelhante à insulina tipo 1, uma hormona de crescimento promotora do cancro envolvida na aquisição e progressão de tumores malignos. Mas se reduzirmos o consumo de proteína animal, e colocarmos as pessoas numa dieta à base de plantas, os seus níveis de IGF-1 caem. Este é o gráfico à esquerda. E se colocarmos as pessoas numa dieta à base de plantas durante anos, cai ainda mais. E os seus níveis de proteína de ligação à IGF-1 sobem. A proteína de ligação à IGF-1 é como um travão de emergência do nosso corpo. É uma das maneiras em que o nosso corpo se protege a si próprio contra o crescimento excessivo. Claro, em duas semanas, pode-se fazer cair a produção de IGF-1 no nosso fígado, Mas espera aí. E quanto a todo o IGF-1 que temos a circular no corpo do bacon e ovos que comemos há três semanas? Bem, o nosso corpo liberta este esquadrão de proteínas ligantes na corrente sanguínea para amarrarem qualquer excesso de IGF-1, Como podem ver, os níveis de proteínas ligantes sobem em algumas semanas, e continuam a melhorar quanto mais se come saudável. Aqui está o experimento que definiu o IGF-1 como o vilão. O mesmo que da última… oops, O mesmo que da última vez. Começa-se numa dieta à base de plantas, o crescimento de células de cancro cai, a morte de células cancerosas dispara. Mas aqui está a coluna interessante. E se se adicionar de volta ao cancro apenas a quantidade de IGF-1 banida do sistema porque se estava a comer saudável durante duas semanas? Que acontece? Apaga-se o efeito da dieta e exercício. É quase como se nunca se tivesse começado a comer saudável de todo. Portanto, a razão pela qual o maior estudo prospectivo sobre dieta e cancro de sempre descobriu que a incidência de todas as formas de cancro combinadas foi menor entre aqueles que comem vegetariano do que entre aqueles que comem carne, talvez seja por eles estarem a comer menos proteína animal, e assim acabam com menos IGF-1, e assim acabam com menos crescimento do cancro. De quanto menos cancro estamos a falar? Homens e mulheres de idade-média com elevada ingestão de proteínas: aumento de 75% na mortalidade total, aumento em 4 vezes mais no risco de morrer de cancro. Mas nem todas as proteínas. Especificamente proteína animal, o que faz sentido, claro, dado os níveis mais elevados de IGF-1. A instituição académica enviou um comunicado de imprensa com uma linha de abertura memorável. “Aquela asa de galinha que você está a comer, pode ser tão mortal quanto um cigarro,” explicando que o consumo de uma dieta rica em proteínas animais durante a meia idade torna-lhe quatro vezes mais provável de morrer de cancro, o que é comparável com o que se vê com o tabagismo. E então, qual foi a resposta a esta revelação de que dietas ricas em carne, ovos e laticínios podem ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar? Bem, uma cientista da nutrição respondeu que era potencialmente perigoso comparar-se os efeitos do fumo com o efeito de carne e queijo. Porquê? Porque um fumador pode pensar: “Bem, espere um segundo. Porquê preocupar-me em deixar de fumar se a minha sanduíche de queijo e presunto faz-me igualmente mal?” [risos] Portanto, não podemos contar a ninguém sobre esta coisa da carne e queijo. Xxiu … Isso faz-me lembrar de um famoso anúncio de cigarros da Philip Morris que tentou minimizar os riscos, dizendo: “Você acha que o fumo de segunda mão é mau, aumentando o risco de cancro de pulmão 19%, beber 1 ou 2 copos de leite pode ser três vezes pior, 62% maior risco de cancro de pulmão”. Ou duplicar o risco ao cozinhar frequentemente com óleo, ou triplicar o seu risco de doença cardíaca ao comer não-vegetariano, ou multiplicar o risco 6 vezes ao comer muita carne e laticínios. Logo, concluem, “Vamos manter alguma perspectiva.” [risos] O risco de cancro do pulmão do fumo de segunda mão, claramente inferior ao risco de outras atividades diárias. Logo, respirem fundo. [risos] É como dizer: “Sim, não se preocupe em ser esfaqueado, porque levar um tiro é muito pior”. [risos] E que tal nenhum dos dois? Dois riscos não fazem um certo. Claro que, irão notar, a Philip Morris parou de empurrar os laticínios para debaixo do autocarro assim que compraram a Kraft Foods. Estou apenas a dizer. OK, e quanto às outras 13 principais causas de morte? Vamos a isso. Os três principais asassinos costumavam ser doenças cardíacas, cancro e AVC. Oh, isso é tão 2007. Agora é a doença cardíaca, cancro e DPOC — doenças pulmonares obstrutivas crónicas, como enfisema. Felizmente, a DPOC pode ser prevenida com a ajuda de uma dieta à base de plantas, e até mesmo tratada com plantas, melhorando a função pulmonar ao longo do tempo. Claro que a indústria do tabaco viu estas descobertas de referência de um modo um pouco diferente. Se adicionar plantas à dieta pode ajudar a função pulmonar, Quero dizer, não seria mais fácil simplesmente adicionar plantas aos cigarros? E, de facto, oh, vamos voltar atrás. A adição de bagas açaí aos cigarros tem, evidentemente, um efeito protetor contra enfisema em ratos fumadores. [gargalhadas] Quem teria pensado nisso? A seguir, vão começar a pôr bagas na carne. E, de facto, eu não poderia ter inventado isto, senhoras e senhores. A adição de extratos de frutas a rissóis de hambúrguer não o foi sem ter as suas falhas. Por exemplo, os rissóis de hambúrguer tingidos com uma cor púrpura distinta das amoras, tipo tirou um pouco o apetite às pessoas. Evidentemente que se pode melhorar a suavidade das carcaças de borrego infundindo-os antes do rigor mortis com sumo de kiwi. Pode-se até mesmo melhorar o perfil nutricional de salsichas ao adicionar-se grainhas de uva em pó. Embora houvesse queixas de que as partículas da grainha de uva tornaram-se visíveis no produto final, E, olhem, quero dizer, se há uma coisa que sabemos sobre comedores de cachorros-quentes, é que eles são picuinhas quanto ao que metem na sua comida. [gargalhadas] Ah, ânus de porco? OK Mas grainhas de uva? Arghn! [gargalhadas] Os derrames são o assassino número 4. Prevenir derrames pode ter tudo a haver com comer alimentos ricos em potássio, contudo, a maioria dos americanos nem sequer chegam à ingestão diária mínima recomendada, e com maioria quero dizer mais de 98%. 98% de nós comem dietas deficientes em potássio, porque 98% de nós não comem plantas suficientes. Potássio é proveniente das palavras pot [pote] ash [cinza]. Pega-se em qualquer planta, coloca-se num pote, reduz-se a cinzas, e fica-se com pot-ash-ium, potássio, o chamado alcalino vegetal. História verdadeira. Mas quem é que me pode citar uma planta em particular rica em potássio? Bananas, certo? Não sei porquê; é como se fosse a única coisa que todo o mundo sabe sobre nutrição. Creio que tipo a Chiquita deve ter tido esta grande empresa de relações públicas ou algo assim. Mas acontece que as bananas nem sequer chegam às primeiras 50 fontes, entrando, deixe-me ver, entrando no número 86, logo após os batidos de baunilha fast food. Temos batidos de baunilha fast food e, a seguir, bananas. Sabem, é engraçado. Quando estava a escrever o livro, queria voltar e certificar-me de que não tinham actualizado a sua lista, e tinham. Acontece agora que as bananas nem sequer chegam ao top 1.000, ficando no 1.611, logo após Reese’s Pieces [tipo M&M’s de manteiga de amendoim]. Não estou a brincar. As fontes alimentares integrais na dieta americana mais concentradas em potássio são feijão, verduras e tâmaras, as três primeiras de entre todas. Mas bananas nem sequer chegam ao top mil. Na verdade, se olharmos para a próxima principal causa de morte (lesões não intencionais), as bananas podem até ser perigosas. Doença de Alzheimer, a nossa sexta principal causa de morte, agora atingindo uns assombrosos 4 milhões de americanos afetados. Há 20 anos nem estava mesmo no top 10. De acordo com as últimas orientações dietéticas para a prevenção da doença de Alzheimer, as duas coisas mais importantes que podemos fazer: reduzir nosso consumo de carne, laticínios e porcaria, e substituir aqueles com vegetais, feijões, frutas e grãos integrais. Isto é baseado, em parte, em dados que remontam a 20 anos atrás. Aqueles que comem carne — carne vermelha, carne branca, não importa — têm entre duas a três vezes o risco de ficarem dementes mais tarde na vida, E por quanto mais tempo se come saudável, mais baixo desce o risco de demência. A seguir na lista temos diabetes tipo 2, o qual podemos prevenir, travar e reverter com uma dieta à base de plantas — algo que já se sabia desde a década de 1930. No prazo de cinco anos, cerca de um quarto dos diabéticos foram capazes de sair da insulina. Mas, vocês sabe, as dietas à base de plantas são dietas relativamente baixas em calorias. Olhem, talvez as suas diabetes tenham ficado melhor por terem perdido tanto peso. Para provocar isso, o que se tem a fazer é projetar um estudo onde se coloca as pessoas numa dieta saudável, mas forçá-los a comer tanta comida que não iriam perder peso apesar de comerem mais saudável. Então poderíamos ver se uma dieta à base de plantas teria benefícios em particular, benefícios exclusivos para além de apenas toda a perda de peso. Bem, tivemos que esperar 44 anos, mas… aqui está! Os pacientes foram pesados ​​diariamente e se começassem a perder peso eram levados a comer mais alimentos. Na verdade, tanta comida que alguns dos participantes tiveram dificuldade em comer tudo. Estavam tipo “Oh, não, outra tortilha não. Oh, oh, outra salada não.” Mas eventualmente adaptaram-se. Assim, não houve alterações significativas no peso corporal apesar da restrição de carne, laticínios, ovos e porcaria. Então, com zero perda de peso, uma dieta à base de plantas ainda assim ajudou? Bem, os requisitos gerais de insulina foram cortados em cerca de 60%, e metade foram capazes de sair da insulina por completo, apesar de nenhuma alteração no peso. Quantos anos isto levou? Não, 16 dias! Então, estamos a falar de diabéticos que tiveram diabetes durante 20 anos, injectando 20 unidades de insulina por dia, e, em seguida, tão poucos quanto 13 dias depois, fora de toda a insulina completamente, graças a menos de duas semanas numa dieta à base de plantas. Diabetes durante 20 anos, fora de toda a insulina em 2 semanas. Diabetes durante 20 anos porque ninguém lhes tinha dito sobre uma dieta à base de plantas. Aqui está o paciente 15. 32 unidades de insulina na dieta controle e, a seguir, 18 dias depois, em nenhuma. Açúcar no sangue mais baixo com 32 unidades a menos de insulina. Esse é o poder das plantas. E como um bónus, o seu colesterol caiu como uma pedra para menos de 150, em apenas 16 dias. Assim como com mudanças moderadas na dieta, obtém-se apenas mudanças moderadas nos níveis de colesterol. Quão moderados você quer os seu diabetes? [risos] Tudo com moderação é uma afirmação mais verdadeira do que as pessoas imaginam. Mudanças moderadas na dieta podem deixar diabéticos com perda de visão moderada, insuficiência renal moderada, amputações moderadas — talvez apenas alguns dedos dos pés ou algo assim. [risos] Moderação em todas as coisas não é necessariamente uma coisa boa. Vocês conhecem aquele estudo que pretendia mostrar que as dietas elevadas em carne, ovos e laticínios podem ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar, supostamente sugeriu que as pessoas que comem muita proteína animal têm quatro vezes mais probabilidade de morrerem de cancro ou diabetes. Mas se se olharem mesmo para o estudo, vão ver que não é verdade. Aqueles que comiam muita proteína animal não tinham 4 vezes mais risco de morrerem de diabetes. Tinham 73 vezes maior risco de morrer de diabetes. Agora, aqueles que escolheram moderação, comendo uma quantidade moderada de proteína animal, apenas tinham 23 vezes o risco de morte por diabetes. O assassino número 8 é a insuficiência renal, a qual pode ser tanto prevenida e como tratada com uma dieta à base de plantas, e sem surpresa. Os rins são órgãos altamente vasculares. Pesquisadores de Harvard descobriram três fatores de risco alimentares para o declínio da função renal. Número um, proteína animal; número dois, gordura animal; e número três, colesterol — todos, claro, apenas encontrados num tipo de alimento. A gordura animal pode alterar a estrutura dos nossos rins, com base em estudos como este mostrando rolhas de gordura literalmente a obstruírem o funcionamento em rins autopsiados. E a proteína animal pode ter um efeito profundo sobre a função renal normal, induzindo o que é chamado hiperfiltração, aumentando a carga sobre o rim, mas não a proteína vegetal. Comam um pouco de atum e poderão ver um aumento da pressão sobre os rins: 1, 2 e 3 horas após a refeição, sobe disparada. Mas, se em vez de comer uma sanduíche de salada de atum, porém, comesse uma sanduíche de salada de tofu com exatamente a mesma quantidade de proteína: nenhum efeito. Os rins podem lidar com a proteína vegetal sem sequer pestanejarem. Então, espera aí. Por que motivo a proteína animal causa essa reação de sobrecarga, mas não a proteína vegetal? Parece ser devido à inflamação desencadeada pela proteína animal. Como sabemos isso? Porque se se der um potente fármaco anti-inflamatório juntamente com o atum, pode-se realmente eliminar esse efeito de hiperfiltração, aquele efeito de derramamento de proteínas em resposta à ingestão de carne. Depois, claro, há a carga ácida. A proteína animal induz a formação de ácido no interior do rim, o que pode levar ao que é chamado toxicidade tubular: danos nos tubos delicados que fazem a urina dentro do rim. Alimentos de origem animal tendem a formar ácido, enquanto que os alimentos vegetais tendem a ser neutros ou até alcalinos, na verdade formando uma base para neutralizar algum desse ácido. Então, a solução para se parar a progressão da doença renal crónica poderá estar no mercado de vegetais, no corredor dos vegetais, em vez do corredor Farmacêutico. Não admira que as dietas à base de plantas tenham sido utilizadas para tratar a insuficiência renal há décadas. Aqui está o vazamento de proteína na dieta tradicional de baixo teor de sódio, na qual os médicos normalmente colocam esses pacientes, trocada para uma dieta vegana suplementada, uma convencional, à base de plantas, convencional, à base de plantas, ligando e desligando a disfunção renal como um interruptor de luz com base no que está a entrar nas suas bocas. O assassino número 9 são infeções respiratórias. Que papel poderia desempenhar a dieta? Bem, obviamente não viram o meu vídeo “Couve Galega e o Sistema Imunitário,” que fala dos efeitos imunoestimuladores da couve galega. Existe alguma coisa que a couve galega não possa fazer? [risos] Aumentando a produção de anticorpos 7 vezes, mas isto é numa placa de Petri. E quanto em pessoas? Bem, pega-se em dois grupos, homens e mulheres mais velhos, separá-los, metade continua a comer a sua dieta regular; a outra metade, adiciona-se apenas algumas porções de frutas e vegetais à sua dieta, após obterem a sua vacinação contra pneumonia, a sua vacinação Pneumovax, e pode-se ver uma melhoria significativa na resposta imunitária de anticorpos protectores ao simplesmente acrescentar-se algumas porções de frutas e vegetais à sua dieta. Isso não era cortar na carne; apenas adicionar-se frutas e vegetais pode melhorar significativamente a função imunológica. O assassino número 10 é o suicídio. Sabemos que aqueles que comem mais saudável têm estados de humor mais saudáveis. De facto, apenas cerca de metade da depressão, ansiedade, valores de stress, em comparação com aqueles que comem carne. Os investigadores suspeitam que seja o ácido araquidónico, este ácido gordo ómega-6 de cadeia longa inflamatório encontrado predominantemente na carne de frango e ovos; é aí que é principalmente encontrado na dieta americana. Mas não se consegue dizer se é causa e efeito até que se o ponha à prova. E então pegaram em pessoas que comem a dieta americana padrão, removeram a carne, o peixe, e ovos das suas dietas. Uma melhora significativa nas escalas de humor em apenas duas semanas, graças, talvez, a esta remoção do ácido araquidónico dos seus corpos, que eles pensavam estar a impactar negativamente a saúde mental através de uma cascata de neuro-inflamação, inflamação do cérebro, mas podíamos fazer reduzir essa inflamação no cérebro em apenas duas semanas removendo, vocês sabem, \\cortar os ovos, o frango e outras carnes. Estarei apenas a selecionar tendenciosamente. porém? E quanto a todos os outros estudos, ensaios clínicos randomizados a mostrarem que outras dietas melhoraram o humor? Não há nenhum. Uma revisão recente concluiu que apenas aquela intervenção à base de plantas cumpre os critérios em termos de funcionar. É difícil escolher tendenciosamente quando há apenas uma escolha. Funciona num ambiente de trabalho também: aumento significativo no funcionamento físico, saúde geral, vitalidade, saúde mental, e, não surpreendentemente, traduz-se numa melhoria da produtividade do trabalhador. O maior destes estudos, através de 15 sites corporativos da Geico, descobriu que dietas à base de plantas… tiveram melhorias significativas relatadas na depressão, ansiedade, stresse, melhorias no bem-estar emocional, etc., etc. Logo, as intervenções no estilo de vida como o exercício podem ajudar na saúde mental bem como na saúde física, e entre as mais eficazes está esta dieta à base de plantas. Causa de morte número 11, infecções no sangue. Claro, as bactérias de origem alimentar podem tipo atravessar através do intestino para a corrente sanguínea e nas mulheres podem subir para a sua bexiga. Sabemos há décadas que são bactérias subindo desde o recto aquilo que realmente causou infecções da bexiga, mas só recentemente descobrimos de onde esse reservatório rectal de bactérias causadoras de ITU estava a vir, e agora sabemos que é frango. Temos provas por impressão genética de uma relação directa entre animais de fazenda, carne e infecções na bexiga, evidência sólida de que as infecções do trato urinário podem ser o que é chamado de uma zoonose, uma doença de animal para humano. Espera aí. Não posso simplesmente usar um termómetro de carne; cozinhar a carne completamente? Não, devido a contaminação cruzada. Sabemos há décadas que, se se der a alguém um frango congelado para preparar e cozinhar na sua própria cozinha como normalmente, uma multiplicidade de bactérias resistentes a antibióticos saltam do frango para o intestino do voluntário, antes mesmo de o comer! Logo, você poderia até incinerar aquela coisa em cinzas. Não tem nem sequer que comer nada. Você é infectado antes mesmo de ele chegar ao forno. Simplesmente o manuseamento é o problema. Em poucos dias, as bactérias do frango resistentes aos medicamentos multiplicaram-se ao ponto de se tornarem numa parte importante da flora intestinal. As bactérias do frango tipo que estavam a tomar conta dos seus intestinos. Agora, e o que acontece se você também seguir as diretrizes de manuseamento seguro. Ninguém faz isso na realidade, mas a recomendação oficial da USDA é você deve desinfectar todas as superfícies comuns da cozinha com uma solução de lixívia. Em seguida pulverizar a lixívia por todo — OK, e se você tivesse feito isso, e depois, voltasse mais tarde e limpasse as superfícies comuns da cozinha? E quando você faz isso, os pesquisadores encontram bactérias fecais patogénicas: salmonela, campilobacter — patogenios humanos sérios, ainda deixados para trás na cozinha. A razão pela qual a maioria das pessoas têm mais bactérias de fezes na pia da cozinha do que na retrete, é porque a maioria das pessoas lava os frangos na pia, não na casa de banho. [gargalhadas] Assim, a menos que a nossa cozinha seja como um laboratório de risco biológico, a única maneira pela qual vamos garantir que não estamos a deixar uma infecção à volta da cozinha é não trazê-la para as nossas casas, \em primeiro lugar. Mas a boa notícia é que não é como comer frango uma vez e está-se colonizado prá vida. Neste estudo, as bactérias de frango pareciam durar apenas cerca de 10 dias antes das boas bactérias poderem tipo tirá-las do caminho à força. O problema é que muitas famílias comem frango mais do que uma vez a cada dez dias, logo podem estar constantemente a re-introduzir estes bichos do frango nos seus sistemas. Espera aí. Não se pode vender carros inseguros; não se pode vender brinquedos perigosos. Como é que é legal vender-se carne insegura? Bem, eles fazem-no culpando o consumidor. Como um microbiologista de aves da USDA disse: “Olhem, carnes cruas não são à prova de idiota. Elas podem ser mal manipuladas, e quando o são, é como lidar com uma granada de mão. Você puxa o pino, alguém vai se magoar.” Mas enquanto alguns poderão questionar a sensatez da venda de granadas de mão em supermercados… [gargalhadas] e se nós ficamos doentes a culpa é nossa. O especialista de aves da USDA sugere que a responsabilidade é dos consumidores, mas simplesmente recusamo-nos a aceitá-lo.” É como uma companhia de automóveis dizer: sim, instalámos travões defeituosos, mas a culpa é sua por não colocar o cinto de segurança no seu filho. A chefe da divisão de intoxicação alimentar do CDC respondeu famosamente a este tipo de atitude de culpabilização da vítima proveniente da indústria da carne. Ela perguntou: “Será razoável que, se um consumidor cozinhar mal um hambúrguer, que o seu filho de três anos de idade morra?” Será isso razoável? Não se preocupem: a indústria da carne está a tratar disso. Eles acabaram de ter a aprovação da FDA para um vírus que se alimenta de bactérias o qual podem pulverizar sobre a carne. Agora a indústria está preocupada que a aceitação do consumidor desses chamados bacteriófagos possa apresentar algum desafio para a indústria alimentar, e então é claro que não o vão colocar no rótulo nem nada. Mas se eles acham que isso vai ser um desafio, vejam só a sua outra ideia brilhante. “O Efeito da Extração de Pupas de Mosca Doméstica na Preservação de Carne de Porco.” Esta é uma forma cientificada de dizer que eles querem espalhar uma mistura larvas na carne. Agora espera, é um método simples e de baixo custo. Pensem nisso. [risos] Olhem, as larvas prosperam na carne podre. Contudo, não houveram relatos… Desculpem, é um aparelho novo para mim. Vamos ver se conseguimos ultrapassar isto. Contudo, não há relatos de larvas a terem doenças graves, certo? Já viram alguma larva a espirrar? Creio que não. Elas devem estar cheias de alguma espécie de anti-bactérias, ou algo certo? Portanto, vamos pegar nalgumas larvas, cultivá-las até 3 dias de idade, lavá-las, enxugá-las, um pouco de ação Vitamix e, voila! Carnes mais seguras. Fizemos a insuficiência renal. E quanto à insuficiência hepática? Sabemos há décadas que uma dieta à base de plantas pode ser utilizada para tratar a insuficiência hepática, reduzindo significativamente as toxinas que de outra forma se acumulariam ao comer-se carne sem um fígado completamente funcional para desintoxicar o sangue. Bem, tenho que admitir, porém, que existem algumas pessoas que comem dietas à base de plantas com uma piora da função hepática. São chamados de alcoólatras, que vivem de cevada e milho e uvas. Estritamente à base de plantas, mas a não se saírem muito bem. Não se sabe bem porquê… A pressão arterial elevada é a próxima, afetando cerca de 78 milhões de americanos; o que é quase um em cada três de nós. E à medida que envelhecemos, as nossas pressões ficam mais e mais elevadas, de tal modo que aos 60 anos, atinge mais de metade. Espera aí. Se afeta mais da metade de nós, então talvez não seja tanto uma doença mas mais apenas uma espécie de consequência inevitável do envelhecimento. Não. Sabemos desde os anos 1920 que a pressão arterial alta não precisa ocorrer. Os pesquisadores mediram as pressões sanguíneas de um milhar de pessoas no Quénia rural que comiam uma dieta centrada em torno de quê? Alimentos vegetais integrais. Vegetais ricos em amido, leguminosas, vegetais, frutas e folhas verdes escuras. As nossas pressões sobem à medida que envelhecemos; as pressões deles, na realidade, descem. E quanto mais baixa for melhor. Todo o limite de 140 sobre 90 é arbitrário. Mesmo as pessoas que começam com a pressão arterial abaixo de 120 / 80 — Se você fosse ao seu médico e tivesse 120 / 80, obteria uma estrela de ouro. Mas mesmo com 120 / 80 as pessoas parecem beneficiar da redução da pressão arterial. Então, a pressão arterial ideal, a pressão arterial do nenhum-benefício- em-reduzi-la-ainda-mais é, na verdade, 110 sobre 70. Espera aí. É mesmo possível chegar a pressões arteriais tão baixas como 110 / 70? Não é apenas possível, é normal, para aqueles que comem dietas suficientemente saudáveis. Mais de dois anos num hospital Queniano rural, 1.800 pacientes foram admitidos. Quantos casos de pressão arterial elevada encontraram? Zero. Uau! Então eles devem ter tido taxas de doenças do coração baixas, certo? Não, eles não tinham taxas de doença cardíaca. Não foi encontrado um único caso de arteriosclerose (o nosso assassino número 1). Na China rural também, cerca de 110 / 70 as suas vidas inteiras. Aqueles nos 70 anos de idade: a mesma pressão arterial média que os de 16 anos de idade. Agora, claro, África, China: dietas muito diferentes, mas compartilham este tema comum de serem à base de plantas no dia-a-dia com carne apenas consumida em ocasiões especiais. Agora, por que achamos que é a natureza à base de plantas das suas dietas aquilo que era tão protetor? Porque no mundo ocidental, o único grupo a obter pressões arteriais tão baixas, de acordo com a American Heart Association, são aquelas que comem dietas estritamente à base de plantas, chegando a uma média de 110 / 65. Com base no maior estudo daqueles que comem dietas à base de plantas até à data — este é um estudo de 89.000 Californianos — parece haver essa queda gradual das taxas de pressão arterial quanto mais a dieta de alguém se torna à base de plantas, à medida que se vai de comedor de carne para tipo semi-vegetariano, para apenas peixe, para apenas ovos e laticínios, até inteiramente à base de plantas. A mesma coisa com obesidade e diabetes: quanto mais e mais saudáveis comemos, melhor. Então claro, sim, podemos eliminar a grande maioria do nosso risco, mas o que também é importante neste slide é que não é tudo ou nada. Não é preto e branco. Quaisquer passos que possamos dar no espectro em direção a uma alimentação saudável podem acumular benefícios significativos para a saúde, a qual fica cada vez melhor quanto mais o fazemos de facto. Em relação à pressão arterial, pode-se mostrar isto experimentalmente. Pega-se em vegetarianos; damos-lhes carne e pagamos-lhes o suficiente para a comerem, e a sua pressão arterial sobe. Ou retira-se a carne da sua dieta e as suas pressões arteriais descem após 7 dias neste coorte deste misterioso Programa McDougall, seja lá o que isso for. E isto é depois da grande maioria já ter interrompido ou reduzido as suas medicações para pressão arterial completamente. Eles tiveram que reduzir os seus medicamentos para a pressão arterial, porque estão a tratar a causa da doença. E por isso, se já não têm pressão arterial elevada e estão em medicamentos para pressão arterial, podem fazer descer as suas pressões baixo demais, cair e rachar a cabeça. Tem que se reduzir — E então, temos pressões mais baixas em menos medicação. Esse é o poder das plantas. E então, a American Heart Association recomenda uma dieta sem carne? Não, eles recomendam uma dieta baixa em carne, a chamada dieta DASH. Por que não vegetariana? Quando a dieta DASH estava a ser criada, estariam eles simplesmente não conscientes desta pesquisa de referência feita por Frank Sacks de Harvard? Não, eles estavam cientes da pesquisa de referência. O Presidente da Comissão de Design que surgiu com a dieta DASH foi o Frank Sacks. Vejam, a dieta DASH foi explicitamente concebida com o objetivo número um de capturar os benefícios de uma dieta vegetariana na redução da pressão arterial, contudo contendo produtos animais suficientes para torná-la palatável para o público em geral. Eles não achavam que o público pudesse lidar com a verdade. Agora em sua defesa, consegue-se ver em que estavam a pensar. Assim como as drogas nunca funcionam a menos que realmente as tomemos, as dietas nunca funcionam a menos que realmente as coma-mos. E então eles são tipo, OK, bem, ninguém vai entrar uma dieta vegetariana estrita, certo? Então, se introduzirmos a verdade devagarinho à escala populacional, talvez iremos, na verdade, vocês sabem, ajudar mais pessoas. OK, digam isso, às milhares de famílias por dia que perdem um membro da família devido à pressão arterial elevada. Talvez seja a hora de começar a contar ao público americano a verdade. O assassino número 14 é a doença de Parkinson. Será que uma dieta à base de plantas reduz o risco de doença de Parkinson? Bem, a maioria dos estudos até à data sugerem esta ligação entre os produtos lácteos e Parkinson, mas por quê? Bem, há evidências de que o leite está contaminado com químicos neurotóxicos. Níveis elevados de resíduos de pesticidas foram encontrados tanto no fornecimento de leite, como nos cérebros de pessoas que morrem da doença de Parkinson. Estes são compostos como a tetra-hidro-isoquinolina, que é na verdade o que eles usam para induzir a doença de Parkinson em primatas em laboratório, encontrada principalmente em queijo, na verdade. E assim tem havido chamadas de atenção de que devíamos ter rastreios de toxinas na produção de leite. Sim, boa sorte com isso. Claro que, podemos simplesmente não o beber, mas então o que aconteceria aos nossos ossos? [risos] Essa é uma jogada de marketing. Se olharem para a ciência mesmo, o leite não parece proteger contra o risco de fractura da anca, seja a beber na idade adulta, ou a beber na adolescência. Se alguma coisa, o consumo de leite foi associado com um aumento no risco de fratura. Talvez seja por isso que os riscos de fratura da anca são mais elevados em populações onde bebem mais leite. E então, pesquisadores suecos decidiram colocá-lo à prova. Um acompanhamento de 100.000 homens e mulheres durante até 20 anos, e as mulheres que bebiam leite tinham as taxas mais elevadas de… morte: mais doença cardíaca, significativamente mais cancro para cada copo por dia de leite. Três copos por dia foi associado com quase duas vezes o risco de morte prematura. E elas tinham também significativamente mais fraturas ósseas e da anca. Mais leite, mais fraturas. Homens que bebiam leite também tiveram maiores taxas de morte, mas por alguma razão nunca se vê anúncios de leite como este. Não tenho claro porquê. [gargalhadas] E, finalmente, pneumonia por aspiração, que é causada por dificuldades em engolir devido a um acidente vascular cerebral ou Alzheimer ou Parkinson, coisas que já falámos. OK, então, onde é que isto nos deixa? Estas são as quinze principais razões pelas quais os americanos morrem, e uma dieta vegetal integral pode prevenir quase todas elas, pode ajudar a tratar mais de metade delas, e até mesmo prevenir e até mesmo reverter o curso da doença em algumas delas, incluindo em alguns casos nas nossas três principais causas de morte. Agora vejam, existem medicamentos que em algumas circunstâncias podem ajudar, também. Existem as estatinas para baixar o colesterol. Normalmente há um monte de diferentes classes de medicamentos de redução da pressão arterial em tem que se estar. Temos os comprimidos para o açúcar no sangue e as injeções de insulina. Mas pensem na dieta. Esta mesma dieta, no entanto, faz tudo isso. Não é como se houvesse uma dieta para um fígado saudável, e uma para um coração saudável, e uma diferente para cérebros-saudáveis. Não, uma dieta para um fígado saudável é uma dieta para um rim saudável, e é uma dieta para um corpo saudável. Uma dieta que os rege a todos. E quanto a efeitos colaterais das drogas? Não estou a falar aqui de algumas erupções ou algo assim. A prescrição de medicamentos mata mais de 100.000 americanos por ano. Espera aí! 100.000 mortes americanas a cada ano por reações adversas a medicamentos? Bem, esperem um segundo. Isso significa que a sexta principal causa de morte nos Estados Unidos são, na verdade, os médicos! A sexta principal causa de morte sou eu! Felizmente, posso ser prevenido com uma dieta à base de plantas. A sério, porém, em comparação com 15.000 vegetarianos norte-americanos, os comedores de carne têm: cerca de duas vezes as chances de estarem em aspirina, comprimidos para dormir, tranquilizantes, anti-ácidos, analgésicos, medicamentos para pressão arterial, laxantes (claro), bem como a insulina. Logo, dietas à base de plantas são ótimas para as pessoas que não gostam de tomar medicamentos; para as pessoas que não gostam de pagar por medicamentos, e para as pessoas que não gostam do risco dos efeitos colaterais dos medicamentos. Querem resolver a crise da saúde? Tenho uma sugestão. Há apenas uma dieta que tenha sido alguma vez comprovada a reverter doença cardíaca na maioria dos pacientes, uma dieta à base de plantas. Logo, sempre que alguém tentar vender-vos alguma nova dieta de que tenham ouvido falar, façam-me um favor. Coloquem-lhes uma simples questão. “Espere um segundo. Esta nova dieta foi comprovada a reverter a doença cardíaca? Você sabe, a razão mais provável pela qual eu e todos os meus entes queridos irão morrer?” Se a resposta é não, então porque haveríamos sequer de a considerar? Se isso é tudo o que uma dieta à base de plantas pode fazer, inverter o nosso assassino número 1, não deveria ela tipo ser a dieta padrão até que se prove o contrário? E o facto de que também pode ser eficaz a prevenir, tratar, e reverter outras principais causas de morte como diabetes tipo 2 e hipertensão, parece tornar o caso esmagador. A maioria das mortes nos Estados Unidos são evitáveis ​​e relacionadas à nutrição. De acordo com a análise mais rigorosa dos fatores de risco já publicada, a causa de morte número um nos Estados Unidos, e a principal causa de incapacidade é a nossa dieta, que desde então tem empurrado o tabagismo para causa de morte número 2. Os cigarros apenas matam cerca de meio milhão de americanos por ano, enquanto que a nossa dieta mata centenas de milhares mais. Então, deixem-me terminar com um exercício de pensamento. Imagine-se um fumador na década de 1950. A média de consumo de cigarros per capita era de 4.000 cigarros por ano. Isso significa que o americano médio fumava meio maço por dia. A mídia estava a dizer-lhe para fumar; atletas famosos concordavam e até… o Pai Natal quer que você fume. Quero dizer, olhe, você quer manter a forma e ficar magro, ficar esbelto, e manter-se definido ao comer montes de cachorros-quentes. Então você fuma, e come os seus cachorros-quentes. E para ficar magro e definido, come montes de açúcar, também. Muito melhor do que aquela maçã ali. Consegue ver? Quer dizer, xiça … Embora as maçãs sim que “conotam com fazer bem e frescura,” segundo um memorando interno da indústria do tabaco, na qual veem muitas possibilidades para os cigarros destinados aos jovens. Eles queriam fazer cigarros com sabor a maçã para as crianças. Sem vergonha! “Pelo bem da digestão, você fume.” Quero dizer, nenhum poder curativo é reivindicado pela Philip Morris, mas olha, “uma grama de prevenção vale um quilo de cura,” então mais vale prevenir que remediar, e fumar. “Sopre na cara dela e ela segui-lo-á por toda a parte.” [gargalhadas] “Nenhuma mulher jamais dirá que não.” São “tão redondos, tão firmes, tão completamente cheios!” Afinal de contas, o John Wayne fumava-os até que teve cancro de pulmão e morreu. Sabem, naquela época, até as pessoas Paleo andavam a fumar, e assim andavam os médicos. Isso não quer dizer que não houvesse controvérsia dentro da profissão médica. Sim, alguns médicos fumavam Camels, mas outros médicos preferiam Luckies, logo, havia um pequeno conflito ali. O líder do Senado dos Estados Unidos concordou. Quero dizer, quem não gostaria de dar umas férias à sua garganta? Como poderia haver um único caso de irritação na garganta quando “Os cigarros são tão puros quanto a água que você bebe?” Talvez em Flint, no Michigan. [gargalhadas] E se você ficar com irritação, não há problema; o seu médico pode sempre prescrever uma receita para cigarros. Isto é um anúncio na Revista da Associação Médica Americana. Então, quando a medicina corrente está a dizer que o tabagismo, no balanço geral, é bom para você, quando a Associação Médica Americana está a dizer isso, para onde é que você se poderia voltar se apenas quisesse os factos? Quais são os novos dados avançados pela ciência? Ela estava “demasiado cansada para se divertir, e então fumou um Camel.”[gargalhadas] Babe Ruth falou de provas conclusivas na ciência médica, quer dizer, quando ele ainda podia falar, antes de morrer de cancro da garganta. Agora, se por algum milagre, houvesse um site SmokingFacts.org naquela altura que pudesse entregar a ciência diretamente, ignorando filtros institucionais comercialmente corruptíveis, você teria tido conhecimento de estudos como este. Este é um estudo Adventista na Califórnia publicado em 1958. Mostrou que os não-fumadores têm pelo menos 90% menor risco de cancro de pulmão do que os fumadores. Mas este não foi o primeiro. Quando perguntaram ao famoso cirurgião Michael DeBakey sobre porquê os seus estudos publicados na década de 30, que ligavam tabagismo e cancro do pulmão, foram simplesmente ignorados, ele teve que lembrar às pessoas de como era naquela época. Éramos uma sociedade de fumadores. Estava nos filmes; estava em todos os lugares. Reuniões médicas eram uma névoa pesada de fumo. Fumar era, em uma palavra, normal. Então, de volta para o nosso exercício de pensamento. Se você for um fumador na década de 50 no agora, o que é que você faz? Você muda ou espera? Se você esperar até que o seu médico lhe diga, entre umas passas, para deixar, poderá já ter cancro por aquela altura. Se você esperar até que os poderes instituídos o reconheçam oficialmente, como o Cirurgião General fez na década seguinte, você poderia estar morto até lá. Foram necessários 25 anos para que o relatório do Cirurgião General saísse. Foram precisos mais de… 7.000 estudos, e a morte de incontáveis ​​fumadores, até que o primeiro relatório do Cirurgião General contra o tabagismo saiu. Pensarse-ia que talvez após os primeiros 6.000 estudos, eles pudessem ter dado algum alerta ou algo assim? Não. Uma indústria poderosa. E então pergunta-mo-nos quantas pessoas estão actualmente a sofrer desnecessariamente de doenças alimentares? Talvez devêssemos ter deixado de fumar após que o 700.º estudo como este saiu. Então, como fumador na década de 50, por um lado você tinha toda a sociedade, o governo, a própria profissão médica a dizer-lhe para fumar. E por outro lado, tudo o que você tinha era a ciência, se estivesse sequer ciente de estudos como este. Agora vamos avançar rápido 55 anos. Há um novo estudo Adventista na Califórnia, alertando os americanos quanto aos riscos de outra coisa que podem estar a colocar nas suas bocas. E não é apenas um estudo. De acordo com a última revisão, a soma total de evidências sugere que a mortalidade por todas as causas juntas, muitas dos nossas doenças temidas — derrames, cancro, diabetes, etc. — é significativamente menor entre os que comem à base de plantas. Então, ao invés de alguém seguir o hábito de fumar da América da década de 50, imagine você ou alguém que você conhece seguir os hábitos alimentares da América, hoje. O que é que você faz? Com acesso à ciência, você percebe que o melhor balanço disponível de evidência sugere que os seus hábitos alimentares não são tão bons para si. E então, você muda ou espera? Se você esperar até que o seu médico lhe diga, entre dentadas, para comer mais saudável, poderá ser tarde demais. Na verdade, mesmo após o relatório do Cirurgião General ter sido lançado, a comunidade médica ainda arrastou os pés. A AMA, na verdade recusou-se oficialmente a endossar o relatório do Cirurgião General. Porquê? Talvez tenha sido porque eles tinham acabado de receber um cheque de 10 milhões de dólares da indústria do tabaco. Talvez não, talvez seja coincidência. [risos] OK, então sabemos por que a AMA pode ter andado a beijar o rabo à indústria do tabaco, mas porque não andavam, vocês sabem, simplesmente médicos individuais a porem a boca no trombone? Bem, haviam algumas almas valentes à frente do seu tempo, como há agora, escrevendo, tal como existem hoje, levantando-se contra as instituições que matavam milhões, mas porque não mais? Bem, talvez seja porque a maioria dos médicos, eles próprios, fumava cigarros, assim como a maioria dos médicos hoje continua a comer alimentos que estão a contribuir para a nossa epidemia de doenças alimentares. Qual era o grito de guerra da AMA na época? Tudo com moderação. “Estudos científicos têm demonstrado que fumar com moderação —” Oh, então tá-se bem! Soa familiar? Hoje, a indústria alimentar usa as mesmas táticas da indústria do tabaco, fornecendo informações erradas, torcendo a ciência. Os mesmos cientistas de aluguer pagos para subestimarem os riscos do fumo de segunda mão e dos produtos químicos tóxicos são os mesmos pagos pela Associação Nacional de Pasteleiros para subestimarem os riscos dos doces, e os mesmos pagos pela indústria da carne para subestimarem os riscos da carne. O consumo de produtos de origem animal e alimentos processados causa pelo menos 14 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano. 14 milhões de pessoas mortas. As dietas à base de plantas podem agora ser consideradas tipo o equivalente nutricional de parar de fumar. Quantas pessoas mais têm que morrer, porém, antes que o CDC diga: “ah, não espere pela cirurgia de coração aberto para começar a comer saudável” também? Até que o sistema mude, precisamos de assumir responsabilidade pessoal pela nossa própria saúde, pela saúde da nossa família. Não podemos esperar até que a sociedade se atualize com a ciência porque é uma questão de vida ou morte. No ano passado, o Dr. Kim Williams foi feito presidente do Colégio Americano de Cardiologia. Perguntaram-lhe porque é que ele segue o seu próprio conselho, que dá aos pacientes, para comerem uma dieta à base de plantas. “Eu não me importo de morrer,” o Dr. Williams respondeu. “Apenas não quero que seja por minha própria culpa. Muito obrigado. [Sessão de comentários e questões segue-se depois dos aplausos.] Muito obrigado. Se quiserem partilhar a apresentação que dei, é na realidade uma combinação — é uma espécie de o melhor das minhas últimas quatro apresentações anuais em DVD sobre A Principal Causa de Morte, a Principal Causa de Incapacidade, As Doenças Mais Comuns, As Doenças Mais Temidas. Temos todos esses DVDs aqui, assim como, penso eu, o meu mais recente DVD. Cheguei ao Volume 30, ou algo assim, até agora. Todos os rendimentos da venda de todos os meus livros, DVDs, e palestras, vai tudo para a caridade. E estou tão excitado, pela primeira vez aqui em McDougall, para realmente ter o meu livro aqui, “Como Não Morrer.” [aplausos] Lembram-se em Setembro eu estava como que, “Em três meses sai o meu novo livro”, e agora, finalmente, estou tão excitado por estar aqui. E claro, todo o meu trabalho está disponível gratuitamente em NutritionFacts.org. Sim? [P1] – Michael, você é o mestre. [P2] – Obrigado Dr. Greger. Foi uma apresentação maravilhosa. Tenho uma pergunta para si já que é o mestre de leitura de estudos, da sua dissiminação ao público em geral. Você está ciente… Eu sei que citou a pesquisa quanto ao impacto sobre o cancro de uma dieta à base de plantas, o estudo do Dr. Dean Ornish sobre o cancro da próstata saído da UCSF. Você está a par de quaisquer outros ensaios clínicos humanos que estejam a acontecer agora que possamos esperar ver alguns resultados que realmente mostrem o impacto de uma dieta à base de plantas no tratamento de cancro, em oposição a prevenção do cancro? [MG] – Professor Campbell, não seria um estudo espantoso de se fazer? [P2] – Sim! [MG] – Boa. Os únicos estudos que temos… portanto, existem alguns estudos sobre alimentos individuais, mas em termos de uma dieta à base de plantas, não. Apenas temos o estudo de Ornish até que tenhamos estudos futuros a sair, espero que em breve. Mas atualmente temos, por exemplo, vocês sabem, Tenho vídeos sobre o efeito de morangos, por exemplo, sobre a progressão do cancro de esófago, onde simplesmente pegaram em pessoas com estas lesões pré-cancerígenas no seu esófago e deram-lhes basicamente acho que meio litro de morangos por dia durante um mês. Isso são montes de morangos, mas eram apenas morangos. E descobriram que, na maioria dos pacientes creio que 80% dos pacientes, as lesões melhoraram, e creio que em metade dos pacientes elas desapareceram completamente, como que foram embora. E então fizeram biópsias e viram todas as mudanças genéticas que ocorreram, você sabe, genes oncológicos a descerem, genes supressores de tumor a subirem. E tem havido estudos semelhantes em framboesas pretas pintadas sobre lesões de cancro bucal, e darem supositórios de framboesa preta para lesões de cancro retal. Sim, não tentem fazer isso em casa, pessoal. [gargalhadas] E os estudos sobre as sementes de linhaça, e os estudos sobre a soja para pacientes com cancro de mama, e coisas assim, onde tem havido alimentos individuais. Mas quando se diz: espera aí; e se a sua dieta inteira estivesse cheia de alimentos vegetais? E tudo aquilo que temos para apontar, quero dizer em termos de estudos clínicos, é a obra de referência do Dr. Dean Ornish, para além de todo o tipo de trabalho ex-vivo como vimos com os pacientes com cancro da mama onde, sim, estamos a usar o que acontece no corpo depois de comer saudável por duas semanas em termos do que acontece à capacidade da corrente sanguínea para suprimir o crescimento do cancro. Mas isso é diferente de se pegar em pessoas com cancro, alterar as suas dietas e realmente ver o que acontece. Você diz, bem, espere um segundo. Por que é que ninguém ainda fez esse estudo? O grande negócio dos brócolos não chega a ter o mesmo tipo de orçamento de pesquisa, receio, que a grande indústria farmacêutica. Mas… você não — quero dizer, eu certamente iria doar para ter esse tipo de estudo feito. Você não seria tipo, “Quero ver o que o estudo feito.” E por isso, se, por exemplo, o Dr. Campbell montar uma tal proposta de pesquisa e tiver algumas instituições de pesquisa envolvidas, e disser vamos pegar em pacientes com cancro, vamos colocá-los numa dieta à base de plantas e ver o que acontece, e lançar tipo uma espécie de programa Kickstarter — Eu disse-lhe, vamos angariar dinheiro para ele num flash. Vou promovê-lo no site. Vamos fazê-lo chegar lá fora, e acho que vai ser exequível. Portanto, esperemos que no próximo ano iremos voltar com algumas boas notícias, certo? [JM] – Mike, perdoe-me por esta interjeição neste tema, mas algo muito profundo aconteceu a 13 de Fevereiro de 2015, e isso foi [quando] a American Cancer Society recomendou que as pessoas com cancro sigam uma dieta nessa direção porque melhora a sobrevivência. E há vários estudos que têm sido feitos que mostram que as pessoas com cancro da mama, cancro de próstata, cancro do cólon, até mesmo melanoma, quando comem uma dieta mais saudável, vivem mais tempo. Então, a American Cancer Society saiu e apoiou o tratamento do cancro com dieta. Se você tiver cancro, devia seguir este tipo de dieta, e até à data, o que é muitas vezes referido, em Fevereiro, e então levaram-me à mesma conclusão. Parte do tratamento fundamental de todos os pacientes com cancro devia ser uma dieta à base de alimentos vegetais. Portanto, há um monte de informações a encontrar por aí sobre isso. [MG] – Portanto, tem certamente havido estudos mostrando que, por exemplo, mulheres que comem mais gordura saturada após o diagnóstico de cancro da mama vivem significativamente menos e têm maior recorrência. E assim, absolutamente, muito mais consumo de alimentos vegetais. Mas em termos de realmente se randomizar pessoas para dietas à base de plantas, infelizmente, não há o suficiente desses estudos, mas espero que isso vá mudar. [P4] – Perguntava-me se existe alguma correlação entre uma boa dieta ou uma má dieta e substituições de articulações, porque toda a gente parece estar a fazê-las. [MG] – Sim, bem, existe – quero dizer, provavelmente a razão número um; quando se está a falar de substituições de joelhos, porque é que os joelhos das pessoas desgastam, é porque estão a carregar 90 quilos, não nas costas, mas na cintura. Quero dizer, essa é tipo a causa primária onde temos essa osteoartrite nos joelhos. Os nossos joelhos ficam moídos e têm que ser substituídos. E assim, a dieta tem alguma coisa a ver com a obesidade? Se você acha que poderá haver algum mecanismo possível aí, então absolutamente — são tipo as nossas cirurgias de substituição mais comuns. Mas não é como se se pudesse tipo, “Oh, tenho que ter os joelhos substituídos na próxima semana. OK, bem, vamos fazer alguma reversão na dieta.” Não, tem que ser iniciado décadas antes para que se possa evitar esse tipo de resposta nas articulações. [P5] – Muito obrigado por esta conversa. Sou um educador em nutrição e a minha pergunta é se existem quaisquer estudos realizados onde as pessoas fazem alterações mais drásticas se lhes dizem a verdade quanto a comer uma dieta à base de plantas versus quando lhes é dito, você sabe, faça algumas mudanças, coma mais alimentos de origem vegetal, enquanto ainda se está a comer alimentos de origem animal? Tipo, qual grupo de pessoas faz mais mudanças nas suas dietas de longo prazo? Tipo, como educador, deveria eu ensinar os programas PCM ou devo trabalhar para a saúde pública e ensinar algumas classes mas onde não vou totalmente fora e dizer, “Comecem numa dieta à base de plantas, porque pode curá-lo de diabetes”? [MG] – Na verdade há um estudo; há uma rica psicologia da literatura sobre mudança de comportamento, e resultou que quanto mais você pede, mais você recebe. E então acho que os médicos estão tipo, “Bem, vou assustar as pessoas se lhes disser a verdade, então vou tipo: coma uma maçã de vez em quando”. Mas ao que parece, não, quero dizer, é como que o velho ditado, você sabe, você atira para as estrelas e acaba na lua ou algo parecido. — acho que é ao contrário, mas não faz sentido astronomicamente, e por isso tenho de virar a coisa. — Agora, isso não significa que o seu paciente irá sempre segui-la, mas você diz, olhe, nós não dizemos aos nossos pacientes: reduza para um maço por dia. Nós dizemos-lhes para deixar. Quero dizer, fumar meio maço por dia é melhor do que dois maços por dia? Provavelmente. Mas não, não é bom para si. Idealmente, devíamos colocar apenas as coisas saudáveis nas nossas bocas, e é isso que devemos dizer aos nossos pacientes. E assim, quando dizemos aos pacientes “este é o ideal”… Como no meu livro, é engraçado, de entre todo o tipo de ideias radicais no meu livro recebo toda esta resistência quanto à minha recomendação de exercício. Simplesmente revi a ciência quanto ao que é o melhor — e então recomendo 90 minutos de exercício por dia, como caminhar. E as pessoas são tipo, “90 minutos por dia?” E eu vou tipo, “Bem, olhe. A ciência mostra…” “Então, espera aí. Então porque é que o governo só recomenda 22 minutos por dia?” Porque eles estão a tentar torná-la palatável; estão a tentar torná-lo factível. Eles não querem assustar as pessoas; em vez de dizerem às pessoas a verdade… Mas se se olhar para a ciência, é muito clara: 30 minutos é melhor do que 22 minutos; 45 minutos é melhor do que 60 minutos, e depois 90 é melhor do que 60. E depois não há nenhum estudo em que alguém tenha exercitado mais de 90 minutos, então, nem sequer temos estudos para além disso. Portanto, o melhor balanço disponível da evidência é simplesmente 90 minutos é melhor. OK, então é isso que — olhe, isso não significa que tenha que o fazer todos os dias, mas apenas devia saber que isso é tipo o… E assim, tudo o que possamos fazer nessa direção é… E a mesma coisa com a dieta. Devíamos dizer às pessoas que esta é a dieta ideal. “Esta é a dieta que irá realmente reverter a doença. E depois, olhe, depois cabe a você. Você é adulto. Quer fumar cigarros? É o seu corpo; é a sua escolha, mas devia saber as consequências previsíveis das suas ações.” Como médicos, esse é o nosso papel: o consentimento informado. [P5] – Vou atirar para as estrelas. [MG] – Boa! – Sabe, Michael, sem dúvida, todos na plateia irão concordar comigo, que poderíamos apenas ficar sentados aqui a ouvi-lo durante toda a tarde. Mas chegou o momento, e Michael, você irá lá para fora porque eu sei que vai ter uma grande multidão, e nós estaremos de volta em seis minutos. Obrigado. 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