Como Não Morrer de Cancro

Que acontece quando se coloca o cancro numa dieta à base de plantas?

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Já descobriu o livro Como Não Morrer, de Michael Greger?

Notas do Dr. Michael Greger

Consegue imaginar o quão esmagador o NutritionFacts.org poderá ser para alguém novo para o site. Com vídeos em mais de 2000 tópicos de saúde,por onde começar? Imagine alguém a tropeçar no site quando o novo vídeo do dia é sobre alguma especiaria pode ser eficaz no tratamento de uma forma particular de artrite. Seria fácil perder a floresta pelas árvores. Foi por isso que criei esta nova série de vídeos de revisão geral, os quais são basicamente tirados diretamente da minha apresentação ao vivo de 2016 com uma hora de duração Como Não Morrer: Prevenindo, Travando e Revertendo as Nossas 15 Principais Causas de Morte (Legendado em Português).

Se perdeu Como Não Morrer de Doença Cardíaca (Legendado em Português), veja e fique atento a:

Se este vídeo lhe inspirou para aprender mais sobre o papel que a dieta pode desempenhar na prevenção e tratamento do cancro, vejam alguns destes outros vídeos populares no mesmo tópico:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original How Not to Die from Cancer e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

Ornish D, Weidner G, Fair WR, et al. Intensive lifestyle changes may affect the progression of prostate cancer. J Urol. 2005;174(3):1065-9.

Barnard RJ, Gonzalez JH, Liva ME, Ngo TH. Effects of a low-fat, high-fiber diet and exercise program on breast cancer risk factors in vivo and tumor cell growth and apoptosis in vitro. Nutr Cancer. 2006;55(1):28-34.

Barnard RJ, Ngo TH, Leung PS, Aronson WJ, Golding LA. A low-fat diet and/or strenuous exercise alters the IGF axis in vivo and reduces prostate tumor cell growth in vitro. Prostate. 2003;56(3):201-6.

Guevara-Aguirre J, Balasubramanian P, Guevara-Aguirre M, Wei M, Madia F, Cheng CW, Hwang D, Martin-Montalvo A, Saavedra J, Ingles S, de Cabo R, Cohen P, Longo VD. Growth hormone receptor deficiency is associated with a major reduction in pro-aging signaling, cancer, and diabetes in humans. Sci Transl Med. 2011 Feb 16;3(70):70ra13.

Key TJ, Appleby PN, Spencer EA, Travis RC, Roddam AW, Allen NE. Cancer incidence in vegetarians: results from the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC-Oxford). Am J Clin Nutr. 2009 May;89(5):1620S-1626S.

Levine ME, Suarez JA, Brandhorst S, Balasubramanian P, Cheng CW, Madia F, Fontana L, Mirisola MG, Guevara-Aguirre J, Wan J, Passarino G, Kennedy BK, Wei M, Cohen P, Crimmins EM, Longo VD. Low protein intake is associated with a major reduction in IGF-1, cancer, and overall mortality in the 65 and younger but not older population. Cell Metab. 2014 Mar 4;19(3):407-17.

University of Southern California. (n.d.). Retrieved August 22, 2016, from http://pressroom.usc.edu/meat-and-cheese-may-be-as-bad-for-you-as-smoking/

Sample, I. (2014). Diets high in meat, eggs and dairy could be as harmful to health as smoking. Retrieved August 22, 2016, from https://www.theguardian.com/science/2014/mar/04/animal-protein-diets-smoking-meat-eggs-dairy

Second-Hand Tobacco Smoke in Perspective [Advertisement]. (n.d.).

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Como Não Morrer de Câncer

Depois que o Dr. Dean Ornish conquistou o assassino # 1, ele mudou-se para o assassino # 2. Que acontece se se colocar o câncer numa dieta à base de plantas? Ornish e os seus colegas descobriram que a progressão do câncer de próstata poderia ser revertida com uma dieta à base de plantas e outros comportamentos de estilo de vida saudáveis. E não admira. Se se pingar o sangue daqueles que comem a dieta americana padrão em células cancerosas que crescem numa placa de Petri, o crescimento do câncer é cortado em cerca de 9%. Mas coloca-se as pessoas numa dieta à base de plantas por um ano, porém, e o seu sangue pode fazer isto. O sangue que circula dentro dos corpos daqueles que comem à base de plantas tinha quase oito vezes o poder de travar o crescimento de células cancerosas.
Agora, isto foi para câncer de próstata, o principal câncer assassino específico para os homens. Nas mulheres, é o câncer da mama, o câncer assassino # 1 das mulheres jovens. Então, os pesquisadores quiseram repetir o estudo com mulheres, usando células de câncer de mama desta vez. Mas eles não queriam esperar um ano inteiro para obter os resultados. As mulheres estão a morrer agora. Então calcularam, vamos ver o que uma dieta à base de plantas poderia fazer após apenas duas semanas contra três tipos diferentes de câncer de mama humano. O crescimento do câncer começou a 100%, e a seguir caiu após comerem uma dieta à base de plantas durante 14 dias. Aqui está a imagem do antes. Uma camada de células de câncer da mama é colocada numa placa de Petri, e, em seguida, o sangue de mulheres que comem a dieta americana padrão é gotejado sobre elas, e como se pode ver, mesmo o sangue de mulheres que comem dietas muito pobres tem alguma capacidade para degradar o câncer. Mas após apenas duas semanas de alimentação saudável, tirou-se sangue dessas mesmas mulheres — de modo que agiram como os seus próprios controles, as mesmas mulheres, duas semanas depois, o seu sangue foi goteado numa nova camada de células de câncer de mama, e isto foi tudo o que restou. Apenas ficaram algumas células cancerosas individuais. Os seus corpos limpos! Antes… e depois, apenas duas semanas a comerem saudável. A sua corrente sanguínea tornou-se muito mais hostil ao câncer.
Retardar o crescimento de células cancerosas é bom, ver-se livre delas é ainda melhor. A isso chama-se apoptose, morte celular programada. Após terem comido saudável, os seus próprios corpos foram capazes de, de alguma forma, reprogramar as células cancerosas, forçando-as a uma aposentadoria precoce. Isto é o que é chamado de “TUNEL Imaging,” medir a fragmentação do ADN, a morte celular. Então, células cancerosas a morrer aparecem como pequenas manchas brancas. E então, novamente, isto é o antes, aquilo que o sangue da mulher média pode fazer às células de câncer da mama. Ela pode eliminar algumas. Podemos ver uma célula cancerosa a morrer, lá, na esquerda em cima. Mas após 14 dias de viverem saudável à base de plantas, o seu sangue pode fazer isto. É como se você fosse uma pessoa totalmente diferente dentro! O mesmo sangue, agora a percorrer os corpos destas mulheres, ganhou o poder de desacelerar e parar significativamente o crescimento do câncer de mama após apenas duas semanas a comerem uma dieta à base de plantas. Que tipo de sangue queremos no nosso corpo? Que tipo de sistema imunológico? Queremos um sangue que apenas tipo rebola quando novas células cancerosas aparecem, ou queremos sangue a circular para cada canto e recanto do nosso corpo com o poder de as abrandar e deter?
Agora, este reforço dramático das defesas contra o câncer foi após 14 dias de uma dieta à base de plantas e exercício. Eles tinham essas mulheres a caminharem 30 a 60 minutos por dia. Bem, se você fizer duas coisas, como sabe qual o papel que a dieta teve? Então pesquisadores de Harvard decidiram pô-lo à prova. Esta é a medição da eliminação de células de câncer como vimos antes, o efeito do sangue colhido daqueles que comeram uma dieta à base de plantas (neste caso, numa média de 14 anos) juntamente com exercício ligeiro — tipo caminhar todos os dias. Dieta à base de plantas e caminhar – este é o tipo de eliminação de células cancerosas que se obtém. Comparem isso com o poder de travar o câncer da sedentária americana média, que é basicamente inexistente. Este grupo do meio, no entanto, em vez de 14 anos numa dieta à base de plantas, teve 14 anos de uma dieta padrão americana — mas… 14 anos de exercício diário extenuante, de uma hora, como calisténicos. Os pesquisadores queriam saber se quando se exercita duro o suficiente, e por tempo suficiente, se se consegue rivalizar alguns herbívoros ambulantes naquele campo? E a resposta é, o exercício ajudou, sem dúvida. Mas literalmente 5.000 horas no ginásio: não teve comparação a uma dieta à base de plantas. A mesma imagem TUNEL de antes — mesmo que você seja uma batata de sofá a comer batatas fritas, o seu corpo não está totalmente indefeso. A sua corrente sanguínea pode matar algumas células cancerosas. Mas exercite-se 5.000 horas e pode matar células cancerosas à esquerda e à direita. Mas nada parece chutar mais a bunda de um câncer do que uma dieta à base de plantas.
Pensamos que seja por causa das proteínas animais — carne, clara de ovo e laticínios — aumentarem o nível de IGF-1 nos órgãos. O fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 é um hormônio de promoção do crescimento do câncer envolvido na aquisição e progressão de tumores malignos. Aqui está o experimento que realmente pregou o IGF-1 como o vilão. O mesmo que da última vez — começa-se numa dieta à base de plantas, o crescimento de células de câncer cai, e a morte de células do câncer dispara… Mas aqui está o interessante: e se se adicionasse de volta para o câncer a quantidade exata de IGF-1 que foi banida do corpo por ter começado a comer mais saudável? Efetivamente elimina o efeito “dieta e exercício”. É como se nunca tivesse começado numa alimentação saudável de todo. Portanto, a razão de um dos maiores estudos prospectivos sobre dieta e câncer ter descoberto que a incidência de todos os cancros combinados foi menor entre aqueles que comiam mais à base de plantas, poderá ser por eles comerem menos proteína animal, menos carne, clara de ovo e proteínas lácteas, e assim acabam com menos IGF-1, o que significa menos crescimento do câncer. Quanto menos câncer? Homens e mulheres de meia idade com um elevado consumo de proteína tinham um aumento de 75% na mortalidade geral e um aumento em 4 vezes no risco de morrer especificamente de câncer — mas não todas as proteínas, especificamente a proteína animal, o que faz sentido, dado os níveis mais elevados de IGF-1.
A instituição académica enviou um comunicado de imprensa com uma linha de abertura memorável, “Essa asa de galinha que você está a comer pode ser tão mortal quanto um cigarro,” explicando que a ingestão de uma dieta rica em proteínas animais durante a meia idade torna-lhe quatro vezes mais provável de morrer de câncer — um fator de risco de mortalidade comparável a fumar cigarros. Qual foi a resposta à revelação de que dietas ricas em carne, ovos e laticínios podem ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar? Bem, um cientista de nutrição respondeu que era potencialmente perigoso comparar os efeitos do tabagismo com os efeitos da carne e produtos lácteos. Porquê? Porque um fumador poderá pensar: “Porquê preocupar-me em parar de fumar se a minha sanduíche de presunto e queijo é igualmente má para mim? ” (Então é melhor não contar a ninguém sobre toda esta coisa da proteína animal). Faz-me lembrar um famoso anúncio de cigarros da Philip Morris que tentou minimizar os riscos, dizendo: “Ei, você acha que o fumo passivo é mau (aumentando o risco de câncer de pulmão 19%). Bem, olhem, beber um ou dois copos de leite todos os dias pode ser três vezes tão ruim (62% maior risco de câncer de pulmão). Ou duplicar o risco ao cozinhar frequentemente com óleo, ou triplicar o risco de doença cardíaca ao comer não-vegetariano, ou multiplicar o risco seis vezes por comer muita carne e laticínios “. “Então”, concluem, “vamos manter alguma perspectiva aqui! O risco de câncer do pulmão por fumo passivo pode ser bem inferior ao de outras atividades diárias”. Logo, respirem fundo. Isso é como dizer, “Não se preocupe em ser apunhalado, porque levar um tiro é muito pior.” Ãh, e que tal nenhum dos dois? Dois riscos não fazem um certo. Claro, sabem que a Phillip Morris parou de empurrar os laticínios para debaixo do autocarro assim que compraram a Kraft foods. Estou apenas a dizer . . . Nutrição em Factos o mais recente em pesquisa de nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Videografismo cortesia de Grant Peacock via Pixabay.
Crédito de Imagem: Andrea Ivins

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