Como é que as Plantas Podem Proteger Contra Diabetes?

As propriedades protetoras dos alimentos integrais à base de plantas contra a diabetes inclui antioxidantes, lipotrópicos, fibra, e a habilidade de suprimir as bactérias produtoras de estrogénios no nosso intestino.

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Notas do Dr. Michael Greger

Os alimentos vegetais poderão também proteger contra a diabetes ao substituirem os alimentos animais. Vejam o meu último vídeo: Porque é que a Carne é um Fator de Risco de Diabetes? (Legendado em Português)

Então, e se a tua dieta estivesse completamente cheia de alimentos de origem vegetal? Vejam Dietas Baseadas em Plantas e Diabetes. Algumas plantas podem ser particularmente protetoras:

Infelizmente, a canela caiu em desfavor (Atualização em Canela para Controlo do Açúcar no Sangue).

Aqui está a minha série sobre a ciência por detrás de diabetes tipo 2:

Para mais quanto é conexão com estrogénios, vejam Aliviando-se a Si Próprio do Excesso de Estrogénio e Cancro da Mama e Obstipação.

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do vídeo original e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

H Kahleova, M Matoulek, H Malinska, O Oliyarnik, L Kazdova, T Neskudla, A Skoch, M Hajek, M Hil, M Kahle, T Pelikanova. Vegetarian diet improves insulin resistance and oxidative stress markers more than conventional diet in subjects with Type 2 diabetes. Diabet Med. 2011 May;28(5):549-59.

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Como é que as Plantas Podem Proteger Contra Diabetes?

Porque é que o consumo de carne é um fator de risco para a diabetes? Porque parece haver uma redução gradual nas taxas de diabetes quando o consumo de carne diminui? Ao invés de algo que estejam a evitar na carne, talvez seja algo que as pessoas estejam a receber das plantas. Os radicais livres poderão ser um gatilho importante para resistência à insulina, logo, os antioxidantes em alimentos de origem vegetal podem ajudar. Coloca-se as pessoas numa dieta baseada em plantas e as suas enzimas antioxidantes disparam, logo, as plantas não só fornecem antioxidantes como impulsionam as nossas próprias defesas antioxidantes endógenas, enquanto que numa dieta convencional para diabéticos elas agravam-se. Existem fitonutrientes em alimentos vegetais que poderão ajudar a diminuir a prevalência de doenças crónicas ao atuarem como antioxidantes, agentes anti-cancro, e ao baixarem o colesterol e o açúcar no sangue. Alguns, estamos agora a teorizar, poderão até ser lipotrópicos, o que significa terem a capacidade de acelerar a remoção de gordura dos nossos órgãos, como o fígado, contrariando assim a cascata inflamatória que se acredita ser iniciada diretamente por alimentos que contém gordura saturada. A gordura na corrente sanguínea, devido à gordura que usamos ou à gordura que comemos, não só causa resistência à insulina, como produz uma inflamação de baixo grau que pode contribuir para a doença cardíaca e doença do fígado gorduroso não-alcoólica. A fibra poderá também diminuir a resistência à insulina. Uma das maneiras que o poderá fazer é ao ajudar a livrar o corpo do excesso de estrogénio. Existem fortes evidências de um papel direto dos estrogénios na causa da diabetes, e tem sido demonstrado que certas bactérias intestinais podem produzir estrogénios no nosso cólon. Dietas com alto teor de gordura e pobres em fibra parecem estimular a atividade metabólica destas bactérias intestinais produtoras de estrogénio. Isto é um problema também para os homens. A obesidade está associada com níveis baixos de testosterona e aumentos acentuados de estrogénios, produzidos não apenas por células de gordura mas por algumas das bactérias no nosso intestino As nossas bactérias intestinais podem produzir estes chamados diabetogénicos, compostos causadores de diabetes, a partir das gorduras que comemos. Ao comer muita fibra, porém, podemos descarregar este excesso de estrogénio para fora de nossos corpos. As mulheres vegetarianas, por exemplo, excretam duas a três vezes mais estrogénios nas suas fezes do que as mulheres onívoras, o que poderá ser a razão das mulheres onívoras terem tido níveis 50% mais elevados de estrogénio no sangue. Estas diferenças no metabolismo do estrogénio podem ajudar a explicar a menor incidência de diabetes naqueles que comem dietas mais à base de plantas, bem como a menor incidência de cancro da mama em mulheres vegetarianas, as quais se livram de duas vezes mais estrogénio porque se livram de duas vezes mais resíduos diários em geral. De qualquer forma, o consumo de carne está consistentemente associado com o risco de diabetes. Os hábitos alimentares são facilmente modificáveis MAS … indivíduos e médicos irão considerar as mudanças na dieta apenas se eles estiverem cientes dos potenciais benefícios em fazê-lo. A identificação do consumo de carne como um fator de risco para diabetes fornece orientações úteis que podem estabelecer o contexto para as mudanças comportamentais benéficas. O consumo de carne é algo sobre o qual os médicos podem facilmente perguntar. E uma vez identificado, os indivíduos em risco pode então ser encorajados a familiarizarem-se com as opções sem carne. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Créditos de imagem: michel bish via Flickr.

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