Como Contrariar a Inflamação do Envelhecimento

Que podemos comer para combater a “inflamm-aging”, a inflamação crónica de baixo grau que acompanha o processo de envelhecimento?

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Notas do Dr. Michael Greger

Se o ácido araquidônico vos soa familiar, poderá ser por se lembrarem de vídeos como Frango, Ovos e Inflamação ou Dietas Baseadas em Plantas para a Melhoria do Humor e Produtividade.

Mais sobre o combate à inflamação em:

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Fontes citadas

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Como Combater a Inflamação do Envelhecimento

Uma das consequências mais reconhecidas do envelhecimento é o declínio da função imune, ilustrada pela vulnerabilidade de se morrer de resfriado, baixa resposta a vacinações. Mas cerca de 20 anos atrás um estudo foi publicado, mostrando que as células imunes de pessoas de 80 anos produzem significativamente mais impulsos pró-inflamatórios, sugerindo o pior dos dois mundos: um declínio na parte do sistema imune que combate infecções específicas, mas um aumento em respostas excessivas não-específicas que podem gerar inflamação. Desde então, isso foi formalizado num conceito chamado “inflamm-ageing” (inflamação + envelhecimento), uma inflamação crônica de baixa intensidade que conhecemos agora como típica do envelhecimento, a qual pode ser responsável pelo declínio e estabelecimento de doenças em idosos. Então, que podemos fazer sobre isso? “Inflammaging” parece ser uma consequência importante de ficar mais velho. Poderá ser prevenido ou curado? O segredo para um bem sucedido envelhecimento e longevidade talvez seja diminuir a inflamação crônica sem prejudicar a resposta aguda em casos de exposição a patógenos. Como podemos fazer isso? Com nutrição. O que comemos talvez seja a ferramenta mais poderosa e maleável que temos para conseguir uma modulação crónica e sistémica do processo de envelhecimento. No primeiro estudo sistemático publicado sobre a associação entre padrões dietéticos e marcadores biológicos de inflamação, os padrões dietéticos associados com inflamação foram quase todos baseados em carnes ou nos chamados padrões de dieta “ocidentais”, enquanto que os padrões baseados em vegetais e frutas, ou “saudáveis”, tenderam a ser inversamente associados, o que significa: mais plantas, menos inflamação. A razão pela qual carne é associada com inflamação talvez seja por causa tanto da proteína animal quanto da gordura animal. No primeiro estudo interventivo que avaliou separadamente os efeitos de proteínas vegetal e animal na condição inflamatória relacionada com obesidade e a síndrome metabólica quando você está tentando perder peso, o que eles descobriram foi que um maior consumo de proteína de origem animal — especificamente carne — está associado a maiores taxas de marcadores inflamatórios no plasma de adultos obesos. A razão pela qual a obesidade está associada a aumento no risco de diversos cânceres, poderá ser a inflamação causada pela obesidade. Inflamação gerada por obesidade pode estimular biosíntese de estrogênio mediada por prostaglandinas nos tecidos dos seios. Isso significa que a inflamação pode ativar a enzima que permite a tumores nos seios produzirem seu próprio estrogênio, por meio deste composto inflamatório chamado prostaglandina. Se você medir a taxa de prostaglandinas na urina de mulheres, ela se correlaciona com risco de câncer de mama. E como você consegue altas taxas desse composto inflamatório? Fumando, uma dieta com muita gordura saturada e obesidade. Por que comer gordura saturada gera produção de prostaglandina? Porque as prostaglandinas são feitas a partir de ácido araquidônico, e o ácido araquidônico é um dos principais ingredientes em gorduras animais. Então, as gorduras animais contêm ácido araquidônico; ácido araquidônico é o que nosso corpo usa para produzir compostos inflamatórios como prostaglandinas, e pode então passar a estimular o crescimento de câncer de mama, e talvez também desempenhe um papel em câncer no cólon, câncer nos pulmões, e também câncer na cabeça e no pescoço, enquanto que os alimentos integrais à base de plantas têm efeitos anti-inflamatórios, apesar de algumas plantas serem melhores que outras. As pessoas que comeram cinco porções diárias de frutas e vegetais com altas taxas de antioxidantes, como frutas vermelhas e folhas verdes, tiveram um impacto significativamente melhor na redução de inflamação sistêmica e mau funcionamento do fígado, comparado com cinco porções por dia de frutas e legumes mais comuns com menos antioxidantes, como bananas e alface. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET
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Imagens graças a Sara Fasullo, via Flickr.

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