Chocolate Causa Ganho de Peso?

O grande negócio dos doces financia estudos a mostrarem que aqueles que comem chocolate pesam menos que aqueles que não comem, mas o que é que a ciência mostra?

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Notas do Dr. Michael Greger

Tem que se ter sempre cuidado com O Viés da Pesquisa Financiada pela Indústria Alimentar.

Melhor que chocolate negro seria cacau em pó, o qual contém os fitonutrientes sem a gordura saturada. Mais sobre cacau e chocolate em:

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Fontes citadas

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Chocolate Causa Ganho de Peso?

Botanicamente falando, as sementes são pequenas plantas embrionárias, toda a planta enfiada dentro de uma minúscula semente, rodeada por uma camada externa cheia de vitaminas, minerais e fitoquímicos para proteger o DNA da planta de radicais livres. Não admira que sejam tão saudáveis. E por sementes, utilizando a definição formal, estamos a falar de todos os grãos integrais; grãos são sementes, pode-se plantá-los e eles crescem. As nozes são simplesmente frutos secos, com uma ou duas sementes. Leguminosas, feijões, ervilhas e lentilhas, são todos sementes também, bem como grãos de cacau e de café. Logo, encontrar efeitos de promoção da saúde em algo como cacau ou café não devia ser tão surpreendente. Existe evidência substancial de que o aumento do consumo de todas essas plantinhas está associado a menor risco de doença cardiovascular. E claro, grande parte da pesquisa em chocolate é apenas sobre como fazer os consumidores comerem mais. Enquanto que não pareceu importar o tipo de música que as pessoas estavam a ouvir quanto à intensidade de sabor, o prazer, ou a textura de um pimento, as pessoas gostavam mais de chocolate, quando a ouvir jazz do que música clássica, rock, ou hip hop. Por que é isso importante? Para que as indústrias de alimentos possam integrar estímulos musicais específicos a fim de maximizarem os lucros. Por exemplo, empresas de chocolate podem incorporar os seus produtos de chocolate com música de fundo tipo jazz para aumentarem a aceitação pelos consumidores. Eles citam um estudo anterior que demonstrou que as pessoas avaliaram o consumo de ostras mais agradável na presença do “som do mar” do que na presença dos “sons da fazenda.” Pensaria-se que o chocolate se venderia por si só, dado que é considerado o alimento mais comummente ansiado do mundo. Não existe certamente o mesmo grau de interesse entre os pacientes quanto a se as Couves de Bruxelas podem ou não proporcionar uma proteção cardiovascular semelhante. Portanto, é compreensível a esperança de que o chocolate proporcione benefícios à saúde. Enquanto isso, apesar dos seus benefícios conhecidos, a Couve de Bruxelas, apodrece, não amada, e por consumir. Uma das potenciais desvantagens do chocolate é o ganho de peso. Apesar do cacau quase não ter calorias, o chocolate é um dos alimentos mais densos em calorias. Aqui estão 100 calorias de chocolate, em comparação com 100 calorias de morangos, por exemplo. Há alguns anos atrás, um estudo financiado pela Associação Nacional dos Pasteleiros, que, entre outras coisas, gere o website voteforcandy.com [votem no doce], reportou que os americanos que comem chocolate pesam em média, quatro libras menos do que aqueles que não comem. Mas talvez os comedores de chocolate se exercitem mais, ou comam mais frutas e vegetais, eles não controlaram nada disso. Os resultados de um estudo mais recente, contudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine, eram menos fáceis de rejeitar. Sem vínculos aparentes ao grande negócio do chocolate, reportando que de entre mil homens e mulheres que estudaram em San Diego, os que consumiram chocolate mais frequentemente, tinham um índice de massa corporal mais baixo, pesavam menos, do que aqueles que consumiram chocolate com menos frequência, mesmo após o ajuste quanto à atividade física e qualidade da dieta. Foi um estudo transversal, ou seja, um instantâneo no tempo, logo não se pode provar causa e efeito. Talvez não comer chocolate leve a ser-se mais gordo, ou talvez ser-se mais gordo leve a não comer chocolate. Talvez as pessoas que têm sobrepeso estejam a tentar reduzir nos doces. O que precisamos é de um estudo no qual as pessoas sejam seguidas ao longo do tempo, mas não houve um estudo prospectivo assim… até agora. Mais de 10.000 pessoas seguidas durante seis anos, e um hábito de chocolate foi associado com GANHO de peso a longo prazo, num modo dose-resposta, ou seja, o maior aumento de peso ao longo do tempo foi observado naqueles com a maior frequência de ingestão de chocolate. Parece que a razão desses estudos transversais terem encontrado o oposto é que os indivíduos diagnosticados com doenças relacionadas com a obesidade tendiam a reduzir a sua ingestão de coisas como chocolate, numa tentativa de melhorarem o seu prognóstico, explicando porque as pessoas mais pesadas poderão, em média, comer menos chocolate. E em seguida, o tipo mais forte de evidência, um estudo intervencionista, onde se divide as pessoas em dois grupos, muda-se as dietas a metade e, realmente, acrescentar quatro quadrados de chocolate às dietas diárias das pessoas parece mesmo acrescentar-lhes alguns kilos. Então, … o que vamos dizer aos nossos pacientes? Por muitos produtos do cacau serem ricos em açúcar e gordura saturada, os médicos de família deviam abster-se de recomendarem cacau. Isso seria um pouco condescendente, porém. Quero dizer, pode-se obter os benefícios do chocolate sem qualquer açúcar ou gordura ao, por exemplo, adicionar cacau em pó a um smoothie, mas muito frequentemente os médicos pensam que os pacientes não conseguem lidar com a verdade. Uma situação específica, se os seus pacientes perguntarem, pergunte-lhes que tipo de chocolate preferem. Se eles respondem chocolate de leite, então o melhor é responder que não é bom para eles. Se eles disserem chocolate negro, porém, então você pode tratá-los como se eles realmente tivessem um cérebro e expor a evidência. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Todas as publicações / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagem graças a Evan-Amos via Wikimedia Commons, e Ajalfaro.

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