Café e Mortalidade

Que efeito tem o consumo de chá e café na longevidade, risco de cancro, doença de refluxo gastroesofágico, fraturas ósseas, glaucoma, qualidade do sono, e fibrilação atrial (ritmo cardíaco irregular)?

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Notas do Dr. Michael Greger

Revi vários aspectos de saúde relacionada ao café, anteriormente:

Que mais podemos consumir para vivermos durante mais tempo?

Para mais controlo do refluxo gastroesofágico, vejam Dieta e Azia da Doença do Refluxo Gastroesofágico e Dieta e Hérnia de Hiato.

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Fontes citadas

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Café e Mortalidade

Aqueles que bebem café vivem mais do que quem não bebe? Será “acordar com o café” ou “Não acordar de todo?” O maior estudo alguma vez realizado sobre dieta e saúde colocou essa questão em teste, examinando a associação entre consumo de café e mortalidade subsequente, em centenas de milhar de homens e mulheres mais velhos nos Estados Unidos. Os bebedores de café ganharam, embora o efeito tenha sido modesto. 10 a 15% menor risco de morte para aqueles que bebiam 6 ou mais chávenas por dia, especificamente devido ao menor risco de se morrer de doença cardíaca, doença respiratória, acidente vascular cerebral, lesões e acidentes, diabetes e infeções. Essa quantidade de café descobriu-se que aumentava a taxa de mortalidade em pessoas mais jovens, porém, abaixo dos 55 anos. Assim, com base neste estudo, pode ser apropriado recomendar que se evite beber mais de quatro chávenas por dia. Mas se se juntar todos os estudos, no final de contas – o consumo de café está associado com nenhuma alteração ou uma pequena redução da mortalidade a partir de cerca de 1 ou 2 chávenas por dia, para ambos homens e mulheres. Calculando copo a copo, o risco de morte foi 3% mais baixo para cada chávena de café consumido diariamente, o que oferece toda a garantia no que diz respeito à preocupação de que o consumo de café possa prejudicar a saúde. Bem, pelo menos, quanto à longevidade. Quanto à saúde, apesar de um estudo populacional recente ter descoberto NENHUMA ligação entre o consumo de café e sintomas de DRGE, doença de refluxo como azia e regurgitação, se se colocar mesmo um tubo goela abaixo das pessoas e medir o pH, o café induz um refluxo ácido significativo, enquanto que o chá não. Será simplesmente por o chá ter menos cafeína? Não. Se você reduzir o teor de cafeína no café até ao do chá, ele ainda causa significativamente mais refluxo ácido. Descafeinado causou menos, contudo, por isso pacientes com DRGE poderão querer escolher descafeinado ou, melhor ainda, beber chá. A ingestão de café também está associada com incontinência urinária, e assim uma diminuição na ingestão de cafeína deveria ser discutida quanto a mulheres que têm essa condição, ou homens. O valor de cafeína de cerca de 2 chávenas de café por dia pode piorar a incontinência urinária em homens também. Uma meta-análise de 2014 sugeriu que o consumo diário de café estava associado a um risco ligeiramente aumentado de fraturas ósseas em mulheres, mas uma diminuição do risco de fraturas em homens. Não fraturas da anca, porém. Nenhuma associação significativa foi encontrada entre o consumo de café e risco de fratura da anca, contudo, o consumo de chá poderá ser protetor contra a fratura da anca, apesar de parecer não ter nenhuma relação aparente com o risco de fraturas em geral. Há certas populações em particular que poderão querer manter-se longe de cafeína, por exemplo, aqueles com glaucoma, e, possivelmente, até aqueles com uma história familiar de glaucoma. Escusado será dizer que as pessoas que têm problemas em dormir talvez o queiram evitar. Até apenas um único copo à noite pode causar uma deterioração significativa na qualidade do sono. Depois, há relatos de casos, por exemplo, de indivíduos com epilepsia que têm menos convulsões quando deixam o café, logo, acho que vale a pena tentar. Costumávamos pensar que a cafeína pode aumentar o risco de um ritmo cardíaco irregular, chamado fibrilação atrial, mas também isso foi baseado em relatos de casos anedóticos como este de uma jovem mulher que sofreu fibrilação atrial após um abuso de ingestão de chocolate. Mas estes casos envolveram, invariavelmente, a ingestão aguda de quantidades muito grandes de cafeína. Como resultado, contudo, a noção de que a ingestão de cafeína pode desencadear ritmos cardíacos anormais havia se tornado “conhecimento comum”, e esta suposição levou a mudanças na prática médica. Mais recentemente, contudo, o pêndulo oscilou na direção oposta. Porquê? Porque agora, na verdade, temos dados. A cafeína NÃO aumenta o risco de fibrilação atrial. E cafeína em doses baixas, que eles definiram como menos de cerca de 5 chávenas de café por dia, poderá até ter um efeito protetor. O consumo de chá também parece reduzir o risco de doença cardiovascular, especialmente quando se trata de acidente vascular cerebral. Contudo, dada a proliferação de bebidas energéticas que contêm enormes quantidades de cafeína, poder-se-á querer moderar qualquer mensagem que sugira que a cafeína é benéfica. Parece um pouco paternalista, mas não é nenhuma piada. 12 bebidas energéticas altamente cafeinadas em algumas horas, poderia ser letal.

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Imagem graças a Anne Worner.

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