Borrifando Dúvida: Tomando os Céticos do Sódio com uma Pitada de Sal

O debate do sódio é um desacordo científico legítimo ou uma “controvérsia” fabricada pela indústria?

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Notas do Dr. Michael Greger

Este é o meu segundo vídeo na minha nova série aprofundada sobre a “controvérsia” do sódio. Vejam o primeiro em Hipertensão Arterial Pode Ser uma Escolha (Legendado em Português).

Mais sobre hipertensão em Como Prevenir Hipertensão Arterial com Dieta e Como Tratar a Hipertensão Arterial com Dieta. E se você já come saudável e ainda assim não consegue que a sua pressão arterial desça? Experimente adicionar chá de hibisco (Chá de Hibisco versus Dieta Baseada em Plantas para Hipertensão) e sementes de linhaça moídas (Sementes de Linhaça para Hipertensão à sua dieta. E certifique-se de que faz exercício regularmente (Vida Mais Longa a uma Caminhada de Distância).

Mas se cortarmos no sal não ficará tudo a saber a cartão? As nossas papilas gustativas mudam espantosamente rápido: Alterando as Nossas Papilas Gustativas.

Se está surpreso quanto às táticas da indústria para distorcerem o balanço das evidências, aqui estão outros exemplos pungentes:

Muitos mais vídeos sobre sal a caminho!

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários no link original e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

B Neal. Dietary salt is a public health hazard that requires vigorous attack. Can J Cardiol. 2014 May;30(5):502-6.

A Mente, M J O’Donnell, S Yusuf. The population risks of dietary salt excess are exaggerated. Can J Cardiol. 2014 May;30(5):507-12.

R Bayer, D M Johns, S Galea. Salt and public health: contested science and the challenge of evidence-based decision making. Health Aff (Millwood). 2012 Dec;31(12):2738-46.

V Batuman. Salt and hypertension: why is there still a debate? Kidney International Supplements (2013) 3, 316–320.

A Mente, M J O’Donnell, S Yusuf. Extreme sodium reductions for the entire population: zealotry or evidence based? Am J Hypertens. 2013 Oct;26(10):1187-90.

N Graudal, G Jurgens. The sodium phantom. BMJ. 2011 Sep 27;343:d6119;

F Cappuccio, S Capewell, P Lincoln, K McPherson. Reducing population salt intake : authors’ reply to Graudal and Jürgens. BMJ 2011;343:d6121.

A Cassels. Move over war on transfats; make way for the war on salt. CMAJ. 2008 Jan 15; 178(2): 256.

A sprinkling of doubt Excess dietary salt is a killer and you should take any evidence to the contrary with a large pinch of the stuff, siy Francu Cappuccio and Simon Capewe. NA.

Survey Content for theNational Ambulatory Medical Care Survey andNational Hospital Ambulatory Medical Care Survey. NA.

National Ambulatory Medical Care Survey: 2010 Summary Tables. CDC.

G MacGregor, H E De Wardener. Commentary: Salt, blood pressure and health. Int. J. Epidemiol. (2002) 31 (2): 320-327.

N R C Campbell D T Lackland, M L Niebylski. The Journal of Clinical Hypertension Volume 17, Issue 1, pages 7–9, January 2015.

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Borrifando Dúvida: Tomando os Céticos do Sódio com uma Pitada de Sal

Durante décadas, uma batalha por vezes furiosa tem sido travada entre cientistas sobre a extensão em que o consumo elevado de sal contribui para a morte, com um lado chamando-lhe de um perigo para a saúde pública que requer um ataque vigoroso e o outro alegando que os riscos de excesso de sal na dieta são exagerados chegando até mesmo ao ponto de chamar a redução de sal provavelmente a maior ilusão na história da medicina preventiva. O outro lado chama a esta negação de eticamente irresponsável, especialmente quando milhões de vidas estão em jogo todos os anos. Descrever dois lados do debate poderá ser cair na armadilha de falsa equivalência, porém, como a Liga Mundial para a Hipertensão, que soam a super-heróis, apontam: Há forte consenso científico de que a redução de sal salva vidas. E tal como no debate das alterações climáticas, a maioria das autoridades estão de um lado apenas com a indústria afectada e seus consultores pagos e alguns cientistas dissidentes, do outro. Quase todos os órgãos do governo nomeados e especialistas em nutrição que consideraram a evidência recomendaram que cortemos coletivamente a nossa ingestão de sal pela metade, descrita como extrema, contudo, por aqueles que defendem a indústria. Afinal de contas, apenas uma pequena fração dos americanos tem uma ingestão de sódio tão baixa. E assim, dizem os cépticos do sal, a experiência humana para níveis muito baixos de consumo de sódio é extremamente escassa. Extremamente escassa?! A realidade é exatamente o oposto. A experiência humana é a de viver milhões e milhões de anos sem Cheetos ou um saleiro à vista. Nós evoluímos para sermos máquinas conservadoras de sal, e quando fomos enfiados no país dos snacks e KFC, desenvolvemos pressão arterial elevada, mas nas poucas populações que restam que não comem sal, que continuam a comer o quanto temos comido durante milhões de anos, o fator de risco para o nosso assassino principal, a hipertensão, é praticamente inexistente. E quando se pega em pessoas com hipertensão descontrolada e se os traz de volta para os níveis de sódio que fomos projetados para comer, os estragos da doença podem até ser revertidos. Então, por que é que ainda há um debate? Se o sal escondido em alimentos mata milhões de pessoas por todo o mundo, porque é que os esforços para reduzir o sal na dieta estão a ser recebidos com resistência feroz? Bem, o sal é um grande negócio para a industria dos alimentos processados ​​e da carne, e assim, de acordo com o líder do Centro Colaborador em Nutrição da Organização Mundial da Saúde, acabamos com a história familiar. Assim como a indústria do tabaco passou décadas a tentar fabricar dúvida e confundir o público, a indústria do sal faz o mesmo, mas a controvérsia é falsa. A evidência para a redução de sal é clara e consistente. A maior parte da “pesquisa contraditória” vem de cientistas ligados à indústria do sal. Entretanto, é preciso ter habilidade para se detectar o subterfúgio porque a indústria é inteligente o suficiente para ficar por trás das cenas pagando secretamente por estudos desenhados para substimar os riscos. Tudo o que têm de fazer é fabricar dúvida apenas o suficiente para manter a controvérsia viva. Os semelhantes à Liga Mundial para a Hipertensão têm sido descritos como uma mera pistola de brincar contra o poder de fogo das armas das indústrias incrustadas em sal que olham com desdém para as associações de saúde benfeitoras que erguem bloqueios de estrada no caminho dos lucros. Para que não esqueçamos, observa este editorial do Jornal da Associação Médica Canadiana, a pressão arterial elevada é um grande negócio para a indústria farmacêutica também, cujos biliões de pressão arterial poderão ficar ameaçados se cortarmos no sal. Se ficássemos livres de sódio e eliminássemos o flagelo da hipertensão, não só o lobby farmacêutico ir ia sofrer, o que aconteceria aos médicos? O diagnóstico #1 com que adultos visitam os médicos é a pressão arterial elevada — perto de 40 milhões de consultas médicas por ano, e assim talvez até mesmo a indústria BMW poderá estar a beneficiar de se manter o debate do sal vivo. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagem graças a ABPMedia via Flickr.

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