Baixar a Frequência Cardíaca: Feijão vs Exercício

Uma chávena de feijão, grão de bico, ou lentilhas durante três meses pode diminuir a frequência cardíaca de repouso tanto quanto 250 horas numa esteira.

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Notas do Dr. Michael Greger

E quanto a isso do tempo de vida mais curto? Vejam a “prequela” Tomar o Pulso à Longevidade (Legendado em Português).

Ter valores “normais” de fatores de risco numa sociedade onde é normal cair-se morto de doenças preveníveis como a doença cardíaca não é necessariamente uma coisa boa. Vejam:
Quando Baixo Risco Significa Elevado Risco e Tudo em Moderação? Até a Doença Cardíaca?.

Mais sobre o fruto musical:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Slow Your Beating Heart: Beans vs Exercise e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Diminuir a Frequência Cardíaca: Feijão vs. Exercício

O peso acumulado de evidências que ligam elevada frequência cardíaca de repouso a um tempo de vida mais curto — mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis, constitui um forte argumento para que possa ser considerada na avaliação de risco. Tem vantagens fortes. Tomar o pulso a alguém é barato, leva pouco tempo, é compreensível pelas pessoas, e é algo que todos podem fazer em casa, medirem o seu progresso, para se tornarem participantes ativos na sua própria gestão da saúde. Cada aumento de dez batimentos por minuto está associado com um aumento de 10 a 20% no risco de morte prematura. Parece haver um aumento contínuo no risco com o aumento da frequência cardíaca, pelo menos para valores acima de cerca de uma batida por segundo. Podemos apenas olhar para o nosso relógio e se o coração está a bater mais rápido do que os segundos vão passando mesmo quando estamos apenas sentados em silêncio, então temos que fazer algo quanto a isso, especialmente quando começamos a levantar-nos com cerca de 80 ou 90. Homens com nenhuma evidência aparente de doença cardíaca com um pulso de 90, podem ter cinco vezes maior risco de morte cardíaca súbita, o que significa que o seu primeiro sintoma é o último, em comparação com aqueles abaixo na zona de segurança. Viver à volta dos 90 aumenta o risco de doença cardíaca a um nível semelhante ao tabagismo. Se perguntar à maioria dos médicos, contudo, 90 é considerado normal. Os limites aceites de frequência cardíaca têm há muito sido definidos em 60 e 100 batimentos por minuto. Como é que surgiram com esses números? Foi adotado como uma questão de conveniência apenas com base na escala dos quadrados no papel de ECG. Um acidente histórico como o teclado QWERTY que simplesmente se tornou na norma. 60 a 100 nem sequer representa a curva de sino. Estes cardiologistas mediram a frequência cardíaca de 500 pessoas e concluiram que 45 a 95 foi uma melhor definição de normal, arredondando para 50 a 90, com o qual concordou um inquérito com os principais cardiologistas. Agora sabemos que normal não significa necessariamente ideal, mas os médicos não deviam andar a dizer às pessoas com frequências cardíacas nos 50 que eles estão demasiado baixos; na verdade poderão estar exactamente onde deveriam estar. Certamente uma frequência cardíaca acima de 80 devia soar um sinal de alarme, Mas, o que é que podemos fazer quanto a isso? Bem, exercício é uma possibilidade óbvia. Ironicamente, faz-se o coração bater mais rápido de modo a que no resto do tempo o coração bata mais lentamente. Os benefícios para a saúde pública do exercício físico, especialmente para a proteção do coração, são amplamente aceites, e entre os vários mecanismos biológicos propostos para se ter em conta este efeito de redução de risco está a regulação do coração pelo sistema nervoso autónomo. Essa é a capacidade do cérebro de retardar a batida de repouso do nosso coração. Se se colocar as pessoas num programa de treino aeróbio de 12 semanas de ciclismo, stairmaster, e correr na esteira, pode-se fazer cair a sua frequência cardíaca de repouso de cerca de 69 para cerca de 66, Então, uma queda de três batidas por minuto. Claro que tem que se manter o treino; pare de exercitar e a sua frequência cardíaca de repouso volta logo para cima. O exercício é apenas uma maneira de baixar a frequência cardíaca, contudo. O caminho para o nosso coração também pode ser através do nosso estômago. E se em vez de três meses de exercício, se fizesse três meses de feijão? Um copo por dia de feijões, grão de bico, ou lentilhas. O primeiro estudo controlado e randomizado de feijão para o tratamento de diabetes. E, de facto melhorou com sucesso o controle de açúcar no sangue baixando os níveis de A1C de 7,4 para 6,9, mas este foi também o primeiro estudo a avaliar o efeito do consumo de feijão sobre a frequência cardíaca. E realmente um dos poucos a determinarem o efeito de qualquer intervenção dietética sobre a frequência cardíaca. Isto é particularmente importante para os diabéticos uma vez que ter uma frequência cardíaca de repouso maior não só aumenta o risco de morte como a toda a gente, mas também parece prever maior risco de complicações diabéticas, tais como lesões nos nervos e olhos. Então, como se saiu o feijão? Uma queda de 3,4 batidas na frequência cardíaca — tanto quanto as 250 horas numa esteira. Não temos certeza do porquê do feijão ser tão poderoso quanto o exercício em fazer baixar a frequência cardíaca de repouso de alguém. Além dos potenciais efeitos benéficos diretos de todas as coisas boas em leguminosas, há também o valor do potencial de deslocamento ao reduzir alguns dos alimentos de proteína animal ao, em vez disso, comer-se tanto feijão. Independentemente disso, devíamos considerar comer pulsos (leguminosas) para o nosso pulso. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a Rwk / Flickr, Derrick Coetzee / Flickr, samwebster/Flickr, Global Crop Diversity Trust/Flickr, Ellen Reid e Shinya Suzuki / Flickr

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