Amêndoas para Osteoporose

Que acontece quando se pinga sangue, tirado de pessoas antes e quatro horas após o consumo de amêndoas, sobre células de osso?

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Notas do Dr. Michael Greger

E quanto a laticínios? Vejam: O Leite é Bom para os Nossos Ossos? (Legendado em Português)

E quanto a suplementos de cálcio? Vejam os meus vídeos Os Suplementos de Cálcio são Seguros? e Os Suplementos de Cálcio são Eficazes? (Legendado em Português).

Surpreso(a) por não haver ganho de peso com toda essa quantidade de amêndoas? Não vai estar após ver Nozes e Obesidade: O Peso da Evidência. Se achou isto surpreendente, veja Pistácios para Disfunção Erétil.

Outros estudos “ex vivo” engenhosos perfilados em vídeos como:

Um possível mecanismo para o porquê das nozes poderem ser tão saudáveis para os nossos ossos pode ser encontrado no meu vídeo Fitatos para a Prevenção de Osteoporose.

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Almonds for Osteoporosis e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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Amêndoas para a Osteoporose

Atualmente, estima-se que dez milhões de estadounidenses sofrem de osteoporose, causando mais de um milhão de fraturas, incluindo centenas de milhares de fraturas de quadril, uma razão comum para as pessoas irem parar a lares de idosos. Muitas mulheres mais velhas dizem que preferem morrer do que quebrar a bacia e acabar num lar de idosos. O osso é um orgão vivo e dinâmico que é constantemente renovado por meio de um processo de remodelagem e modelagem, envolvendo a degradação de osso por células que comem osso, chamadas osteoclastos, e a formação de osso por células que constroem osso, chamadas osteoblastos. A osteoporose é causada por um desequilíbrio entre perda óssea e ganho ósseo, mais comumente relacionada a mudanças hormonais que ocorrem durante a menopausa. Há algo que possamos fazer para ajudar a equilibrar a balança de volta a favor dos ossos? Há uma variedade de compostos específicos em alimentos vegetais que parecem promissores, mas isso é baseado em estudos in vitro como este, no qual eles basicamente pingam compostos de plantas em células de ossos numa placa de petri e observam um aumento em células que constroem ossos, ou uma queda em células que comem ossos. Mas não importa o quanto as pessoas gostem de molho de cranberry, elas não vão injetá-lo nas suas veias. Para que os fitonutrientes alcancem o osso, primeiro precisam ser absorvidos pelo trato digestivo, para chegarem à corrente sanguínea e sobreviverem além do fígado, antes que possam circular para o nosso esqueleto. Então o que seria bom é um estudo chamado ex-vivo, no qual pega-se em pessoas, alimenta-se-lhes com um alimento — ou não — e depois tira-se amostras do seu sangue após algumas horas e então pinga-se o sangue em células ósseas e observa-se se há alguma diferença. Mas nada assim nunca havia sido tentado… até este estudo. Normalmente, não fico impressionado por estudos patrocinados por comités de marketing que pagam por estudos como este, que descobriu que comer amêndoas melhorou a distância de ciclismo e performance atlética… em comparação com biscoitos. Mas este estudo foi bastante brilhante, o que não surpreende, uma vez que foi realizado no laboratório mundialmente famoso do Dr. David Jenkins. Houve um estudo populacional que sugeriu que comer amêndoas pode proteger contra osteoporose, então eles podiam ter apenas pingado um extrato de amêndoas em células ósseas, mas isso não testa o alimento todo. Em vez disso, pode-se tratar células ósseas com o sangue obtido de doadores que se alimentaram com o alimento inteiro para se testar diretamente os efeitos desses alimentos a nível celular. Então, eles expuseram esteoclastos humanos, os comedores de ossos, a sangue obtido antes e quatro horas após as pessoas comerem uma mão cheia de amêndoas. Mas espere um segundo, antes de irmos aos resultados, se se comer uma mão cheia de amêndoas todos os dias, não se ganharia peso? São quase 200 calorias! Vamos descobrir. Se se adicionar um punhado ou um punhado e meio — um snack de cerca de 35 amêndoas além da dieta normal das mulheres como lanche matinal, e lhes dissessem para comerem o quanto quisessem ao almoço e jantar naquele dia, as pessoas comem menos; e, na verdade, tão menos que até cancelam as calorias das amêndoas. Todas elas comeram o mesmo pequeno-almoço, depois zero, 173 ou 259 calorias em amêndoas como lanche, depois, comeram tanto almoço quanto quiseram, mas as amêndoas pareceram saciar tanto que elas comeram menos ao almoço e ao jantar, tão menos que ao final do dia não havia diferença significativa no consumo calórico total entre os três grupos. Parte da razão pela qual as pessoas tendem a ganhar peso ao adicionar nozes às suas dietas poderá ser por acabarmos por eliminar quase um terço das calorias na retrete, por não as mastigarmos bem o suficiente. Isto é o que pensamos estar por detrás de haver tão menos gordura na nossa corrente sanguínea depois de comermos amêndoas inteiras comparado com a mesma quantidade de óleo de amêndoas extraído das nozes. Mas enfim, eles queriam ver se conseguiam suprimir a atividade das células que comem os nossos ossos. E descobriram que o plasma sanguíneo obtido após o consumo de uma refeição de amêndoas inibe a formação, função e expresão genética dos osteoclastos em humanos, oferecendo evidências diretas para apoiar a associação entre consumo regular de amêndoas e uma redução no risco de desenvolvimento de osteoporose. Eles também tentaram antes e depois de outras refeições, arroz ou batatas, para terem certeza que não era apenas um efeito de se comer em geral. E não, o efeito protetivo pareceu específico das amêndoas. Nutrição em Factos, a mais recente pequisa em nutrição. Publicações em Português em Nutricao-em-Fatos.org
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Imagem graças a Earl, via Flickr.

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