Alzheimer Poderá Começar Décadas Antes do Diagnóstico

Alterações cerebrais neurodegenerativas começam na meia idade, enfatizando a necessidade de uma manutenção cerebral preventiva durante toda a vida.

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Notas do Dr. Michael Greger

É como a doença cardíaca: A Doença Cardíaca Começa na Infância. Não, é realmente como a doença cardíaca. Vejam o meu próximo vídeo Alzheimer e Aterosclerose Cerebral.

Isto é parte de uma série extensiva de vídeos sobre esta doença tão temida. Podem encontrar mais sobre Alzheimer aqui:

E sobre o défice cognitivo em general:

E sobre envelhecimento saudável:

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Fontes citadas

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Alzheimer Poderá Começar Décadas Antes do Diagnóstico

Em 1985, um patologista suíço observou alterações semelhantes à doença de Alzheimer, placas e emaranhados, nos cérebros de cerca de três quartos de um pequeno grupo de homens e mulheres nos seus 50 e 60 que tinham morrido de outras causas, enquanto que a maioria dos cérebros colhidos abaixo dos 30 anos de idade estavam limpos. Mas esses estudos envolveram apenas algumas dúzias de pessoas. Com base em milhares de autópsias, pode-se ver o que parecem ser as primeiras fases silenciosas a começarem até nos nossos vinte anos em cerca de 10% da população, e cerca de 50% aos 50 anos. Tal como as primeiras células malignas no cancro não produzem quaisquer sintomas detectáveis ​​clinicamente mas representam um processo maior e potencialmente fatal de doença, a presença destes emaranhados no cérebro pode constituir uma ameaça real. A elevada prevalência da primeira fase da doença, mesmo nos jovens, e a sua duração extraordinariamente longa, – a maioria das pessoas não são diagnosticadas com Alzheimer antes dos seus 70 anos – não havia sido totalmente reconhecida até agora. Agora entendemos que as alterações cerebrais neurodegenerativas começam na meia-idade. E o mesmo acontece com o declínio cognitivo. Começamos a perder a função cerebral aos 40. Antes de as pessoas serem diagnosticadas com Alzheimer elas são diagnosticadas com o que é chamado DCL, défice cognitivo ligeiro. Isso é quando o declínio cognitivo torna-se clinicamente aparente. Alguns anos mais tarde, a doença de Alzheimer poderá ser diagnosticada, o que resulta em morte. Mas nunca soubemos o que estava a acontecer antes do défice cognitivo ligeiro ser diagnosticado … … até agora. Parece haver um declínio lento na função cerebral e a acumulação de placas e emaranhados no cérebro décadas antes de o Alzheimer ser diagnosticado. Esta descoberta tem, potencialmente, implicações profundas para a prevenção de demência. Temos que começar cedo, antes de ter ocorrido perda acentuada do cérebro. A boa notícia é que a doença do cérebro não é inevitável, mesmo após os … 100 anos. A mulher mais velha do mundo reteve a capacidade cerebral daqueles que tinham praticamente metade da sua idade. Se ela não tivesse morrido de cancro do estômago, poderia ter continuado próspera. Acontece que, não existe tal coisa como morrer de velhice. Foram estudadas 42.000 autópsias consecutivas, e os centenários, aqueles que viveram além dos 100 anos, embora a maioria aparentasse estar saudável pouco antes da morte – até mesmo pelos seus médicos – sucumbiram de doenças em 100% dos casos examinados. Nem um morreu de “velhice”. Até recentemente, a idade avançada era considerada um tipo de doença, por si só, mas as pessoas não morrem como consequência da idade avançada, como comummente presumido, mas de doenças, mais comummente, ataques cardíacos. Mas não aos 115 anos de idade. Uma das descobertas mais intrigantes foi que o seu corpo não mostrava aterosclerose significativa, e as artérias no seu cérebro estavam igualmente limpas. E isso pode, de facto, ter sido um dos segredos para a sua clareza mental. Há um consenso emergente de que “o que é bom para os nossos corações também é bom para as nossas cabeças”, que irei cobrir em seguida. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagens graças a An ocean of forget-me-nots via Flickr.

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