Doença de Alzheimer, Cobre e Gordura Saturada

Se o cobre está associado a doença de Alzheimer, e então e as fontes vegetais integrais como nozes, sementes, feijão, e cereais integrais?

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Notas do Dr. Michael Greger

Mas o Alzheimer não é genético? E então e o “gene de Alzheimer”? Lá por nos terem dado uma má cartada genética não significa que não possamos baralhar o baralho outra vez com dieta. Vejam O Gene de Alzheimer: Controlando o ApoE (Legendado em Português).

Se a relação entre colesterol e demência é nova para si, por favor veja Alzheimer e Aterosclerose Cerebral (Legendado em Português) e Colesterol e Alzheimer (Legendado em Português).

Para mais quanto ao que podemos todos fazer para proteger o nosso cérebro, vejam:

E nunca é tarde demais para se começar a comer saudável, porque Alzheimer Poderá Começar Décadas Antes do Diagnóstico (Legendado em Português).

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários do original Alzheimer’s Disease, Copper, and Saturated Fat e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

M C Morris, D A Evans, C C Tangney, J L Bienias, J A Schneider, R S Wilson, P A Scherr. Dietary copper and high saturated and trans fat intakes associated with cognitive decline. Arch Neurol. 2006 Aug;63(8):1085-8.

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M Ventriglia, S Bucossi, V Panetta, R Squitti. Copper in Alzheimer’s disease: a meta-analysis of serum, plasma, and cerebrospinal fluid studies. J Alzheimers Dis. 2012;30(4):981-4.

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R Squitt, P M Rossini, E Cassetta, F Moffa, P Pasqualetti, M Cortesi, A Colloca, L Rossi, A Finazzi-Agró. d-penicillamine reduces serum oxidative stress in Alzheimer’s disease patients. Eur J Clin Invest. 2002 Jan;32(1):51-9.

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Doença de Alzheimer, Cobre e Gordura Saturada

Embora a causa de raiz de doença de Alzheimer ainda tenha que ser descoberta, há um crescente corpo de provas acerca do papel de metais no desenvolvimento da doença. Ferro e cobre, por exemplo, Estão fortemente concentrados nas placas e emaranhados que representam os sinais típicos de um cérebro com Alzheimer. Pacientes de doença de Alzheimer têm taxas maiores de cobre no sangue, no fluido que envolve o cérebro, e dentro do cérebro. Aqui está uma fatia de tecido cerebral afetado por Alzheimer mostrando as placas amilóide correspondendo aos pontos de concentração de cobre. O cobre poderá então tornar essas placas amilóides mais tóxicas, levando a aumento no estresse oxidativo. O cobre livre é extremamente eficaz na produção de radicias livres. E quando o cobre é removido com uma droga quelante, a oxidação por radicais livres diminui. Infelizmente, quando pesquisadores tentaram dar essa droga a nove pacientes de Alzheimer num estudo piloto, ela não pareceu causar nenhum efeito na redução da progressão clínica da doença, então talvez tenhamos que prevenir o acúmulo de cobre em primeiro lugar. Carne de entranhas e frutos do mar são as fontes alimentares mais ricas em cobre. Mas será que devemos considerar uma diminuição das fontes vegetais como nozes, sementes, leguminosas e grãos integrais? O consumo de cobre só parece ser um problema quando consumido com gordura saturada ou gordura trans. No Chicago Health and Aging Project, milhares de idosos de Chicago foram seguidos por seis anos. Aqueles que consumiam as maiores doses de cobre, em grande parte de suplementos multivitamínicos, combinados com uma dieta rica em gorduras saturadas, perderam cognição como se tivessem envelhecido 19 anos num período de seis anos, triplicando o seu ritmo de declínio cognitivo. Mas consumo de cobre não foi associado com mudanças cognitivas quando a dieta não era elevada em gorduras saturadas. Colesterol alto induzido pela dieta tem sido relacionado com aumento na formação e progressão de placas amilóides no cérebro. E o cobre dietético pode interferir com a eliminação de amilóide do cérebro, e pode promover o acúmulo de placa que resulta de níveis elevados de colesterol. Foi demonstrado que o cobre interage mal com amilóide, causando aglutinação e produção de peróxido de hidrogénio, uma neurotoxina pró-oxidante potente. Isso pode explicar porquê com níveis mais elevados de cobre, mais rápido é o progresso da doença de Alzheimer, particularmente naqueles com níveis de colesterol elevados. Isto é como os níveis de colesterol do consumo de gorduras saturadas interagem com os metais. Isto é o que pensamos que está a acontecer. Quando os níveis de colesterol e de cobre aumentam, o colesterol é incorporado na membrana da célula nervosa, fazendo com que ela enrijeça. A proteína amilóide da membrana separa-se e forma placas, nas quais o ferro e o cobre geram estes radicais livres neurotóxicos. Dentro da célula, um caos similar é criado, e finalmente, dietas ricas em colesterol podem levar à morte de células nervosas, danos no ADN e ruptura da barreira hematoencefálica. Concluindo, as revisões sistemáticas atuais sugerem que uma dieta rica em cobre e ferro pode agravar os efeitos negativos de um consumo elevado de colesterol e gordura saturada sobre o risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer. Então, dietas ricas em gordura saturada e deficientes em antioxidantes parecem promover o desencadear da doença, enquanto dietas mais ricas em plantas poderiam suprimir esse desencadear. Há compostos em alimentos vegetais que não apenas expulsam radicais livres e previnem danos oxidativos, mas também são reconhecidos como quelantes, ou seja, que se acoplam a metais, tornando-os potencialmente mais protetivos contra o início de Alzheimer. Portanto, as conclusões práticas podem ser: coma bastantes frutas e vegetais, evite suplementos que contém cobre e evite consumo elevado de gorduras saturadas e consumo elevado de ferro. Publicações em Português em nutricao-em-fatos.org
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Imagens graças a Geralt via Pixabay.

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