Alimentação como Medicina: Prevenção e Tratamento das Doenças mais Temidas com Dieta

O Dr. Michael Greger vasculhou a literatura académica mundial em nutrição clínica e desenvolveu esta nova apresentação, baseada na mais recente pesquisa inovadora, que explora o papel que a dieta pode desempenhar na prevenção, detenção e até reversão de algumas das nossas doenças incapacitantes mais temidas.

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Notas do Dr. Michael Greger

Todos os anos vasculho a literatura académica mundial em nutrição clínica, reunindo o que descubro ser a ciência mais interessante, prática e inovadora quanto à melhor forma de nos alimentar-mos a nós mesmos e às nossas famílias. Começo com os milhares de artigos publicados anualmente em nutrição (27000 este ano – um novo recorde) e, graças a uma equipa de voluntários (e agora staff!), sou capaz de os reduzir (para uns meros 8.000 este ano). Eles são, então, baixados, categorizados, lidos, analisados, e transformados nas poucas centenas de vídeos de curta duração. Isto permite-me postar novos vídeos e artigos todos os dias, durante todo o ano, em NutritionFacts.org, o que certamente torna o site único. Não existe nenhuma outra fonte de base científica para atualizações diárias gratuitas sobre as últimas descobertas em nutrição baseada em evidências. O problema é que a quantidade de informação pode ser esmagadora.

Atualmente, tenho mais de mil vídeos que cobrem 1931 tópicos de nutrição. Por onde se pode começar? Muitos manifestaram o seu apreço pela amplitude do material, mas pediram que eu tentasse destilá-lo num resumo coerente de como usar melhor a dieta para prevenir e tratar a doença crónica. Recebi esse feedback de coração e em 2012 desenvolvi Arrancando as Principais Causas de Morte pela Raiz (Legendado em Português), o qual explorou o papel que a dieta pode desempenhar na prevenção, detenção, e até mesmo reversão das nossas 15 principais causas de morte. Não apenas subiu para se tornar no #1 do Top 10 dos Vídeos Mais Populares de 2012, continua a ser o meu vídeo mais visto até à data, visto mais de um milhão de vezes (NutritionFacts.org está agora com mais de 1,5 milhões de visitas por mês!).

Em 2013 desenvolvi a sequela, More Than an Aple a Day , onde explorei o papel que a dieta poderia desempenhar no tratamento de algumas das nossas condições mais comuns. Apresentei-o por todo o país e acabou sendo o #1 no nosso Top 10 dos Vídeos Mais Populares de 2013. Então, em 2014, estreei a sequela da sequela, From Table to Able, onde explorei o papel que a dieta poderia desempenhar no tratamento de algumas de nossas doenças mais incapacitantes, aterrando em # 1 no nosso Top dos 10 dos Vídeos Mais Populares de 2014.

Todos os anos pergunto-me como vou fazer para superar o ano anterior. Sabendo o quão populares estas apresentações ao vivo podem ser, e ouvindo todas as histórias das pessoas sobre o quão poderoso impacto podem ter nas suas vidas, coloquei tudo o que tinha nesta nova apresentação de 2015. Passei mais tempo a montar esta apresentação do que qualquer outra na minha vida. Levei um mês inteiro, e quando você a vir, acho que vai apreciar o porquê.

Este ano, estou honrado de vos trazer Alimentos como Medicina, no qual abordo as nossas doenças mais temidas – mas isso nem é mesmo a melhor parte! Estou muito orgulhoso do que coloquei na parte final. Passei os últimos 20 minutos ou assim (a partir de 56:22) a levar-nos por um experimento mental, o qual espero que todo mundo ache envolvente. Acho que pode ser a minha melhor apresentação de sempre. Você será o juiz.

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Fontes citadas
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Alimentação como Medicina: Prevenção e Tratamento das Doenças Mais Temidas com Dieta

Boa noite. Para aqueles de vocês não familiarizados com o meu trabalho, todos os anos eu leio todas as questões em todas as revistas de nutrição de língua Inglesa no mundo. para que VOCÊ… não precise de fazê-lo. [Risos, aplausos.] Todos os anos as minhas palestras são novas porque todos os anos a ciência é nova. E então compilo o mais interessante, o mais inovador, as conclusões mais práticas em novos vídeos e artigos que ponho online todos os dias, no meu site sem fins lucrativos, NutritionFacts.org. [Aplausos]. Tudo no site é gratuito. Não há anúncios nem patrocínios corporativos. É estritamente não comercial, não vendendo nada. Apenas o coloco como um serviço público, como por amor. Novos vídeos e artigos todos os dias sobre o mais recente em nutrição baseada em evidências. Na minha avaliação de 2012, explorei o papel que dieta pode desempenhar na prevenção, tratamento, e reversão das nossas doenças mais mortais. Em 2013, cobri as nossas condições mais comuns. E em 2014, passei pelas nossas principais causas de incapacidade. Este ano, gostaria de abordar algumas das nossas doenças mais temidas, e o cancro está no topo da lista na última sondagem de opinião. O cancro assassino # 1 nos Estados Unidos, tanto de homens como de mulheres é o cancro do pulmão. Mas se você olhar para as taxas de cancro do pulmão em todo o mundo, variam num factor de dez. Se não houvesse nada que pudéssemos fazer para prevenir o cancro de pulmão, iria-se assumir que as taxas seriam aproximadamente o mesmo por toda a parte, Quero dizer, se acontecesse tipo de forma aleatória. Mas como há uma enorme variação nas taxas, assume-se que haja alguma causa a contribuir. E, de facto, agora sabemos que o tabagismo é responsável por 90% dos casos de cancro de pulmão. Então, se você não quiser morrer do assassino por cancro # 1, ao, simplesmente, não fumar, podemos pegar em 90% do seu risco e atirá-lo pela janela fora. O cancro colorretal é a segunda causa de morte por cancro, e para esse há uma disseminação ainda maior em todo o mundo. Assim, parece que o cancro do cólon não acontece por acaso, alguma coisa o faz acontecer. Bem, se nossos pulmões podem ficar cheios de cancerígenos do fumo, talvez os nossos cólons estejam a ser preenchidos com cancerígenos dos alimentos. Por que é que os afro-americanos têm mais cancro do cólon do que africanos nativos? Porquê essa população? Como o cancro do cólon é extremamente raro em populações africanas nativas, tipo taxas mais de 50 vezes inferiores do que os americanos, brancos ou pretos, costumávamos pensar que era toda a fibra que eles comiam, No entanto, a dieta Africana moderna é altamente processada, pobre em fibras, e ainda assim não houve nenhum aumento dramático nas taxas de cancro de cólon. E não estamos a falar apenas de baixa ingestão de fibras. Estamos a falar de Estados Unidos da América baixa ingestão de fibras, abaixo de cerca de metade da dose diária recomendada. Apesar disso, a doença do cólon continua a ser rara em África, com ainda 50 vezes menos cancro do cólon. Talvez seja por eles serem mais magros e fazerem mais exercício? Não, eles não são, e não, eles não fazem. Se alguma coisa, os seus níveis de atividade física podem na verdade ser mais baixos do que os nossos. Então, se eles são sedentários como nós, a comerem maioritariamente carboidratos refinados, poucos alimentos de origem vegetal, pouca fibra, como nós, por que é que eles têm 50 vezes menos cancro do cólon? Bem, há uma grande diferença. As dietas de ambos os afro-americanos e caucasianos americanos é rica em carne, enquanto que a dieta dos africanos nativos é tão pobre em carne e gordura saturada eles têm níveis de colesterol com média de 139, em comparação com mais de 200 nos EUA Então, sim, eles já não comem muita fibra, mas continuam a minimizar a ingestão de carne e gordura animal, suportando a evidência de que talvez os mais poderosos determinantes do risco de cancro de cólon são os níveis de ingestão de carne e de gordura animal. Então, por que é que os americanos têm mais cancro do cólon do que os africanos? Talvez a raridade do cancro do cólon em africanos esteja associada com seu baixo consumo de produtos animais. Mas porquê? Vocês já viram aquela paródia do slogan da indústria, “Carne: é o que é o jantar.” “Carne: é o que está a apodrecer no seu cólon.” [risos] Lembro-me de ver isso numa t-shirt, com alguns amigos, e eu era cá um estraga festas [party pooper = caga festas] -sem trocadilho intencional- explicando que, não, a carne é completamente digerida no intestino delgado, e nunca chega lá abaixo ao cólon… Nada divertido andar com os totós da biologia. Mas acontece que eu estava errado! Acontece que até 12 gramas por dia de proteína podem escapar a digestão, e quando isso acontece, ela chega ao cólon, pode ser transformada em substâncias tóxicas como amónia. Esta degradação de proteína não digerida no cólon é chamada de putrefacção, Então, um pouco de carne pode realmente acabar por putreficar no nosso cólon. O problema é que alguns dos subprodutos deste processo de putrefacção podem ser tóxicos. A mesma coisa acontece com outras proteínas animais. Se você comer clara de ovo, por exemplo, alguma dela pode apodrecer também. Então você diz, “espere um segundo. Há proteínas em plantas, também.” Ah! A diferença é que as proteínas animais tendem a conter mais aminoácidos com enxofre, como a metionina, a qual se encontra concentrada em peixe e frango, e, em seguida, ovos. Menos em carne e produtos lácteos, mas muito menos em alimentos vegetais, e que pode ser transformado em sulfureto de hidrogénio no cólon, o gás de ovo podre, que para além de cheirar mal, pode produzir mudanças no cólon que aumentam o risco de cancro. Agora, há uma divergência de opinião quanto a se é a gordura animal, o colesterol, ou a proteína animal que é o maior responsável pelo aumento do risco de cancro, mas como todos os três têm mostrado ter propriedades cancerígenas… Mas, será que isso importa realmente, já que uma dieta elevada em um é elevada nos outros. Mas a proteína faz mais do que apenas putrificar, contudo. O consumo de proteína animal provoca um aumento nos níveis sanguíneos de uma hormona de crescimento promotora de cancro chamada IGF-1. Mas remova-se as proteínas da carne, da clara de ovo, e de derivados de leite da nossa dieta, e a nossa corrente sanguínea pode suprimir o crescimento de células de cancro cerca de oito vezes melhor. Um efeito tão poderoso que o Dr. Ornish e seus colegas pareceram capazes de reverter a progressão do cancro da próstata sem quimioterapia, sem cirurgia, sem radiação, apenas uma dieta baseada em plantas e outras mudanças de estilo de vida saudáveis. A ligação entre proteína animal e IGF-1 pode ajudar a explicar porque é que aqueles que comem dietas baixas em hidratos de carbono tendem a morrer mais cedo, mas não apenas uma dieta baixa em carboidratos qualquer – especificamente aquelas baseadas em fontes animais, enquanto que as dietas baixas em carboidratos à base de vegetais foram associadas com um menor risco de morte. Mas as dietas baixas em carboidratos à base de carne são ricas em gordura animal também. Como sabemos se não era a gordura saturada e colesterol que matavam as pessoas e não a proteína animal? O que nós precisamos é de um estudo que, sabem, siga alguns milhares de pessoas e a sua ingestão de proteína durante 20 anos ou assim, e apenas ver o que acontece: quem fica com cancro, quem não fica; quem vive mais tempo? Mas nunca houve um estudo assim … …até agora. [Risos.] 6.000 homens e mulheres com mais de 50 anos, de todos os EUA, acompanhados durante 18 anos e aqueles com menos de 65 anos com um elevado consumo de proteína tiveram um aumento de 75% na mortalidade geral, um aumento até 4 vezes mais de morte por cancro. Mas não todas as proteínas. Especificamente proteína animal. O que faz sentido dado os níveis mais elevados de IGF-1 naqueles que comem proteína em excesso. Comer proteína animal aumenta os níveis de IGF-1, o que aumenta o risco de cancro. A universidade patrocinadora enviou um comunicado à imprensa com uma linha de abertura memorável: “Essa asa de galinha que você está a comer pode ser tão mortal quanto um cigarro” [Aplausos]. explicando que comer uma dieta rica em proteínas animais durante a meia idade torna-lhe quatro vezes mais provável de morrer de cancro – um fator de risco de mortalidade comparável ao tabagismo. Olhem, quase toda a gente vai ter uma célula cancerosa ou pré-cancerosa. E em determinado momento a questão é: será que progride? E isso pode depender daquilo que comemos. Vejam, a maioria dos tumores malignos estão cobertos em receptores IGF-1, mas se tivermos menos IGF-1, o tumor poderá não progredir. E não foram apenas mais mortes por cancro. Pessoas de meia-idade que comem montes de proteínas de origem animal, descobriu-se, serem mais susceptíveis a morte prematura em geral. Crucialmente, o mesmo não se aplicava a proteínas vegetais como feijão, e não foi da gordura; foi a proteína animal quem parecia ser o culpado. E então, qual foi a resposta a esta revelação de que as dietas ricas em carne, ovos e laticínios poderiam ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar? Um cientista de nutrição respondeu que era errado e potencialmente perigoso. Não a descoberta de que a proteína animal pode estar a matar pessoas, mas a maneira como eles estavam a dizê-lo às pessoas. Poderia danificar a eficácia de mensagens de saúde pública importantes. Um fumador poderá pensar “porquê preocupar-me em deixar de fumar se a minha sanduíche de queijo e presunto é igualmente má para mim?” [Risos.] Sabem… Isso faz-me lembrar de um famoso anúncio de tabaco da Phillip Morris que tentou minimizar os riscos dizendo “você acha que o fumo passivo é mau, aumentando o risco de cancro do pulmão 19%, beber um ou dois copos de leite todos os dias pode ser três vezes pior, 62% maior risco de cancro do pulmão. Ou duplicando o risco ao cozinhar frequentemente com óleo, ou triplicando o seu risco de doença cardíaca ao comer não vegetariano, ou multiplicando o risco seis vezes ao comer muita carne e laticínios.” “Então,” concluem eles, “é preciso manter alguma perspectiva.” [Risos.] O risco de cancro do pulmão… “o risco do fumo passivo, pode ser bem inferior ao risco relatado para outras atividades quotidianas…” logo, respirem fundo, basicamente. [risos] Isso é como dizer, “Oh, não se preocupe em ser apunhalado porque levar um tiro é muito pior.” E que tal nenhum? Dois riscos não fazem um bem. [Aplausos]. Embora você vá notar, que quando a Phillip Morris comprou a Kraft, eles pararam de empurrar [os amigos] laticínios para debaixo do autocarro [ônibus]. A heme no presunto [ham] poderá também desempenhar um papel. O ferro heme é a forma de ferro encontrada no sangue e músculos, e pode promover o cancro ao catalisar a formação de compostos carcinogénicos. O cancro tem sido descrito como uma doença ferrotóxica: uma doença, em parte, de toxicidade de ferro. O ferro é uma espada de dois gumes. A deficiência de ferro provoca anemia, mas o ferro excessivo pode aumentar o risco de cancro, actuando como um pro-oxidante, gerando radicais livres que podem desempenhar um papel em várias doenças temidas tal como AVCs. Mas olhem, apenas o ferro heme, o ferro do sangue e músculos, não o ferro não heme que predomina em plantas. O mesmo para a doença cardiaca: apenas o ferro heme. O mesmo com diabetes: apenas o ferro heme. E o mesmo com o cancro. Na verdade, você pode mesmo dizer o quanto de carne alguém está a comer apenas vendo os seus tumores. Para caracterizar os mecanismos subjacentes ao desenvolvimento de cancro do pulmão relacionado com a carne, eles perguntaram a pacientes com cancro do pulmão quanta carne comiam, e examinaram os padrões de expressão genética nos seus tumores, e identificaram uma assinatura padrão da expressão de genes relacionada com a heme. Apesar de terem apenas olhado para o cancro do pulmão, eles esperam que essas alterações de expressão de genes relacionadas à carne ocorram em outros tipos de cancro também. A forma mais segura de ferro, então, é o ferro não-heme, encontrado em abundância naturalmente nos cereais integrais, feijão, ervilhas, grão de bico e lentilhas, frutas secas, nozes e sementes. Quanto dinheiro pode ser feito com feijão, contudo? Então, a indústria de alimentos apareceu com… pão crocante à base de sangue feito de centeio e sangue de gado e de porco, uma das fontes mais concentradas de ferro heme, cerca de dois terços mais do que sangue de galinha. Contudo, se bolachas à base de sangue não vos soa apetitoso, eles têm bolinhos de sangue de vaca… ou biscoitos recheados com sangue. O recheio acaba por ter uma cor negra… “uma pasta negra com aroma de chocolate, com um sabor muito agradável”. De cor negra porque o sangue de porco seco a spray pode ter um efeito de escurecimento sobre a cor do produto alimentar. Mas, a preocupação não é a cor ou o sabor. É o ferro heme, que, devido ao risco potencial de cancro não é considerado seguro para ser adicionado aos alimentos para a população em geral. Isso lembra-me de nitrosaminas, uma classe de agentes cancerígenos potentes presentes no fumo do cigarro. Elas são consideradas tão tóxicas que carcerígenos tão potentes em qualquer outro bem de consumo destinado ao consumo humano seria proibido imediatamente. E se fosse esse o caso, teriam de proibir a carne. Um cachorro tem tantas nitrosaminas e nitrosamidas como cinco cigarros. E estes cancerígenos também são encontrados em carnes frescas, não processadas: carne de vaca, frango, carne de porco. Mas pratique ‘Segundas-feiras Sem Carne’ e você poderia acordar na Terça-feira de manhã com o seu sistema limpo de quase todos estes cancerígenos. Tão tóxicas, as nitrosaminas deviam ser proibidas imediatamente, mas ainda estão autorizadas para venda em cigarros e carne porque as substâncias cancerígenas encontram-se neles naturalmente. Seria ilegal adicioná-los, mas hey, se eles são encontrados … Certo? Tal como o ferro heme, não seguro o suficiente para expor a população em geral, mas permitido à venda no balcão de delicatessen. A ironia é que o ferro e as proteínas são aquilo de que a indústria se vangloria. Aquelas são as supostas qualidades compensadoras da carne: proteína e ferro, mas proveniente de alimentos de origem animal, pode fazer mais mal do que bem. E isso é sem mencionar todas as outras coisas, como a gordura saturada, poluentes industriais, e hormonas, que podem desempenhar um papel na nossa terceira principal causa de morte por cancro, o cancro da mama As hormonas esteroides são inevitáveis ​​em alimentos de origem animal, mas o leite de vaca pode ser de particular preocupação. As hormonas encontradas naturalmente, até mesmo no leite de vaca orgânico, podem ter desempenhado um papel nos estudos que descobriram uma relação ente leite e produtos lácteos com doenças humanas, não apenas tipo acne dos adolescentes; mas cancros da próstata, da mama, ovário e útero; muitas doenças crónicas que assolam o mundo ocidental; bem como disfunções reprodutivas masculinas. Desde um risco aumentado de puberdade precoce até cancro do endométrio em mulheres mais velhas. Mas os níveis hormonais em alimentos poderiam ser especialmente perigosos no caso de populações vulneráveis, tais como crianças pequenas e mulheres grávidas nas quais mesmo uma pequena ingestão hormonal pode significar uma grande mudança no metabolismo. Olhem, o leite de vaca evoluiu para adicionar algumas centenas de libras a um bezerro, mas as consequências de uma vida inteira de exposição humana aos factores de crescimento do leite não têm sido bem estudadas. Sabemos que o consumo de leite aumenta a IGF-1, a qual está ligada ao cancro, e estamos a mugir as vacas enquanto estão grávidas, levando a níveis particularmente elevados de hormonas. Embora os produtos lácteos sejam uma importante fonte de hormonas, outros produtos de origem animal deviam ser igualmente considerados. Isto poderia explicar por que as mulheres podem reduzir o seu risco de cancro da mama em mais da metade não apenas ao terem um peso normal e limitarem o álcool, mas também ao comerem principalmente alimentos de origem vegetal. Agora, para ajudar a diferenciar os efeitos da dieta de outros comportamentos como fumar e beber na incidência de cancro em geral, Adventistas foram comparados com Batistas. Agora, ambos desencorajam o álcool e o tabaco, mas os adventistas vão mais longe, encorajando a redução de carne. Em geral, os adventistas tinham menos cancro que os batistas, e dentro das populações adventistas, os vegetarianos saíam-se ainda melhor, e aqueles que comiam o mais baseado em plantas estavam no melhor de todos. Todos os tecidos comestíveis de origem animal contêm estrogénio. Isso pode explicar por que as mulheres que evitam todos os produtos animais têm uma taxa de geminação que é um quinto daquela das vegetarianas e onívoras. Parece que as mulheres vegetarianas têm cinco vezes menos gémeos presumidamente por elas não estarem expostas a todas essas hormonas na dieta. E porque é que isso é uma coisa boa? Porque as gestações gemelares podem, infelizmente, ser gravidezes de risco, tanto para a mãe como os bebés, que podem ter dez vezes mais probabilidade de morrerem no nascimento. Para evitar essas complicações, as mulheres tentando a concepção podem querer considerar evitar leite e produtos derivados de leite. E isso é sem falar nas hormonas sintéticas que são injectadas, implantadas e alimentadas em animais de fazenda. Em 1979, uma epidemia de ampliação do peito foi observada em crianças italianas. Aves de capoeira ou vitela eram suspeitos porque eles estavam a usar estrogéneos para acelerar o ganho de peso. Então, após este episódio, a Europa proibiu o uso de promotores de crescimento anabolizantes na agricultura, e proibiu a importação de carne americana desde então, porque continuamos a injetar animais com drogas como o Zeranol, vendido como Ralgro Magnum. Vocês pingam sangue de gado implantado com Zeranol em células normais da mama, células mamárias humanas, numa placa de Petri e transformam-nas em células de cancro da mama em apenas 21 dias. Mas as pessoas não são placas de Petri. Por esses fatores de crescimento anabolizantes da produção de carne serem, de longe os mais poderosos e potentes hormónios encontrados na alimentação humana, devíamos mesmo testar as pessoas, especialmente crianças, antes e depois de comerem carne. Até fazermos isso, não saberemos realmente que tipo de ameaça eles representam; embora o facto do Zeranol ser tão potente quanto a DES deveria preocupar-nos. A DES é outro estrogénio sintético comercializado para as mulheres grávidas, todas as mulheres grávidas, até 1971, quando foi mostrado que causava cancro da vagina nas suas filhas. Mas também foi utilizado na carne. Na ausência de regulamentação federal eficaz, a indústria da carne utiliza centenas de aditivos para a alimentação animal, com pouca ou nenhuma preocupação quanto a efeitos causadores de cancro e outros efeitos tóxicos. De forma ilustrativa, após décadas de garantias enganadoras quanto à segurança do uso do DES no fornecimento de carne, finalmente o proibimos, cerca de 40 anos após ter sido demonstrado que causava cancro. A indústria da carne substitui-os prontamente por outros aditivos potencialmente cancerígenos, como este Ralgro Magnum. Quando as meninas começaram a morrer de cancro vaginal, a carne tratada com DES foi subsequentemente proibida na Europa. Contudo, convicções enganosas, incluindo a supressão deliberada de dados sobre resíduos, conseguiram adiar a proibição da DES no fornecimento de carne nos EUA por mais oito anos. Onde estamos hoje? Virtualmente, toda a população dos Estados Unidos consome sem qualquer aviso, rotulagem, ou informação, quantidades desconhecidas e imprevisíveis de resíduos hormonais em produtos de carne ao longo da vida. Se todos os aditivos hormonais e cancerígenos para a alimentação animal não forem banidos imediatamente, o mínimo que podíamos fazer é rotulá-los. Rotular os níveis de resíduos de hormonas em todos os produtos de carne, incluindo laticínios e ovos. Falando de ovos, o próximo na lista de doenças temidas é a doença cardíaca. Os ovos são a fonte # 1 de colina, a qual pode ser convertida pelas bactérias intestinais numa toxina que aumenta o risco de acidente vascular cerebral, ataque cardíaco e morte. Os ovos são também a fonte # 1 de colesterol. Porque é que isso importa se temos montes de colesterol a circular no sangue? O colesterol não apenas se infiltra nas nossas artérias e ajuda a formar essas bolsas inflamadas de pus dentro de nossas paredes arteriais, mas pode ter um papel activo na ruptura definitiva e fatal da placa. Cristais de colesterol podem realmente estalar a nossa placa. Se você olhar para placas em autópsias, elas estão cheias de cristais de colesterol salientes. O colesterol na placa pode ficar tão supersaturado que chega a um ponto em que ristaliza como rebuçado. E os cristais em crescimento podem, em seguida, rebentar com a placa. Aqui está um cristal de colesterol a sair no topo de um tubo de ensaio, e quando se olha para as pontas dos cristais sob um microscópio, eles são agulhas pontiagudas e cortantes. Eles colocaram uma membrana fina sobre a parte superior do tubo para ver se as agulhas a furavam, e, realmente, as extremidades afiadas dos cristais de colesterol cortaram através da membrana. E então eles mostraram que, quando o colesterol cristaliza, o volume de pico aumenta rapidamente e os cristais afiados na ponta podem cortar e rasgar membranas, sugerindo que é a cristalização de colesterol supersaturado em placas ateroscleróticas que pode induzir essas rupturas finais. E, de facto, é o que se vê na autópsia. Todos os pacientes que morreram de ataques cardíacos agudos tinham estes cristais de colesterol perfurantes, como este, saindo das suas placas, mas nenhuns cristais foram encontrados a perfurarem as artérias de pessoas com aterosclerose severa que morreram primeiro de outras causas não-cardíacas. Isso pode explicar porque reduzir drasticamente os níveis de colesterol com dieta, e medicação se necessário, pode reduzir o risco de ataque cardíaco fatal, ao puxar o colesterol para fora da parede da artéria, diminuindo o risco destas agulhas cristalizadas de colesterol que podem então estalar as placas nas nossas artérias. O colesterol elevado também pode causar o que é chamado doença do fígado gordo, a nossa próxima epidemia de doença crónica global. Os depósitos de gordura no nosso fígado podem provocar inflamação, e resultar em cancro do fígado, insuficiência e morte. E mais uma vez, poderão ser estes cristais, cristais de colesterol, a desencadearem a progressão da esteatose hepática em hepatite grave. Estamos a falar de colesterol dietético, o colesterol que as pessoas comem em ovos e outros produtos de origem animal. Há uma forte associação entre a ingestão de colesterol e hospitalização e morte por cirrose e cancro do fígado. E para além dos cristais, o colesterol dietético pode oxidar e causar diretamente efeitos tóxicos e cancerígenos. Não foi bem recebido até recentemente que o colesterol médio nos Estados Unidos, os chamados “níveis normais”, eram na verdade anormais, acelerando os bloqueios nas nossas artérias e colocando uma grande fracção da população normal em risco. Ter um colesterol normal numa sociedade onde é normal cair-se morto de um ataque cardíaco, não é necessariamente uma coisa boa. Níveis de colesterol normais poderão ser níveis de colesterol fatais. No baixar do colesterol, a moderação mata. Mesmo que todos os americanos mantivessem o seu colesterol total abaixo dos recomendados 200, milhões iriam desenvolver doença arterial coronária. Fortes evidências mostram que precisamos para manter o nosso colesterol total abaixo de pelo menos 150 para conter a epidemia. Que tipo de evidência? Bem, em muitas culturas, a doença coronária é praticamente desconhecida quando o nível de colesterol total está abaixo de 150. Aqui nos EUA, [no] famoso Framingham Heart Study, poucos abaixo dos 150 desenvolveram doença cardíaca, e nenhum morreu dela. Não podemos continuar a ter estas organizações públicas e privadas na vanguarda da liderança na saúde, a recomendarem ao público um plano alimentar que garante que milhões perecerão da própria doença que as orientações deviam prevenir. A razão dada pelas autoridades de saúde para não dizer às pessoas a verdade, para não advogarem o que a ciência revela como sendo melhor, foi de que poderia frustrar o público, que poderão ter dificuldade em conseguir baixar tanto os seus níveis de colesterol. Mas a maior frustração do público poderá vir de não ter sido informado da dieta ótima para a saúde. [Aplausos]. A doença cardíaca pode ser revertida com uma dieta baseada em plantas. A evidência justifica começar um movimento social; deixem as pessoas liderar e, eventualmente, o governo os seguirá. Alguns criticam as dietas à base de plantas por serem extremas. Vocês querem extremo? Vejam as consequências da nossa dieta atual. Ter um peito serrado ao meio para cirurgia de bypass, ou um acidente vascular cerebral que nos torna mudos, ou ter uma mama, cólon, próstata, ou recto removido por cancro. Isso sim é extremo. Um burrito de feijão? Fácil. [Risos, aplausos.] Em vez de simplesmente se contornar [bypass] o problema, literalmente, pode-se tratar a causa, deter e reverter a doença do coração, o nosso assassino #1, com uma dieta integral baseada em plantas. Em seguida na lista temos artrite, como a artrite reumatoide, uma doença inflamatória crónica sistémica que causa a destruição progressiva das articulações. Tantos quanto 80% tornam-se deficientes. Pode cortar 18 anos no tempo de vida. Existe medicação, mas, infelizmente, estão muitas vezes associadas com efeitos colaterais graves: perda de sangue, perda óssea, imunosupressão, toxicidade para o fígado e olhos. Tem que haver uma maneira melhor. Bem, as populações que comem mais carne parecem ter mais artrite reumatoide, e tem havido alguns relatos de casos dramáticos de ataques de artrite reumatoide a serem despoletados pelo consumo de produtos de origem animal, começando seis a dez horas após a ingestão de proteína animal e durando alguns dias, mas pararam quando os pacientes pararam de consumir produtos animais. Os investigadores sugerem que complexos imunes formados pelo corpo que atacavam as proteínas animais podem promover reações auto-imunes no interior das próprias articulações. E, de facto, aqueles com artrite reumatoide têm elevações notáveis de anticorpos para os alimentos como peixe, carne de porco, clara de ovo, proteínas de leite, e até mesmo alguns cereais. Também poderia ser devido a um efeito pró-inflamatório de gorduras da carne ou radicais livres do ferro a acumularem-se nas articulações ou outros mecanismos, mas olhem, casos clínicos e análises de país-a-país podem realmente apenas levantar questões. Para provar causa e efeito, é necessário um estudo de intervenção para colocá-lo à prova. Aqui vamos nós. Um estudo controlado randomizado, durante 13 meses, de dietas à base de plantas para a artrite reumatóide. Os pacientes foram submetidos a uma dieta vegana durante três meses e meio e depois mudaram para uma dieta vegetariana sem ovo nos restantes meses. Comparado com o grupo controle, que não mudou a sua dieta, houve uma melhora significativa no grupo à base de plantas na rigidez matinal durante o primeiro mês, cortando o número de horas que sofreram de rigidez articular pela metade. Uma diminuição da dor. Uma diminuição da incapacidade. Eles relataram subjetivamente como sentindo-se melhor; uma melhora significativa na força de preensão, menos articulações dolorosas, menos sensibilidade por articulação, e menos inchaço. Também tiveram quedas dramáticas nos marcadores inflamatórios no sangue, taxa de sedimentação, proteína C-reactiva e contagem de glóbulos brancos. Resultados altamente significativos e clinicamente relevantes. E quanto a osteoartrite? A causa mais frequente de deficiência física entre adultos com mais idade, afetando cerca de 20 milhões de americanos, afetando talvez 20% dos americanos nas próximas décadas, tornando-se cada vez mais difundido entre os mais jovens. A osteoartrite é caracterizada por perda de cartilagem dentro da articulação. Costumávamos pensar que era apenas uma espécie de desgaste, mas é agora geralmente aceite como uma doença articular ativa com um componente inflamatório. Portanto, se a perda de cartilagem é causada por inflamação, talvez se colocarmos as pessoas numa dieta anti-inflamatória, poderia ajudar, como com a artrite reumatoide. Usando nutrição e exercício físico otimizados como “primeira linha” de intervenção poderia muito bem ser a melhor prática médica. E então onde está a melhor ciência quanto ao que uma nutrição otimizada poderá parecer? O Estudo da China é um excelente exemplo, mostrando as graves consequências para a saúde… [Aplausos]. as graves consequências de saúde do elevado consumo de alimentos pró-inflamatórios: carne, laticínios, gordura e junk food, e um baixo consumo de alimentos anti-inflamatórios de plantas: cereais integrais, vegetais, frutas, feijão, ervilhas, grão de bico, lentilhas. A dieta ocidental não natural contribui para esta inflamação sistémica de baixo grau, stress oxidativo, dano tecidual, irritação, colocando o sistema imunitário neste tipo estado hiperactivo, o que pode ser uma espécie de denominador comum para estas condições como a artrite. A seguir na lista está acidente vascular cerebral (AVC) e hipertensão arterial, que vão juntos, pois a hipertensão arterial é o fator de risco # 1 para AVC. O estudo PREDIMED descobriu que uma dieta mediterrânica com nozes poderia reduzir o risco de AVC quase pela metade, apesar de que ainda iam tendo AVCs. Metade do número de AVCs, mas ainda assim era uma dieta que promovia AVC e promovendo ataques cardíacos também. Então, foi isso que o Dr. Ornish observou quando escreveu: nenhuma redução significativa nas taxas de ataque cardíaco, morte por doença cardiovascular, morte por qualquer causa, apenas aquela vantagem nos AVCs. Mas hey, quer dizer, já é alguma coisa. Uma dieta mediterrânica é certamente melhor do que o que a maioria das pessoas está a consumir. Mas ainda melhor poderá ser uma dieta em torno de alimentos vegetais integrais, que mostrou, na realidade, reverter a doença cardíaca, não contribuir para ela. Isso pode ser verdade, os autores do estudo relataram, mas o grande problema com a dieta do Ornish é, nhee, simplesmente não sabe bem que tão dificilmente alguém adere a ela. Mas isso não é verdade. O Ornish teve uma extraordinária aderência nos seus estudos sem diferenças em qualquer das medidas de aceitabilidade, o mesmo prazer em comparação com as suas dietas regulares. Até tiveram sucesso no país do churrasco, a Carolina do Norte rural. Vejam, dietas rigorosas podem reunir maior aceitação entre os pacientes do que as dietas mais modestas, porque poderão funcionar melhor. Maior adesão significa maior reversão da doença. Mas você não tem que estar às portas da morte. Mesmo aqueles jovens e saudáveis, sem problemas de saúde, não tiveram dificuldades em aderir a uma dieta baseada em plantas. Na verdade, funcionou um pouco bem demais. Este é um estudo cruzado em que pediram às pessoas para comerem à base de plantas durante alguns meses e depois voltarem à sua dieta original para notarem o contraste, mas as pessoas sentiram-se tão bem a comer saudável que alguns deles se recusaram a voltar à sua dieta regular, o que, tipo… na realidade atrapalha o estudo. [Aplausos]. Então eles estavam, vocês sabem, a perder peso sem contagem de calorias ou controle de porções, tinham mais energia, as suas menstruações ficaram melhor, melhor digestão, melhor sono. E muitos eram tipo: de maneira nenhuma, não vamos voltar atrás! Mas se os médicos apenas presumirem que as pessoas não vão comer desta forma… profecia auto-realizável. Assim como médicos fumadores são menos propensos a dizer aos seus pacientes para pararem de fumar, e médicos batatas de sofá são menos propensos a aconselharem exercício ou coisas como frutas e legumes, temos de ser exemplares no comportamento saudável. Isto aumenta muito a nossa credibilidade e eficácia. Longe vão os dias de autoridade tradicional, quando o médico gordo, deixando cair cinza do cigarro na sua bata manchada de molho, poderia, de forma credível, prescrever uma mudança de comportamento. Uma razão pela qual dietas à base de plantas podem salvar tantos milhões é porque o fator de risco # 1 de morte no mundo é a hipertensão arterial, desperdiçando nove milhões de vidas todos os anos, e nos Estados Unidos, matando mais de mil por dia. 400 mil americanos mortos todos os anos. A pressão arterial elevada afeta cerca de 78 milhões de americanos. Isso é um em cada três de nós, e à medida que envelhecemos, as nossas pressões trepam mais e mais, de tal modo que aos 60 anos atinge mais de metade de nós. Se afeta a maioria de nós quando ficamos mais velhos, talvez não seja tanto uma doença e mais apenas tipo uma consequência natural, inevitável do envelhecimento? Não. Sabemos há quase um século que a pressão arterial alta não precisa ocorrer. Os pesquisadores mediram a pressão arterial de um milhar de pessoas na zona rural do Quénia que comiam uma dieta em torno de alimentos vegetais integrais. Cereais integrais, feijão, vegetais, frutas, vegetais folhosos verde escuros. Até aos 40 anos, as pressões sanguíneas de africanos rurais – quase as mesmas que os europeus e americanos, 120s/80s, mas à medida que os ocidentais envelhecem, as suas pressões vão trepando de tal forma que pelos 60 anos a pessoa média é hipertensa, excedendo 140 sobre 90. E quanto àqueles que comem à base de plantas? As suas pressões melhoram com a idade. Não apenas não desenvolveram hipertensão, as suas pressões arteriais, na verdade, ficaram ainda melhores. Agora toda essa coisa do 140/90 é arbitrária. Tal como os estudos que mostram que, quanto mais baixo o colesterol, melhor; não há realmente um nível seguro acima de 150. Alguns estudos de pressão arterial também apoiam este tipo de abordagem “quanto mais baixo melhor” na redução da pressão arterial. Mesmo pessoas que começam com uma pressão arterial inferior a 120/80 parecem beneficiar da redução da pressão arterial. Assim, a pressão arterial ideal, a pressão arterial do “nenhum benefício em reduzi-la ainda mais” é, na verdade, 110/70. Mas será mesmo possível atingir uma pressão arterial abaixo dos 110/70? Não é apenas possível, é normal para aqueles que comem dietas saudáveis ​​o suficiente. Ao longo de dois anos num hospital do Quénia rural, 1.800 pacientes deram entrada. Quantos casos de hipertensão arterial eles encontraram? Zero. Uau, então eles devem ter tido taxas baixas de doenças do coração. Não, eles não tinham nenhuma taxa de doenças do coração. Não baixo risco. Sem risco. Nem um único caso de arterosclerose, o nosso assassino # 1, foi encontrada. Na China rural também, cerca de 110/70 durante toda a sua vida. Agora vejam, África e China, dietas vastamente diferentes, mas o que eles têm em comum, é comerem à base de plantas no dia-a-dia, com carne apenas incluída tipo em ocasiões especiais. Agora, porque é que pensamos que era a natureza baseada em plantas da sua dieta que era tão protetora? Porque, no mundo ocidental, como notou a American Heart Association, as únicas pessoas a chegarem realmente tão baixo são os vegetarianos estritos, chegando aos 110/65 E então, a American Heart Association recomenda uma dieta vegetariana estrita? Não, eles recomendam a dieta DASH. A dieta DASH tem sido descrita como uma dieta lacto-vegetariana, mas não é. Enfatiza frutas e legumes e laticínios com baixo teor de gordura, mas apenas uma redução na carne. Por que não vegetariana? Quer dizer, sabemos há décadas que alimentos de origem animal estavam associados com pressão arterial, com elevada significância. De facto, vocês podem pegar em vegetarianos, pagar-lhes o suficiente para comerem carne e podem ver a sua pressão arterial a subir. Então, quando a dieta DASH foi criada, estariam eles simplesmente não conscientes desta pesquisa de referência, feita por Frank Sacks de Harvard? Não, eles estavam conscientes. O Presidente da Comissão de Projeto que surgiu com a dieta DASH foi Frank Sacks. Vejam, a dieta DASH foi explicitamente concebida com o objetivo # 1 de capturar os benefícios de redução da pressão arterial de uma dieta vegetariana, mas ainda assim contendo produtos animais suficientes para torná-la palatável para o público em geral. Na verdade, Sacks descobriu que quantos mais laticínios os vegetarianos comiam, mais subiam as suas pressões arteriais, mas tem que se tornar a dieta aceitável. Uma meta-análise recente constatou que as dietas vegetarianas eram boas, mas dietas estritamente à base de plantas podem ser melhores. As dietas vegetarianas em geral conferem proteção contra as doenças cardiovasculares, alguns tipos de cancro e morte, mas dietas completamente à base de plantas parecem oferecer proteção adicional contra a obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, e mortalidade por doença cardíaca. Com base num estudo de 89 mil californianos, aqueles que comiam dietas sem carne aparentavam reduzir o risco de hipertensão arterial em metade, mas aquelas que comiam dietas sem carne, sem ovo, e sem derivados de leite reduziam o seu risco em 75%. Se, contudo, vocês estão a comer uma dieta integral baseada em plantas, e ainda não estão a bater os 110/70, existem algumas plantas encontradas recentemente que podem oferecer proteção adicional. Um estudo randomizado controlado por placebo descobriu que uma xícara de chá de hibisco a cada refeição diminui significativamente a pressão arterial, Na verdade, testado lado-a-lado com um medicamento líder na pressão arterial, Captopril, duas xícaras de chá de hibisco todas as manhãs foi tão eficaz quanto o medicamento. Outro ensaio randomizado controlado com placebo descobriu que algumas colheres de sopa de sementes de linhaça moídas por dia induzia um dos mais potentes efeitos anti-hipertensivos alguma vez alcançados numa intervenção dietética, duas a três vezes mais poderoso que instituir um programa de exercícios de resistência, embora não haja nenhuma razão para que você não possa fazer as duas. [Limpa a garganta] [risos] Vinho tinto pode ajudar, mas apenas se o álcool tiver sido retirado. Sinto muito. [Risos.] Vegetais crus ou cozidos? E a resposta é ambos, embora crus possa na realidade funcionar melhor. Kiwis não pareceu funcionar, apesar de o estudo ter sido publicado por uma empresa de kiwis. Talvez eles devessem ter feito como o comité de marketing de uvas passas da Califórnia, que se saiu com este estudo que mostra que as passas podem reduzir a pressão arterial, mas apenas, aparentemente, em comparação com bolinhos de chocolate, Cheez-its, e Chips Ahoy! [Risos.] Eles conhecem bem o truque da industria farmacêutica de escolher o grupo de controle certo. A seguir, na lista das doenças temidas, está diabetes e perda da visão, que vão juntos já que o diabetes é a principal causa de cegueira prevenível de meia-idade. Mesmo com o tratamento intensivo da diabetes, pelo menos três injeções de insulina por dia ou estas bombas de insulina implantáveis, o melhor que podemos oferecer é geralmente apenas um abrandamento da progressão da doença. Nós podemos ‘abrandar’ a sua cegueira com a medicina moderna. Mas há meio século, Kempner na Duke provou que se consegue revertê-la com uma dieta ultra-rigorosa baseada em plantas, principalmente de arroz e frutas. 44 pacientes consecutivos com retinopatia diabética. Em 30% dos casos, os olhos melhoraram, desde, tipo, isto para aquilo. Isso não é suposto acontecer. A retinopatia diabética foi considerada um sinal de danos irreversíveis. O que significa isso na vida real? Desde incapaz até mesmo de ler manchetes até visão normal. Como é que tratamos a retinopatia diabética nos dias de hoje? Com esteróides e outras drogas injetadas diretamente no globo ocular. E se isso não funcionar, há sempre a fotocoagulação a laser, em que queima a laser é aplicada em quase toda a retina. Os cirurgiões queimam, literalmente, a parte de trás do globo ocular. Agora, por que é que fazem isso? Bem, uma teoria é que se você matar a maior parte da retina, o pedaço restante que ficar vai receber mais do fluxo sanguíneo. Agora, quando eu vejo isto, juntamente com o trabalho de Kempner, não posso evitar sentir-me como se a história tivesse sido revertida. Tipo, “acreditas que há 50 anos havia um bárbaro de cirurgião a queimar a tua retina, mas agora, felizmente sabemos que através de intervenções dietéticas apenas podemos por vezes reverter a cegueira? ” Mas em vez de aprender, a medicina parece ter esquecido. O modo mais eficaz de evitar complicações diabéticas é simplesmente eliminar a diabetes em primeiro lugar. Isto é muitas vezes possível com uma dieta saudável o suficiente. Uma dieta baseada em plantas bateu a dieta convencional da American Diabetes Association num cabeça-a-cabeça em ensaio clínico randomizado controlado, sem restringir porções, sem contagem de calorias ou hidratos de carbono. Uma revisão de todos esses estudos descobriu que aqueles que seguem dietas à base de plantas experienciaram melhores progressos em comparação com aquelas dietas que incluem produtos de origem animal, mas isto não é novidade. O sucesso no tratamento da diabetes tipo 2 com uma dieta à base de plantas foi demonstrado na década de 1930, mostrando que uma dieta centrada em torno de vegetais, frutas, cereais integrais e feijão, era mais eficaz no controlo da diabetes do que qualquer outra dieta. Ensaio Randomizado Controlado: após 5 anos, nenhuma grande mudança no grupo de controle, mas no grupo à base de plantas, as necessidades de insulina foram cortadas pela metade e um quarto acabou fora da insulina completamente. Esta foi uma dieta de baixas calorias, contudo. Então, talvez a sua diabetes tenha melhorado porque eles perderam peso. Para provocar essa hipótese, o que nós precisaríamos era de um estudo onde eles mudem as pessoas para uma dieta saudável, mas forcem-lhes a comer tanta comida, que eles até manteriam o seu peso. Então poderíamos ver se uma dieta baseada em plantas teria benefícios independentes de qualquer perda de peso. Teríamos que esperar outros 44 anos, mas… aqui está ele: os sujeitos foram pesados ​​todos os dias, e se começassem a perder peso, fariam-nos comer mais alimentos. Na verdade, tanta comida que alguns dos participantes tiveram dificuldades para comer tudo, mas eventualmente adaptaram-se, logo não houve alterações significativas no peso corporal apesar da restrição de carne, laticínios, ovos e porcaria. OK. Então, com zero perda de peso, uma dieta à base de plantas ainda ajudou? Aqui está o antes e o depois em necessidades de insulina das 20 pessoas que colocaram na dieta. Portanto, o número de unidades de insulina com que tinham que injetar-se, antes e depois de comerem à base de plantas. Requisitos de insulina em geral foram cortados em cerca de 60%, e metade foram capazes de sair completamente da insulina, apesar de nenhuma alteração de peso. Agora, quantos anos isto durou? Foram cinco anos como no outro estudo? Não, 16… …dias. [Aplausos]. Portanto, estamos a falar de diabéticos que tiveram diabetes durante até 20 anos. Injetando tanto quanto 20 unidades de insulina por dia, e apenas 13 dias depois, estão fora da insulina por completo, graças a menos de duas semanas de uma dieta baseada em plantas. Diabetes durante 20 anos e depois fora da insulina em menos de duas semanas. Aqui está o paciente 15. 32 unidades de insulina na dieta de controle, e depois, 18 dias mais tarde, nenhuma. Níveis mais baixos de açúcar no sangue com menos 32 unidades de insulina. Esse é o poder das plantas. E como um bónus, o seu colesterol caiu como uma pedra, também, em 16 dias para menos de 150. Tal como mudanças moderadas na dieta geralmente resultam em reduções apenas modestas nos níveis de colesterol, pedir aos pacientes com diabetes para fazerem alterações moderadas atinge igualmente resultados moderados, que é uma razão possível de porque eles acabam em drogas, injeções, ou ambos. ‘Tudo com moderação’ é uma indicação mais verdadeira do que as pessoas imaginam. Mudanças moderadas na dieta podem deixar alguém com cegueira moderada, insuficiência renal moderada, amputações moderadas, talvez apenas alguns dedos dos pés. [risos] Moderação em todas as coisas não é necessariamente uma coisa boa. Quanto mais nós, como médicos, pedirmos dos nossos pacientes, mais tenderemos a receber. O velho ditado “aponta para a lua” parece aplicar-se. Poderá ser mais eficaz do que limitar os pacientes a pequenos passos que podem soar mais fáceis de gerir, mas não o suficiente para realmente parar a doença. A única coisa melhor do que reverter diabetes é não a desenvolver em primeiro lugar. Vocês conhecem aquele estudo que pretendia mostrar que as dietas ricas em carne, ovos e laticínios podiam ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar, supostamente sugeriu que as pessoas com menos de 65 anos que comem uma grande quantidade de proteína animal, têm quatro vezes mais probabilidades de morrer de cancro ou diabetes. Mas se você olhar para o próprio estudo, você vai ver que não é verdade. Aqueles que comiam muita proteína animal não tinham apenas quatro vezes mais risco de morrer de diabetes, eles tinham 73 vezes maior risco de morrer de diabetes. À medida se come mais e mais à base de plantas, parece haver uma queda gradual nas taxas de diabetes até uma prevalência 78% inferior entre aqueles que comem estritamente à base de plantas. Proteção a crescer de forma incremental enquanto iam de comer carne diariamente para menos de diariamente, para apenas peixe, para nenhuma carne, para nem ovos nem laticínios também. Um padrão similar foi encontrado para a principal causa de perda de visão entre os idosos, cataratas. Isto sugere que não é tudo ou nada. Quaisquer passos que possamos dar para se comer mais saudável podem acrescentar aos benefícios. Mas porquê? Porque é que o consumo total de carne está associado a um maior risco de diabetes, especialmente carne processada, particularmente de aves? Bem, há toda uma lista de potenciais suspeitos, culpados na carne. Sim, pode ser da proteína animal, mas talvez seja a gordura animal, talvez seja o colesterol, talvez seja o ferro levando à formação de radicais livres que podem causar inflamação. Produtos resultantes de glicação avançada são outro problema. Eles promovem o estresse oxidativo e a inflamação, e as análises a alimentos mostram que os níveis mais elevados dessas então chamadas glicotoxinas são encontrados na carne. Aqui estão os 15 alimentos mais contaminados de entre os encontrados com contaminação de glicotoxina: Frango, carne de porco, carne de porco, frango, frango, carne de vaca, frango, frango, carne de vaca, frango, peru, frango, peixe, carne de vaca, e … …McNuggets. Não sei se se pode realmente chamar a isso de frango, mas… la vai. Apesar de que outros alimentos de origem animal também podem conter estes químicos pró-oxidantes. Neste estudo, eles alimentavam diabéticos com alimentos cheios de glicotoxinas, frango, peixe, ovos, e os seus marcadores inflamatórios dispararam, como o fator de necrose tumoral, proteína C-reativa. Assim, nos diabéticos, estes AGEs alimentares podem promover mediadores inflamatórios, levando a lesão tecidual. A boa notícia é que a restrição destes tipos de alimentos pode suprimir os efeitos inflamatórios. Estas glicotoxinas podem ser tipo o elo que faltava entre o aumento do consumo de gordura animal e de carne e o subsequente desenvolvimento de diabetes tipo 2, antes do mais. Assim como de doença de Alzheimer, a doença final na nossa lista de doenças mais temidas. AGEs alimentares aparentam ser importantes fatores de risco para a doença de Alzheimer, também. Se se medir os níveis na urina de glicotoxinas que fluem nos corpos de adultos mais velhos, aqueles com os níveis mais elevados passaram a sofrer o maior declínio cognitivo ao longo dos nove anos subsequentes, bem como o maior encolhimento do cérebro, chamado atrofia cerebral, tudo ajudando a explicar porque aqueles que comem mais carne de entre todos podem ter o triplo do risco de contrair demência em comparação com os vegetarianos a longo termo. A questão de fundo é que a mesma dieta que pode ajudar a prevenir as outras doenças temidas: cancro, ataques cardíacos, artrite, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial, diabetes, perda de visão, poderá também ajudar a prevenir a atrofia cerebral assim como a doença de Alzheimer. Sabem, uma doença que não está na lista é ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica, ou doença de Lou Gehrig, que atinge pessoas saudáveis de meia-idade, aparentemente de forma aleatória, e tem pouca esperança de tratamento e sobrevivência. Embora a capacidade mental permaneça intacta, a ELA paralisa as pessoas. A maioria dos pacientes morrem no prazo de três anos, quando já não conseguem respirar ou engolir. A todo o momento, 30.000 americanos estão a lutar pelas suas vidas. Cada um de nós tem cerca de 1 em 400 chances de contrair esta doença ao longo da nossa vida. E parece estar a aumentar em todo o mundo. O que é que causa isso? Bem, há uma neurotoxina produzida por algas azuis esverdeadas nos nossos rios, lagos e oceanos, que acaba em peixes e mariscos, que é atualmente uma forte concorrente como causa de, ou, pelo menos, um dos principais contribuintes, para ELA e talvez Alzheimer e Parkinson também. Pesquisadores em Miami encontraram esta neurotoxina BMAA nos cérebros de Floridianos que morreram de doença de Alzheimer esporádica e ELA, níveis significativos em 49 de 50 amostras de pacientes com Alzheimer e ELA. A mesma coisa foi encontrada no noroeste do Pacífico e nos cérebros de pessoas que morreram de doença de Parkinson. Também se pode colher mais desta neurotoxina no cabelo de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica vivos, em comparação com controles. Então estará esta neurotoxina presente em frutos do mar na Flórida? Sim, tanto em peixe como marisco de água doce – ostras, robalo, etc., e fora na baía. E não apenas na Flórida. Na costa Este, no Centro-Oeste. Então, isso poderia explicar as concentrações de Esclerose Lateral Amiotrófica em torno de lagos em New Hampshire, ou peixe no Wisconsin, ou caranguejos azuis do Chesapeake perto de onde eu vivo, ou em comedores de frutos do mar em França, ou no distrito Lakeland na Finlândia, ou ao redor do Mar Báltico… acumulando particularmente em peixes, mexilhões e ostras. Há um consenso geral de que estas florações de algas tóxicas estão a aumentar no mundo inteiro graças em parte à agricultura industrializada, que pode aumentar a exposição a esta neurotoxina, levando a um possível maior risco destas horríveis doenças neurodegenerativas. Com evidência substancial e crescente de que esta neurotoxina desempenha um papel no desencadear e progressão de doenças neurodegenerativas, a questão mais importante é “que modo de atividade exerce a BMAA?” Não, não é. A questão mais importante é como é que vamos reduzir a nossa exposição? Sabemos que a presença desta neurotoxina em cadeias alimentares aquáticas poderia ser um perigo significativo para a saúde humana, assim, até que se saiba mais, poderá ser prudente reduzir o nosso risco ao limitarmos a exposição ao BMAA na dieta humana. Existem neurotoxinas no abastecimento de produtos lácteos, também, o que pode explicar a ligação entre o consumo de leite e Parkinson. Níveis elevados de resíduos de pesticidas organoclorados são encontrados no leite e nos cérebros de pacientes de Parkinson, e outros poluentes, como tetrahidroisoquinolina, que na verdade é o que os cientistas usam para tentar induzir a doença em primatas, são encontrados nos produtos de leite, particularmente queijo Então, talvez a indústria de laticínios devesse fazer estes testes de toxinas no leite. Boa sorte com isso. Você poderia simplesmente nem beber a coisa mas, então… e os seus ossos? Essa é uma jogada de marketing. Se você olhar para a ciência, o leite não parece proteger contra o risco de fratura de quadril seja beber durante a idade adulta, seja a beber durante a adolescência. Se algo, o consumo de leite foi associado com um ‘aumento’ no risco de fraturas em homens. Isto sugere uma explicação parcial para o enigma de longa data de que a taxa de fraturas da anca são mais elevadas em populações com o maior consumo de leite. Este enigma irritou uma equipa de investigação sueca, intrigada porque os estudos, outra e outra vez, tinham mostrado uma tendência de um maior risco de fratura com um maior consumo de leite. Bem, existe um defeito congénito raro chamado galactosemia, onde os bebés nascem sem as enzimas necessárias para desintoxicar a galactose no leite, então eles acabam com níveis elevados de galactose na sua corrente sanguínea, o que provoca perda óssea. Então talvez, aperceberam-se os pesquisadores, mesmo em pessoas normais que podem desintoxicar da coisa, talvez não seja tão bom para os ossos estar-se a consumir toda essa galactose durante todo o dia. E a galactose não prejudica apenas os ossos. Isso é o que os cientistas usam para causar envelhecimento prematuro em animais de laboratório. Um pouco galactose e encurtam o seu tempo de vida, stress oxidativo, inflamação, degeneração cerebral, tipo o valor de galactose de um a dois copos de leite por dia. Olhem, nós não somos ratos, mas, dada a elevada quantidade de galactose no leite, recomendações para aumentar a ingestão de leite para prevenção de fraturas poderia ser uma contradição concebível. Então eles decidiram colocá-lo à prova, olhando para a ingestão de leite e a mortalidade bem como para o risco de fratura, para testar a teoria. Um acompanhamento de 100.000 homens e mulheres durante até 20 anos, e mulheres que bebiam leite tinham maiores taxas de morte, mais doença cardíaca, significativamente mais cancro para cada copo diário de leite. Três copos por dia foi associado com quase o dobro do risco de morte. E tinham significativamente mais fraturas de ossos e do quadril, também. Mais leite, mais fraturas. Homens que bebiam leite também tinham maiores taxas de morte, mas por algum motivo nunca se vê nada disso em nenhum dos anúncios publicitários de leite… [risos] OK, então onde é que isto nos deixa? Quais são os pontos em comum? Se você olhar para quatro dos principais sistemas de pontuação de qualidade da dieta, os quais têm sido associados com extensão do tempo de vida, menos doença do coração, menos cancro, todos eles partilham apenas quatro coisas em comum. Quais são? Mais frutas, mais legumes, mais cereais integrais, mais nozes e mais feijões. Estão todos incluídos num núcleo comum de dietas ricas em alimentos vegetais. Enquanto que em padrões alimentares opostos, dieta ocidental, riscos mais elevados. Então, precisamos otimizar o ambiente alimentar para apoiar cereais integrais, vegetais, frutas, e fontes de proteína baseadas em plantas. Levando os índices de qualidade da dieta para a conclusão lógica, da dieta mais baseada em plantas sai a dieta mais saudável. Mas, novamente, não tem que ser tudo ou nada. Temos agora evidência de que conselhos simples para aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, e diminuir o consumo de alimentos de origem animal, realmente tem uma vantagem de sobrevivência. E se precisamos dela. Em termos de expectativa de vida, os EUA estão em torno de 27º das 34 principais democracias de mercado livre. As pessoas na Eslovénia vivem mais um ano do que os cidadãos dos Estados Unidos. Porquê? A maioria das mortes nos Estados Unidos são evitáveis ​​e relacionadas à nutrição. De acordo com a análise mais rigorosa de fatores de risco publicada até à data, a causa número um de morte nos Estados Unidos, e a principal causa de incapacidade, é a nossa dieta,, empurrando o tabagismo para número dois. Fumar, agora, mata apenas cerca de meio milhão de americanos por ano, Enquanto que a dieta mata centenas de milhares mais. Deixem-me terminar com um experimento mental. Imagine-se a si próprio como sendo um fumador na década de 1950. A média de consumo de cigarros per capita era de cerca de 4.000 cigarros por ano. Pense sobre isso. O americano médio fumava meio maço por dia. Os mídia estavam a dizer-lhe a si para fumar e atletas famosos concordavam. Até o Pai Natal se importava o suficiente com a sua saúde para querer que você fumasse. Quero dizer, você quer manter a forma, e ficar esbelto, então você assegura-se de fumar, e comer cachorros-quentes para ficar esguio, e comer muito açúcar para ficar magro e esguio, engorda menos que aquela maçã. Quer dizer, chiça, então! [Risos.] Embora as maçãs conotem com virtude e frescura, lê-se num memorando interno da indústria do tabaco, que realça muitas possibilidades para cigarros destinados aos jovens. Ahaaa! Sem vergonha! Além de ficar em forma e esguio e com a garganta suave, pelo bem da digestão, você fuma. Quero dizer, nenhum poder curativo foi reivindicado por Phillip Morris, mas uma grama de prevenção vale um quilo de cura, Então, mais vale estar seguro que lamentável, é melhor fumar. Como comer, fumar era um assunto de família. Uau, mama, tu gostas mesmo do teu Marlboro. Podes crer que gosto, meu lindo. Só uma pergunta, mama… Consegues ‘não’ apreciar fumar Marlboro? Os seus filhos estavam a dar-lhe cigarros na década de 50. Até o seu cão estava a dar-lhe cigarros. Sopre no seu rosto, e ela irá segui-lo por toda a parte. [Gargalhada] Afinal de contas, eles são tão redondos … Oh, nenhuma mulher jamais diz não a um Winchester. Eles são tão redondos, tão carregados! [Risos.] Afinal de contas, o John Wayne os fumava, até que ele teve cancro de pulmão e morreu. Até o pessoal da Paleo andava a fumar… [risos, aplausos] …e assim andavam os médicos. Sim… Não, olhem, isso não quer dizer que não houvesse controvérsia dentro da profissão médica. Sim, alguns médicos fumavam Camel, mas outros médicos preferiam Lucky Strikes, logo, de facto havia desacordo. Médicos eminentes, da alta autoridade médica e imparcial, apelavam a Phillip Morris. Até mesmo os especialistas não conseguiam concordar qual cigarro era melhor para a sua garganta; portanto, melhor ficarmo-nos pela ciência, certo? E mais cientistas fumavam desta marca, de facto. Isso não devia ser ciência de foguetão [complicada], mas até mesmo os cientistas de foguetão tinham a sua própria marca, para ‘o homem que pensa por si próprio’. O que dizia o governo? Fume Lucky Strikes. Quero dizer, quem não gostaria de dar à sua garganta um descanso. Nem um único caso de irritação na garganta. Como poderiam o seu nariz e garganta ficarem afectados, quando os cigarros são tão puros quanto a água que você bebe? Olhe, e se você ficar irritado, não há problema. O seu médico pode passar-lhe uma receita de cigarros. Isto é do Journal of the American Medical Association. Afinal de contas “não fume” é um conselho difícil de engolir para os pacientes. Lembra-me de uma recente pesquisa de médicos que descobriu que a razão # 1 dos médicos ‘hoje’ não prescreverem dietas saudáveis ​​para o coração, era a percepção de que os pacientes temem ser privados de todo o lixo que andam a comer. Afinal de contas, a Phillip Morris lembrou-nos, nós queremos manter os nossos pacientes felizes. Fazer uma mudança radical nos hábitos faria-lhes mal. Você é um médico; você não faz mal aos seus pacientes. A indústria do tabaco deu a estas revistas médicas muito dinheiro para colcarem anúncios como estes. Não há problema, contudo. As reivindicações da Phillip Morris vêm de fontes totalmente confiáveis, com base em estudos por autoridades reconhecidas e publicados em nas revistas médicas principais. Até mesmo oferecendo-se gentilmente para enviar pacotes gratuitos de cigarros para os médicos para que eles possam testá-los eles mesmos. Então, vemo-nos na próxima convenção da AMA [Associação Médica Americana] no salão de fumadores. O que é que a Associação Médica Americana tinha a dizer quanto a si? Como a maioria das revistas médicas, eles aceitavam anúncios de tabaco. Eles ainda estavam para ver uma autópsia, o conselho editorial oficial disse, com uma única lesão com uma etiqueta Marlboro nela. E então, quando a medicina convencional está a dizer que fumar, no balanço geral, pode ser benéfico para si, quando a Associação Médica Americana está a dizer isso, então para onde é que você se podia virar, naquela altura, se quisesse apenas os factos? Quais são os novos dados avançados pela ciência? Ela estava cansada demais para se divertir, e então ela fumou um Camel. [Risos.] Babe Ruth falou de ‘evidência positiva’ da ciência médica, Isto é, quando ele ainda podia falar, antes de morrer de cancro da garganta. Alguma da ciência escapou, provocando uma queda de cerca de 11 cigarros por dia por pessoa para cerca de 10, mas aqueles que ficaram com medo podiam sempre escolher o cigarro que tira o medo de fumar, ou melhor ainda, escolher o cigarro que lhe dá a maior proteção de saúde. Agora, se por algum milagre, houvesse um site SmokingFacts.org naquela época que pudesse entregar a ciência diretamente, contornando filtros institucionais comerciais e corruptos, você teria ficado consciente de estudos como este. Um estudo adventista na Califórnia, em 1958, que mostrou que os não-fumadores podem ter, pelo menos, 90% menos cancro do pulmão. Mas este não foi o primeiro. Quando perguntaram ao famoso cirurgião Michael DeBakey porque é que os seus estudos, publicados nos anos 30, ligando tabagismo ao cancro do pulmão, foram ignorados, ele teve que lembrar às pessoas como era naquela época. Nós éramos uma sociedade de fumadores. Estava nos filmes. As reuniões médicas eram uma grande nuvem de fumo. É como os debates sobre cigarros e cancro de pulmão no Congresso a terem lugar em salas cheias de fumo. Faz-me indagar o que será que eles servem no pequeno almoço buffet do Comité de Orientações Dietéticas, até hoje. Um estatístico famoso com o nome de Ronald Fisher protestou contra o que ele chamou de propaganda para convencer o público de que o cigarro era perigoso. Ele fez contribuições inestimáveis ​​nesse campo, mas a sua análise de cancro de pulmão e tabagismo estava equivocada por uma falta de vontade em examinar todo o corpo de dados disponíveis. A sua tela de fumo pode ter sido por ele ser um consultor pago pela indústria do tabaco, tudo bem, mas também porque ele próprio era um fumador. Parte da sua resistência à associação pode ter sido por causa de sua própria afeição por fumar, o que me faz pensar sobre algumas das comidas favoritas que os pesquisadores em nutrição podem ter hoje em dia. Parece-me sempre irónico que enquanto os pesquisadores vegetarianos se atrevem a listar sua dieta como um potencial conflito de interesses, nem uma vez nos 70.000 artigos sobre carne na literatura médica alguma vez vi um pesquisador divulgar os seus hábitos não vegetarianos; porque é normal. Assim como fumar era normal. De volta ao nosso experimento mental. Se você é um fumador nos anos 50, ‘com conhecimento’, o que é que você faz? Com acesso à ciência você percebeu que o melhor balanço de evidências disponível sugere que o hábito de fumar não é bom para si. E então, você muda os seus hábitos de fumar ou você espera? Se você esperar até que o seu médico lhe diga – entre umas passas – para deixar, você poderá ter cancro até então. Se você esperar até que as autoridades no assunto o reconheçam oficialmente, como o Cirurgião Geral o fez na década seguinte, você poderia estar morto por essa altura. Foram necessários 25 anos para que o relatório do Cirurgião Geral saísse. Foram precisos mais de 7.000 estudos e a morte de incontáveis ​​fumadores até que o primeiro relatório do Cirurgião Geral contra o tabagismo foi finalmente lançado na década de 1960. Pensaria-se que talvez após os primeiros talvez 6.000 estudos, eles teriam dado às pessoas umas luzes ou algo assim? Uma indústria poderosa. Imagine-se quantas pessoas estão atualmente a sofrer desnecessariamente de doenças alimentares? Talvez devêssemos ter deixado de fumar após o estudo 700 como este. Com tanto dinheiro e hábito pessoal em jogo, irão sempre haver dissidentes. Mas, dada a gravidade das doenças e a soma total de evidência não devíamos ‘esperar’ para aplicar medidas preventivas. Como fumador na década de 50, de num lado, você tinha toda a sociedade, o governo, a própria profissão médica a dizer-lhe para fumar. E do outro lado, a ciência; se você tivesse a sorte de estar a par de estudos como este. Agora avançando 55 anos. Sabem, á um novo estudo adventista da Califórnia, advertindo a América sobre os riscos de ‘outra coisa’ que podem estar a colocar nas suas bocas. E não é apenas um estudo. Segundo a última revisão, a soma total de evidências sugere que a mortalidade por todas as causas juntas, muitas das nossas doenças temidas: doença isquémica do coração, doenças cerebrovasculares como derrames é significativamente menor naqueles que comem dietas sem carne, além de terem menos cancro e diabetes. Então, em vez de alinhar com o hábito de fumar da América na década de 50, imagine você ou alguém que você conhece a alinhar com hábitos alimentares da América de hoje. O que é que você faz? Com o acesso à ciência você percebeu que o melhor balanço de evidências disponível sugere que seus hábitos alimentares provavelmente não são bons para você. Se você esperar que o seu médico – entre umas dentadas – lhe diga para mudar a sua dieta, poderá ser tarde demais. Na verdade, mesmo após o relatório do Cirurgião Geral, a comunidade médica ainda arrastava os pés. A American Medical Association reteve mesmo, oficialmente, o suporte ao relatório do Cirurgião Geral. Eles não o apoiaram. Poderia ter sido por terem acabado de receber 10 milhões de dólares da indústria do tabaco? Hmm … OK, olhem. Nós sabemos porque a AMA pode ter andado a chupar a indústria do tabaco, mas porque é que os médicos individuais não se expressavam? Bem, haviam algumas almas valentes à frente do seu tempo, assim como existem hoje, levantando-se contra indústrias que matam milhões, mas porque não mais? Talvez seja porque a maioria dos médicos, eles próprios, fumava cigarros, assim como a maioria dos médicos hoje comem alimentos que contribuem para a nossa epidemia de doença alimentar. Qual foi o grito de guerra da AMA na época? “Tudo com moderação.” Soa familiar? “Extensos estudos científicos PROVAM fumar com moderação…” OK. Hoje, a indústria alimentícia usa as mesmas táticas da indústria do tabaco: fornecendo desinformação, distorcendo a ciência. Os mesmos cientistas de aluguer pagos para subestimarem os riscos do fumo passivo e dos produtos químicos são os mesmos contratados pela Associação Nacional dos Pasteleiros para subestimarem os riscos dos doces, e os mesmos contratados pela indústria da carne para subestimarem os riscos da carne. O consumo de produtos de origem animal e de alimentos processados causa pelo menos 14 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano. 14 MILHÕES de mortes. 14 milhões de pessoas MORTAS todos os anos. Isso não é uma falta de força de vontade individual diz o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde. Isto é uma falta de vontade política para cair em cima do ‘grande negócio’, o qual é uma formidável oposição. Poucos governos estão dispostos a pôr a saúde à frente do grande negócio. Como aprendemos com a experiência com a indústria do tabaco, uma corporação poderosa pode vender ao público praticamente seja o que for. Se há uma coisa que aprendemos com a experiência do tabaco, escreveu um juiz de distrito, é como os lucros poderosos podem ser um motivador, mesmo à custa de milhões de vidas e sofrimento indescritível. Pode ter demorado 25 anos para o relatório do Cirurgião Geral sair, e ainda mais para a medicina convencional entrar a bordo, mas agora já não há anúncios a encorajarem as pessoas a inalarem ‘até ao coração’. Agora existem anúncios do centro de Controle e Prevenção de Doenças [CDC] a dar para trás. Quanto a alimentos, havia: ‘carne pela defesa da saúde’, ou ‘bacon nutritivo’, ou ‘médicos prescrevem carne’, ou refrigerante, já que mencionamos. “Graças a Deus que os Trix’ causam habituação!” Agora, tal como haviam aqueles nas décadas de 30, 40, e 50, na vanguarda a tentar salvar vidas, hoje, temos aqueles anúncios giratórios mudando de’o que você pode fazer com o rabo de porco’, para ‘o que o porco pode fazer ao seu rabo’. [“cachorros podem causar cancro no rabo”] Da Comissão de Médicos pela Medicina Responsável, a campanha “A carne é o novo tabaco”. Tal como o Dr. Barnard tentou transmitir num editorial publicado no Jornal de Ética da Associação Médica Americana, as dietas à base de plantas podem ser hoje consideradas o equivalente nutricional a deixar de fumar. Quantas mais pessoas têm que morrer, contudo. [Aplausos]. Quantas mais pessoas terão que morrer antes que o CDC incentive as pessoas a não esperarem até à cirurgia de coração aberto para começarem a comer saudável também. Quanto tempo é que vai levar, contudo? Assim como não temos que esperar até que os nossos médicos deixem de fumar para nós deixarmos, não temos que esperar até que o nosso médico tenha uma classe em nutrição ou limpe a sua própria dieta antes de mudar-mos os nossos próprios hábitos alimentares. Olhem, não é culpa do vosso médico, escreve um grupo de médicos proeminentes. Há uma deficiência severa de educação nutricional a todos os níveis de formação médica. Simplesmente nunca nos ensinaram. Sabemos que uma dieta integral à base de plantas tem sido comprovada por reverter o nosso assassino # 1, proteger contra a diabetes tipo 2 e o cancro. Então, de que forma é que este conhecimento tem afetado a educação médica? Não tem. Apesar da negligência em nutrição na educação médica, o público considera os médicos como fontes confiáveis, mas se os médicos não sabem o que estão a falar eles poderiam estar a contribuir para doenças relacionadas com a alimentação. Para conter a maré emergente de doenças crónicas, os médicos precisam de se tornar parte da solução. Mas nós não temos que esperar que isso aconteça. Não mais os pacientes têm de ser tão pacientes. Os médicos já não detêm o monopólio profissional de informação sobre saúde. Houve uma democratização do conhecimento, e então, até que o sistema mude, temos que assumir responsabilidade pela nossa própria saúde e pela saúde da nossa família. Não podemos esperar que a sociedade recupere o atraso em relação à ciência, porque é uma questão de vida ou morte. Em 2015, o Dr. Kim Williams tornou-se presidente do American College of Cardiology. Perguntaram-lhe por que é que ele segue o seu próprio conselho de se comer uma dieta à base de plantas? Ele disse… [aplausos] “Eu não me importo de morrer”, o Dr. Williams respondeu. “Eu só não quero que seja por minha culpa.” Obrigado. [Aplausos e gritos de celebração] Se você perdeu o discurso do ano passado, eu tenho-o em DVD, e o ano anterior e o anterior a esse. você deveria ter vindo ao Summerfest – bem como outros 25 DVDs. Todos os provenientes da venda de meus livros, DVDs e palestras vai tudo para a caridade. Falando nisso, abram os vossos calendários. A 8 de dezembro deste ano, o novo livro vai sair: “Como Não Morrer.” [Aplausos]. 8 de dezembro. Estou muito animado com isso. Não é apenas uma compilação do meu trabalho, mas toda a ciência e milhares de citações, mas também um guia prático. Eu descrevo sobre tipo a minha lista de verificação diária de uma dúzia de coisas que eu procuro incluir na minha própria dieta: quantos verdes comer, quantos feijões devemos comer, quanto exercício, quanto sono. Estive a trabalhar nisso durante mais de um ano. Mal posso esperar para que todos o leiam. E até la, todo o meu trabalho está disponível gratuitamente em NutritionFacts.org Obrigado novamente. [aplausos] [Mulher vem ao palco para falar.] Somos tão afortunados por termos o Dr. Greger connosco. Não creio que haja mais ninguém no planeta que pudesse fazer o que você faz. Muito obrigada. E estamos honrados por você estrear este evento connosco a cada ano. Muito obrigada. [aplausos] Vemo-nos todos no LLC. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Todas as publicações / traduções voluntárias para Português, em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagens graças a Stanford Research into the Impact of Tobacco Advertising; Centers for Disease Control and Prevention; Steven Jackson, Leon Keller, e DES Daughter via Flickr; 18percentgrey, Rostislav Sedláček, e Anna Liebiedieva via 123rf; Nmajik, Gajda-13, e Brian Arthur via Wikimedia Commons; e OpenPics e Bambo via Pixabay.

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