Alimentação como Medicina: Diabetes e Perda de Visão

Em sujeitos diabéticos colocados numa dieta baseada em plantas estrita, os “requisitos de insulina em geral foram cortados em cerca de 60%, e metade foram capazes de sair completamente da insulina.” E isto em quanto tempo? Adivinham?

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Este vídeo é um segmento de uma apresentação ao vivo. Para ver o vídeo na sua totalidade legendado em português, Alimentação como Medicina: Prevenção e Tratamento das Doenças mais Temidas com Dieta. Se preferir visualizar apenas os segmentos selecionados e focados em algumas das doenças abordadas, juntámos as melhores partes nesta playlist.

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Alimentação como Medicina: Diabetes e Perda de Visão

A seguir, na lista das doenças temidas, está diabetes e perda da visão, que vão juntos já que o diabetes é a principal causa de cegueira prevenível de meia-idade. Mesmo com o tratamento intensivo da diabetes, pelo menos três injeções de insulina por dia ou estas bombas de insulina implantáveis, o melhor que podemos oferecer é geralmente apenas um abrandamento da progressão da doença. Nós podemos ‘abrandar’ a sua cegueira com a medicina moderna. Mas há meio século, Kempner na Duke provou que se consegue revertê-la com uma dieta ultra-rigorosa baseada em plantas, principalmente de arroz e frutas. 44 pacientes consecutivos com retinopatia diabética. Em 30% dos casos, os olhos melhoraram, desde, tipo, isto para aquilo. Isso não é suposto acontecer. A retinopatia diabética foi considerada um sinal de danos irreversíveis. O que significa isso na vida real? Desde incapaz até mesmo de ler manchetes até visão normal. Como é que tratamos a retinopatia diabética nos dias de hoje? Com esteróides e outras drogas injetadas diretamente no globo ocular. E se isso não funcionar, há sempre a fotocoagulação a laser, em que queima a laser é aplicada em quase toda a retina. Os cirurgiões queimam, literalmente, a parte de trás do globo ocular. Agora, por que é que fazem isso? Bem, uma teoria é que se você matar a maior parte da retina, o pedaço restante que ficar vai receber mais do fluxo sanguíneo. Agora, quando eu vejo isto, juntamente com o trabalho de Kempner, não posso evitar sentir-me como se a história tivesse sido revertida. Tipo, “acreditas que há 50 anos havia um bárbaro de cirurgião a queimar a tua retina, mas agora, felizmente sabemos que através de intervenções dietéticas apenas podemos por vezes reverter a cegueira? ” Mas em vez de aprender, a medicina parece ter esquecido. O modo mais eficaz de evitar complicações diabéticas é simplesmente eliminar a diabetes em primeiro lugar. Isto é muitas vezes possível com uma dieta saudável o suficiente. Uma dieta baseada em plantas bateu a dieta convencional da American Diabetes Association num cabeça-a-cabeça em ensaio clínico randomizado controlado, sem restringir porções, sem contagem de calorias ou hidratos de carbono. Uma revisão de todos esses estudos descobriu que aqueles que seguem dietas à base de plantas experienciaram melhores progressos em comparação com aquelas dietas que incluem produtos de origem animal, mas isto não é novidade. O sucesso no tratamento da diabetes tipo 2 com uma dieta à base de plantas foi demonstrado na década de 1930, mostrando que uma dieta centrada em torno de vegetais, frutas, cereais integrais e feijão, era mais eficaz no controlo da diabetes do que qualquer outra dieta. Ensaio Randomizado Controlado: após 5 anos, nenhuma grande mudança no grupo de controle, mas no grupo à base de plantas, as necessidades de insulina foram cortadas pela metade e um quarto acabou fora da insulina completamente. Esta foi uma dieta de baixas calorias, contudo. Então, talvez a sua diabetes tenha melhorado porque eles perderam peso. Para provocar essa hipótese, o que nós precisaríamos era de um estudo onde eles mudem as pessoas para uma dieta saudável, mas forcem-lhes a comer tanta comida, que eles até manteriam o seu peso. Então poderíamos ver se uma dieta baseada em plantas teria benefícios independentes de qualquer perda de peso. Teríamos que esperar outros 44 anos, mas… aqui está ele: os sujeitos foram pesados ​​todos os dias, e se começassem a perder peso, fariam-nos comer mais alimentos. Na verdade, tanta comida que alguns dos participantes tiveram dificuldades para comer tudo, mas eventualmente adaptaram-se, logo não houve alterações significativas no peso corporal apesar da restrição de carne, laticínios, ovos e porcaria. OK. Então, com zero perda de peso, uma dieta à base de plantas ainda ajudou? Aqui está o antes e o depois em necessidades de insulina das 20 pessoas que colocaram na dieta. Portanto, o número de unidades de insulina com que tinham que injetar-se, antes e depois de comerem à base de plantas. Requisitos de insulina em geral foram cortados em cerca de 60%, e metade foram capazes de sair completamente da insulina, apesar de nenhuma alteração de peso. Agora, quantos anos isto durou? Foram cinco anos como no outro estudo? Não, 16… …dias. [Aplausos]. Portanto, estamos a falar de diabéticos que tiveram diabetes durante até 20 anos. Injetando tanto quanto 20 unidades de insulina por dia, e apenas 13 dias depois, estão fora da insulina por completo, graças a menos de duas semanas de uma dieta baseada em plantas. Diabetes durante 20 anos e depois fora da insulina em menos de duas semanas. Aqui está o paciente 15. 32 unidades de insulina na dieta de controle, e depois, 18 dias mais tarde, nenhuma. Níveis mais baixos de açúcar no sangue com menos 32 unidades de insulina. Esse é o poder das plantas. E como um bónus, o seu colesterol caiu como uma pedra, também, em 16 dias para menos de 150. Tal como mudanças moderadas na dieta geralmente resultam em reduções apenas modestas nos níveis de colesterol, pedir aos pacientes com diabetes para fazerem alterações moderadas atinge igualmente resultados moderados, que é uma razão possível de porque eles acabam em drogas, injeções, ou ambos. ‘Tudo com moderação’ é uma indicação mais verdadeira do que as pessoas imaginam. Mudanças moderadas na dieta podem deixar alguém com cegueira moderada, insuficiência renal moderada, amputações moderadas, talvez apenas alguns dedos dos pés. [risos] Moderação em todas as coisas não é necessariamente uma coisa boa. Quanto mais nós, como médicos, pedirmos dos nossos pacientes, mais tenderemos a receber. O velho ditado “aponta para a lua” parece aplicar-se. Poderá ser mais eficaz do que limitar os pacientes a pequenos passos que podem soar mais fáceis de gerir, mas não o suficiente para realmente parar a doença. A única coisa melhor do que reverter diabetes é não a desenvolver em primeiro lugar. Vocês conhecem aquele estudo que pretendia mostrar que as dietas ricas em carne, ovos e laticínios podiam ser tão prejudiciais à saúde quanto fumar, supostamente sugeriu que as pessoas com menos de 65 anos que comem uma grande quantidade de proteína animal, têm quatro vezes mais probabilidades de morrer de cancro ou diabetes. Mas se você olhar para o próprio estudo, você vai ver que não é verdade. Aqueles que comiam muita proteína animal não tinham apenas quatro vezes mais risco de morrer de diabetes, eles tinham 73 vezes maior risco de morrer de diabetes. À medida se come mais e mais à base de plantas, parece haver uma queda gradual nas taxas de diabetes até uma prevalência 78% inferior entre aqueles que comem estritamente à base de plantas. Proteção a crescer de forma incremental enquanto iam de comer carne diariamente para menos de diariamente, para apenas peixe, para nenhuma carne, para nem ovos nem laticínios também. Um padrão similar foi encontrado para a principal causa de perda de visão entre os idosos, cataratas. Isto sugere que não é tudo ou nada. Quaisquer passos que possamos dar para se comer mais saudável podem acrescentar aos benefícios. Mas porquê? Porque é que o consumo total de carne está associado a um maior risco de diabetes, especialmente carne processada, particularmente de aves? Bem, há toda uma lista de potenciais suspeitos, culpados na carne. Sim, pode ser da proteína animal, mas talvez seja a gordura animal, talvez seja o colesterol, talvez seja o ferro levando à formação de radicais livres que podem causar inflamação. Produtos resultantes de glicação avançada são outro problema. Eles promovem o estresse oxidativo e a inflamação, e as análises a alimentos mostram que os níveis mais elevados dessas então chamadas glicotoxinas são encontrados na carne. Aqui estão os 15 alimentos mais contaminados de entre os encontrados com contaminação de glicotoxina: Frango, carne de porco, carne de porco, frango, frango, carne de vaca, frango, frango, carne de vaca, frango, peru, frango, peixe, carne de vaca, e … …McNuggets. Não sei se se pode realmente chamar a isso de frango, mas… la vai. Apesar de que outros alimentos de origem animal também podem conter estes químicos pró-oxidantes. Neste estudo, eles alimentavam diabéticos com alimentos cheios de glicotoxinas, frango, peixe, ovos, e os seus marcadores inflamatórios dispararam, como o fator de necrose tumoral, proteína C-reativa. Assim, nos diabéticos, estes AGEs alimentares podem promover mediadores inflamatórios, levando a lesão tecidual. A boa notícia é que a restrição destes tipos de alimentos pode suprimir os efeitos inflamatórios. Estas glicotoxinas podem ser tipo o elo que faltava entre o aumento do consumo de gordura animal e de carne e o subsequente desenvolvimento de diabetes tipo 2, antes do mais.

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