Alimentação como Medicina: Artrite

O que acontece quando se colocam pacientes com artrite reumatoide numa dieta vegana durante 3 meses e meio?

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Este vídeo é um segmento de uma apresentação ao vivo. Para ver o vídeo na sua totalidade legendado em português, Alimentação como Medicina: Prevenção e Tratamento das Doenças mais Temidas com Dieta. Se preferir visualizar apenas os segmentos selecionados e focados em algumas das doenças abordadas, juntámos as melhores partes nesta playlist.

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Alimentação como Medicina: Artrite

Em seguida na lista temos artrite, como a artrite reumatoide, uma doença inflamatória crónica sistémica que causa a destruição progressiva das articulações. Tantos quanto 80% tornam-se deficientes. Pode cortar 18 anos no tempo de vida. Existe medicação, mas, infelizmente, estão muitas vezes associadas com efeitos colaterais graves: perda de sangue, perda óssea, imunosupressão, toxicidade para o fígado e olhos. Tem que haver uma maneira melhor. Bem, as populações que comem mais carne parecem ter mais artrite reumatoide, e tem havido alguns relatos de casos dramáticos de ataques de artrite reumatoide a serem despoletados pelo consumo de produtos de origem animal, começando seis a dez horas após a ingestão de proteína animal e durando alguns dias, mas pararam quando os pacientes pararam de consumir produtos animais. Os investigadores sugerem que complexos imunes formados pelo corpo que atacavam as proteínas animais podem promover reações auto-imunes no interior das próprias articulações. E, de facto, aqueles com artrite reumatoide têm elevações notáveis de anticorpos para os alimentos como peixe, carne de porco, clara de ovo, proteínas de leite, e até mesmo alguns cereais. Também poderia ser devido a um efeito pró-inflamatório de gorduras da carne ou radicais livres do ferro a acumularem-se nas articulações ou outros mecanismos, mas olhem, casos clínicos e análises de país-a-país podem realmente apenas levantar questões. Para provar causa e efeito, é necessário um estudo de intervenção para colocá-lo à prova. Aqui vamos nós. Um estudo controlado randomizado, durante 13 meses, de dietas à base de plantas para a artrite reumatóide. Os pacientes foram submetidos a uma dieta vegana durante três meses e meio e depois mudaram para uma dieta vegetariana sem ovo nos restantes meses. Comparado com o grupo controle, que não mudou a sua dieta, houve uma melhora significativa no grupo à base de plantas na rigidez matinal durante o primeiro mês, cortando o número de horas que sofreram de rigidez articular pela metade. Uma diminuição da dor. Uma diminuição da incapacidade. Eles relataram subjetivamente como sentindo-se melhor; uma melhora significativa na força de preensão, menos articulações dolorosas, menos sensibilidade por articulação, e menos inchaço. Também tiveram quedas dramáticas nos marcadores inflamatórios no sangue, taxa de sedimentação, proteína C-reactiva e contagem de glóbulos brancos. Resultados altamente significativos e clinicamente relevantes. E quanto a osteoartrite? A causa mais frequente de deficiência física entre adultos com mais idade, afetando cerca de 20 milhões de americanos, afetando talvez 20% dos americanos nas próximas décadas, tornando-se cada vez mais difundido entre os mais jovens. A osteoartrite é caracterizada por perda de cartilagem dentro da articulação. Costumávamos pensar que era apenas uma espécie de desgaste, mas é agora geralmente aceite como uma doença articular ativa com um componente inflamatório. Portanto, se a perda de cartilagem é causada por inflamação, talvez se colocarmos as pessoas numa dieta anti-inflamatória, poderia ajudar, como com a artrite reumatoide. Usando nutrição e exercício físico otimizados como “primeira linha” de intervenção poderia muito bem ser a melhor prática médica. E então onde está a melhor ciência quanto ao que uma nutrição otimizada poderá parecer? O Estudo da China é um excelente exemplo, mostrando as graves consequências para a saúde… [Aplausos]. as graves consequências de saúde do elevado consumo de alimentos pró-inflamatórios: carne, laticínios, gordura e junk food, e um baixo consumo de alimentos anti-inflamatórios de plantas: cereais integrais, vegetais, frutas, feijão, ervilhas, grão de bico, lentilhas. A dieta ocidental não natural contribui para esta inflamação sistémica de baixo grau, stress oxidativo, dano tecidual, irritação, colocando o sistema imunitário neste tipo estado hiperactivo, o que pode ser uma espécie de denominador comum para estas condições como a artrite.

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