A Dieta de Okinawa: Vivendo até aos 100

O que aconteceria se se centrasse a nossa dieta à volta dos vegetais, o grupo alimentar mais denso em nutrientes?

Se ainda não o fizeram, podem subscrever aos novos vídeos aqui

Notas do Dr. Michael Greger

Sim, existem batatas doces roxas, mnham!

Porque é que aqueles que comem à base de plantas vivem mais tempo, então? Existem todo o tipo de mecanismos que acho fascinantes:

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários no link original e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

D C Willcox, G Scapagnini, B J Willcox. Healthy aging diets other than the Mediterranean: a focus on the Okinawan diet. Mech Ageing Dev. 2014 Mar-Apr;136-137:148-62.

A Drewnowski, J Hill, B Wansink, R Murray, C Diekman. Achieve Better Health With Nutrient-Rich Foods. Nutrition Today: January/February 2012 – Volume 47 – Issue 1 – p 23–29.

D C Willcox, B J Willcox, H Todoriki, M Suzuki. The Okinawan diet: health implications of a low-calorie, nutrient-dense, antioxidant-rich dietary pattern low in glycemic load. J Am Coll Nutr. 2009 Aug;28.

S Davinelli, D C Willcox, G Scapagnini. Extending healthy ageing: nutrient sensitive pathway and centenarian population. Immun Ageing. 2012 Apr 23;9:9.

B J Willcox, D C Willcox. Caloric restriction, caloric restriction mimetics, and healthy aging in Okinawa: controversies and clinical implications. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2014 Jan;17(1):51-8.

M Poulain. Exceptional Longevity in Okinawa:: A Plea for In-depth Validation. Demographic Research;Jul-Dec2011, Vol. 25, p245.

N S Gavrilova, L A Gavrilov. Comments on Dietary Restriction, Okinawa Diet and Longevity. Gerontology. 2012 Apr; 58(3): 221–223.

B J Willcox, D C Willcox, H Todoriki, A Fujiyoshi, K Yano, Q He, J D Curb, M Suzuki. Caloric restriction, the traditional Okinawan diet, and healthy aging: the diet of the world’s longest-lived people and its potential impact on morbidity and life span. Ann N Y Acad Sci. 2007 Oct;1114:434-55.

D C Willcox, B J Willcox, H Todoriki, J D Curb, M Suzuki. Caloric restriction and human longevity: what can we learn from the Okinawans? Biogerontology. 2006 Jun;7(3):173-7.

G E Fraser, D J Shavlik. Ten years of life: Is it a matter of choice? Arch Intern Med. 2001 Jul 9;161(13):1645-52.

D C Willcox, B J Willcox, Q He, N C Wang, M Suzuki. They really are that old: a validation study of centenarian prevalence in Okinawa. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2008 Apr;63(4):338-49.

M Suzuki, B J Wilcox, C D Wilcox. Implications from and for food cultures for cardiovascular disease: longevity. Asia Pac J Clin Nutr. 2001;10(2):165-71.

M Suzuki, D C Wilcox, M W Rosenbaum, B J Willcox. Oxidative stress and longevity in okinawa: an investigation of blood lipid peroxidation and tocopherol in okinawan centenarians. Curr Gerontol Geriatr Res. 2010;2010:380460.

Recolher Fontes

Desenrole a Transcrição aqui

A Dieta de Okinawa: Vivendo até aos 100

As orientações dietéticas recomendam que tentemos escolher refeições ou lanches que são ricos em nutrientes mas mais baixos em calorias, para reduzir o risco de doença crónica. Por esta medida, os alimentos mais saudáveis ​do planeta, os mais densos em nutrientes, são os vegetais, que contêm a maior trip de nutrientes para o nosso gasto calórico. Então, o que aconteceria se uma população centrasse toda a sua dieta em torno de vegetais? Eles poderão acabar a viver algumas das vidas mais longas do mundo. Claro que cada vez que se ouve falar de populações com tempo de vida longo tem que se verificar que foi validado, pois pode ser difícil de se encontrar certidões de nascimento da década de 1890. Mas estudos de validação sugerem que, de facto, eles realmente vivem assim tanto tempo. A dieta tradicional em Okinawa é baseada em vegetais, feijões e outras plantas. Estou acostumado a ver a dieta de Okinawa representada assim, sendo a base hortaliças, feijões e cereais, mas com uma contribuição substancial de peixes e outras carnes. Mas uma representação mais precisa seria isto, se olharmos para a sua ingestão alimentar real. Sabemos o que estavam a comer a partir dos Arquivos Nacionais dos EUA, porque os militares dos EUA comandavam Okinawa até que foi devolvida ao Japão em 1972. E se olharmos para as dietas tradicionais de mais de 2.000 habitantes de Okinawa, constitui-se do seguinte modo. Apenas 1% de sua dieta era peixe; menos de 1% da sua dieta era carne, e o mesmo com ovos e laticínios. Logo, era mais de 96% à base de plantas, e mais de 90% de alimentos integrais à base de plantas com mesmo muito poucos alimentos processados. E não apenas integral à base de plantas, a maioria de sua dieta eram vegetais, e um vegetal em particular: batata doce. A dieta de Okinawa estava centrada em torno de batata doce roxa e laranja. Quão delicioso!? Poderia ter sido cabaça amarga, ou graviola. Mas não, batata-doce. Então, mais de 90 por cento integral à base de plantas faz dela uma dieta altamente anti-inflamatória, uma dieta altamente antioxidante. Se se medir o nível de gordura oxidada no seu sistema, há evidência convincente de menos danos por radicais livres. Talvez eles simplesmente tenham geneticamente melhores enzimas antioxidantes ou algo assim? Não, a sua atividade de enzimas antioxidantes é a mesma. São todos os antioxidantes extra que estão a receber da sua dieta que poderão estar a fazer a diferença. A maior parte de sua dieta são vegetais! Logo, 8 a 12 vezes menos mortes por doença cardíaca do que nos EUA Pode-se ver que ficaram sem espaço para o gráfico para a nossa taxa de mortalidade. Duas a três vezes menos mortes por cancro do cólon, sete vezes menos mortes por cancro da próstata, e cinco vezes e meia menor risco de morrer de cancro da mama. Parte dessa proteção pode ser porque eles apenas comiam cerca de 1800 calorias por dia, mas eles estavam na realidade a comer uma massa maior de comida, mas os alimentos integrais vegetais estão diluídos calóricamente. Há também uma norma cultural para não se empanturrarem. A natureza baseada em plantas da dieta pode superar a restrição calórica, porém, já que a população que vive mais tempo até do que os japoneses de Okinawa não apenas comem uma dieta 98% sem carne, eles comem 100% sem carne. Os vegetarianos adventistas na Califórnia, com talvez a maior expectativa de vida de entre todas as populações descritas formalmente. Os homens e mulheres vegetarianos adventistas vivem até cerca dos 83 e 86, que é comparável às mulheres de Okinawa mas melhor do que os homens de Okinawa. Os melhores dos melhores foram os vegetarianos adventistas que também tinham estilos de vida saudáveis, como serem não fumadores que fazem exercício, 87 e cerca de 90, em média. Isso é como que 10 a 14 anos mais do que a população em geral. Dez a 14 anos a mais na Terra por escolhas simples de estilo de vida. E isto está a acontecer agora, nos tempos modernos, enquanto que a longevidade de Okinawa é agora uma coisa do passado. Okinawa agora hospeda mais de uma dúzia de KFCs [Kentucky Fried Chicken]. A sua gordura saturada triplicou. Passaram de comer praticamente nenhum colesterol para o valor de uns poucos Big Mac, triplicaram o seu sódio, e estão agora tão deficientes em potássio quanto os americanos, recebendo menos de metade da dose diária recomendada de 4700 mg no mínimo por dia. Em duas gerações, os japoneses de Okinawa passaram dos mais magros do Japão para os mais gordos. Como consequência, tem havido um ressurgimento do interesse por parte de profissionais de saúde pública em conseguirem que os okinawanos comam a dieta de Okinawa. Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

Clique para baixar a transcrição da tradução de A Dieta de Okinawa: Vivendo até aos 100

Recolher Transcrição

Imagem graças a cotaro70s via Flickr, klaber, jarmoluk, Taken, jon2079, PublicDomainPictures, PublicDomainImages, Kaz, Activedia, margenauer, bykst, HebiFot via Pixabay, teen00000 e Ratana Prongjai via 123rf..

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *