A Dieta da Fibra do Dr. Burkitt

O famoso cirurgião Denis Burkitt sugere uma explicação para o porquê de muitas das nossas doenças mais comuns no ocidente serem raras ou até não existentes em populações que comem mais fibra através de dietas baseadas em plantas.

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Notas do Dr. Michael Greger

Mais sobre esta história incrível em Um em Mil: Pondo Fim à Epidemia da Doença Cardíaca. Como é que sabemos que a dieta era o fator crítico? Porque quando colocamos as pessoas que foram atacadas por estas doenças em dietas baseadas em plantas, em alguns casos a doença deles pode ser revertida (O nosso Assassino Número Um pode ser Travado). De facto, foi o trabalho de Burkitt e de outros em África o que conduziu ao trabalho de reversão da doença por pioneiros como Nathan Pritikin (Engendrando uma Cura).

Então, se as nossas doenças principais e mais comuns são o resultado do estilo de vida, porque é que não há mais médicos a praticarem medicina do estilo de vida? Vejam: Medicina do Estilo de Vida: Tratando as Causas da Doença. Como podemos inspirar mudança na profissão? Vou fazer uma tentativa no meu próximo vídeo, Convencendo os Médicos a Abraçarem a Medicina de Estilo de Vida.

Mais sobre fibra:

E para mais uma amostra de fezes:

Então, qual é a resposta? Para quanta fibra devíamos apontar? O nosso passado evolucionário poderá dar-nos uma pista: Lições do paleolítico (Legendado em Português).

Tem uma questão para o Dr. Greger sobre este vídeo? Deixe-a na secção de comentários no link original e ele procurará responder-lhe!

Fontes citadas

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A Dieta da Fibra do Dr. Burkitt

O famoso cirurgião Denis Burkitt é mais conhecido pela sua descoberta de um cancro de infância conhecido por linfoma de Burkitt do que pelo bestseller internacional ‘Não Se Esqueça da Fibra na Sua Dieta’. Qualquer pessoa quando questionada sobre os 20 mais importantes avanços na saúde das últimas décadas, provavelmente não incluiria nenhum daqueles que o Dr. Burkitt considerou como estando entre os mais significantes. Qual foi o #1 mais importante avanço na saúde de acordo com uma das mais famosas figuras médicas do século XX? O facto que “Muitas das doenças mais comuns na cultura ocidental moderna são universalmente raras em comunidades do 3º mundo, eram incomuns até nos Estados Unidos até à 1ª Guerra Mundial, sendo, contudo, comuns agora em qualquer pessoa seguindo um estilo de vida ocidental.” Então, não é genético; são doenças de estilo de vida, o que significa que têm que ser potencialmente preveníveis. Aqueles que comem uma dieta padrão americana têm taxas mais elevadas de todas estas doenças. Aqui estão dois exemplos. Taxas similares desta doença [diverticular e do coração] nos EUA e na classe branca governante no apartheid em África, enquanto que as taxas na população Bantu da África rural eram muito baixas. Estes nativos africanos comiam a mesma dieta das “três irmãs” dos nativos americanos: uma dieta baseada em plantas centrada no milho, feijão e abóboras. De facto, foi reportado que o cancro era visto tão raramente nos índios americanos há um século atrás que eram considerados practicamente imunes ao cancro O que se quer dizer com taxas “muito baixas” entre rurais africanos? 1300 autopsiados ao longo de cinco anos no hospital de Bantu e menos de 10 casos de doença isquémica cardíaca, o nosso assassino #1. As suas taxas de doença cardíaca e intestinal são similares à de índios pobres, enquanto que os índios com posses, que comiam mais produtos animais e processados, estavam mais próximos dos Japoneses até que… foram para os E.U.A. e começaram a viver como nós. E pode-se fazer gráficos similares para todas as chamadas “doenças ocidentais”, as quais Burkitt pensou estarem relacionadas com as principais alterações dietéticas que se seguiram à Revolução Indústrial: redução nos alimentos vegetarianos saudáveis, as fontes de amido e fibra, e um grande aumento no consumo de gorduras animais, sal, e açúcar. A sua teoria era que tratava-se da fibra. Nenhuma destas doenças, incluindo o nosso assassino #1, são comuns em comunidades onde se encontram análises de fezes grandes e moles. Ele pensou que todas estas doenças principais podíam ser causadas por uma dieta deficiente em alimentos integrais de origem vegetal, a única fonte natural de fibra. Fibra!?… Num inquérito a dois mil americanos, mais de 95% de participantes em educação superior e profissionais de cuidados médicos nem estavam conscientes da dose diária recomendada de consumo de fibra. Os médicos simplesmente não sabem. Se um chão for inundado como resultado de uma torneira a pingar, servirá de pouco passar a esfregona no chão a não ser que a torneira seja fechada. A água da torneira representa o custo da doença, o chão inundado representa as doenças que enchem as camas dos hospitais, e os estudantes de medicina aprendem muito mais sobre os métodos de esfregar o chão do que de fechar torneiras. E os médicos especialistas com esfregonas e escovas podem ganhar infinitamente mais do que aqueles dedicados a fechar as torneiras. E as empresas farmacêuticas vendem rolos de papel, para que os pacientes possam comprar um novo rolo todos os dias para o resto das suas vidas. Para parafrasear Ogden Nash, a medicina moderna está a fazer grande progresso, mas só que na direcção errada. A medicina preventiva é, francamente, má para o negócio… Nutrição em Factos, a mais recente pesquisa em nutrição. Publicações em Português / traduções voluntárias em NF.FOCOEMPATICO.NET

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Imagens graças a malias, feserc e misterbisson via Flickr. Desenho usado com a permissão de Dan Piraro

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